Festival Assim Vivemos

Escrito por Lak Lobato em 13/10/2009

Pessoal, muita gente já sabe, mas não custa dar um toque via blog: Está acontecendo em Sampacity (São Paulo Capital) o festival “ASSIM VIVEMOS”, que aborda a temática das pessoas com deficiência na sétima arte. Essa semana, tem um debate super pra quem se interessa pelo universo dos deficientes auditivos. Segue abaixo a programação com ênfase em filmes sobre surdez.

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: R. Álvares Penteado 112- Centro. Telefone: (11) 3113-3651
Obs: Senhas distribuídas na bilheteria do teatro uma hora antes da sessão.

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: R. Álvares Penteado 112- Centro. Telefone: (11) 3113-3651

Obs: Senhas distribuídas na bilheteria do teatro uma hora antes da sessão.

Vozes de El-Sayed PROGRAMA 05

Direção: Oded Adomi Leshem (Israel / 75 minutos)

No pitoresco deserto israelense de Negev encontra-se a aldeia beduína de El-Sayed, que possui o maior percentual de pessoas surdas do mundo. Lá, ninguém usa prótese auditiva porque em El-Sayed a surdez não é considerada uma deficiência. Através das gerações, desenvolveu-se uma língua de sinais única. A tranqüilidade da aldeia é interrompida pela decisão tomada por Salim de mudar o destino de seu filho surdo e fazer dele um ouvinte por meio da operação de implante coclear.

Sou Surdo e Não Sabia PROGRAMA 06

Direção: Igor Ochronowicz (França / 70 minutos)

Por vários anos, Sandrine não sabia que era surda. Surda de nascença, ela é filha de pais ouvintes. Chegou a freqüentar a escola regular, e lá se perguntava como os outros compreendiam o que a professora estava tentando transmitir. Como uma pessoa surda descobre que pessoas se comunicam através de sons, que o movimento dos lábios que eles vêem produz palavras e comunicação? Esse documentário olha para a questão a partir de dentro, pela perspectiva de Sandrine e sua história verídica. Paralelamente ao relato da autonomia conquistada com a Língua de Sinais, o filme levanta a discussão sobre a conveniência do implante coclear e da oralização de crianças surdas.

Semana de 14 a 18 de outubro

Quarta 14Quinta 15Sexta 16Sábado 17Domingo 18
13hPROGRAMA 9PROGRAMA 2PROGRAMA 3PROGRAMA 6PROGRAMA 13
15hPROGRAMA 10PROGRAMA 5PROGRAMA 4PROGRAMA 9PROGRAMA 12
17hPROGRAMA 1
seguido de DEBATE
PROGRAMA 6
seguido de DEBATE
PROGRAMA 8PROGRAMA 14*PROGRAMA 11
19hPROGRAMA 7PROGRAMA 10PROGRAMA 8
* Programa 14 indicado para maiores de 16 anos

Debate 15/10 – Surdo: Sinalizado ou Oralizado

Anahi Guedes de Mello – Cientista Social, militante do Movimento de Vida Independente; Membro do Núcleo de Estudos de Modos de Subjetivação e Movimentos Contemporâneos, no Laboratório de Antropologia Social da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.
Paullo Roberto Amaral Vieira – Presidente da Associação dos Surdos de São Paulo; Coordenador do Departamento de Natação da CBDS (Confederação Brasileira dos Desportos dos Surdos); Líder do Movimento dos Surdos e Surdo-Cegos em São Paulo – SP; Assistente Técnico da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Cidade de São Paulo.

Beijinhos,

Lak

10 Palpites

  1. Kali disse:

    Puxa, que pena que não estou aí em Sumpaulo!!! Queria assistir alguns desses filmes! Devem ser incríveis!
    E a gente ainda ia comer pipoca! Hummm, saudade de pipoca!

    Beijos,

  2. Adriana disse:

    Será que um dia um filme desses chega ao circuito comercial ou nas locadoras?? Do contrário, vai ser difícil eu ter acesso a qualquer um deles. Pela sinopse me impressionou muitíssimo o “Sou surdo e não sabia”. Boa a sua dica, mas pra quem está em Goiânia, fica só a vontade! Mandei a programação para um amigo que trabalha com cinema, organiza mostras por aqui. Agora mesmo tem uma mostra de cinema italiano em Goiânia. Perguntei sobre a possibilidade de trazer a “Assim vivemos” pra cá. Sabe o que ele me disse? Que a mostra italiana, tem tido um público de 4 ou 5 pessoas por sessão!!! Essa mostra de “nicho”, como ele chamou a “Assim…” não teria o menor espaço, na avaliação dele. Não gostei da resposta! Penso que enquanto quem tem condições de promover alguma coisa continuar vendo e tratando algumas realidades, determinados segmentos como guetos ou nichos nada vai mudar mesmo. Você não acha?

  3. Olivia disse:

    Oi Lak, eu conhecí o Marcelo (acho que esse é o nome) quando eu fui pra widex ajeitar meu aparelho em Recife, onde eu morava. Ele estava começando com a campanha “legenda para quém não ouve más se emociona” Eu comprei uma camisa pra ele naquele então. Eu formo parte da mesma comunidade que cresceu de uma forma admiravel, no orkut más eu não sei usar o orkut e não tenho muito tempo.

    Agora estou longe, na Argentina, e não poderé ver o festival más torço por vocês!

    Eu passei vinte anos no Recife e nuna pude ver um filme nacional…. e quería muito. Identifique-me com a campanha

    Beijocas

  4. Renata disse:

    Adorei! Vá ver, Latika :) :oops:

  5. Maíra disse:

    Eu assisti quase todos os filmes do festival. Sao ótimos e polêmicos. Vale a pena ver. Os filmes relacionados a surdez são uma tristeza.. abordam o IC de uma forma horrível – apesar que, de fato, a criança implantada não era caso de se implantar… Mora num lugar sem estrutura, cheia de poeira, desconhece a realiade da surdez, os profissionais não explicaram de forma clara aos pais como seria o acompanhamento da criança e por aí vai. Ele é usado como uma cobaia.
    Quem quiser, indico os melhores filmes!
    bjs, Maíra

  6. Marta Macedo disse:

    Sou surda, mas só agora estou fazendo o curso de Libras e estou adorando, vendo esse site, fiquei encantanda com esse debate, pena que aqui em Brasília não houve coisa igual. Também fiquei interessada nos filmes, como posso adquirir? É vendido nas lojas? Por favor gostaria de um retorno para as minhas dúvidas, ok?
    Obrigada,
    Marta. :D

Os comentários estão encerrados.

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