Direito à diversidade!

16 palpites

  1. “Respeito é um direito de todos, de acordo com as particularidades de cada um. Se existe espaço para a Libras, existe espaço suficiente para os oralizados também. Portanto estereotipação não!”

    Perfeito! 🙂

    Não me agrada nem um pouco o radicalismo e nem o tratamento igual para todos os surdos. Lamentável!

    Lak, hoje de manhã no Jornal Hoje teve uma matéria sobre uma resolução da ANS que os planos de saúde não são mais mais obrigados cobrir implantes em deficientes entre 6 e 18 anos. Para as outras faixas etárias, os planos só precisam pagar pelo implante de um ouvido.

    Queria que você desse sua opinião a respeito já que é implantada.
    Você pode dar sua opinião lá no Blog?
    Beijos

    • laklobato disse:

      Derei sim. Essa informação não tem nenhum embasamento médico, é exclusivamente pautada em valor financeiro. O IC bilateral é indicado em diversos casos e serve para crianças de 6 a 18 anos SIM. Um absurdo essa resolução. Espero que voltem atras nessa mudança de resolução.
      Beijocas

  2. Gabi VA disse:

    Verdade Marcela, complicadíssima essa situação, eu já passei por isso, e ainda passo num instituição aqui do meu Estado, foi esse tipo de situação que me levou a fazer meu Blog, a primeira postagem foi a respeito disso, pq eu não sabia Libras e frequentava as reuniões se surdos e mudos, duas vezes ao ano, e era o suficiente para aquelas pessoas toda hora me obrigando a aprender Libras, isso foi aumentando a minha frustração e como não era um direito meu ir lá reclamar pq eu não era parte daquela instituição, então a unica coisa que fiz pra expressar minha irritação foi fazer o Blog e explicar a importância de termos nossos direito como surdos oraliazdos que até hoje não é respeitado, e disse pra minha mãe que não iria mais participar nas reuniões pq sempre saia de lá humilhada e constrangida pelos surdos sinalizados e pelas pessoas que trabalhavam lá, até hoje é difícil pra mim, pq parece q sou a unica surda oralizada do meu Estado, fico uma coisa difícil de defender sozinha e tenho minha família do meu lado, e prometi q meu Blog ia ser humorado para não deixar essa frustração me dominar. Marcela parabéns pela sua luta, nunca devemos desistir, temos que mostrar nosso direito! Vo falar no Blog sobre esse Post da DNO e de você pra mostrar que eu não sou a única!

    • laklobato disse:

      Show, Gabi.

      O lance não é acabar com o direito dos sinalizados à Libras, mas abrir espaço para a nossa coexistência! Tem espaço suficiente para muita diversidade nesse mundo!
      Beijos

  3. zuleid disse:

    Olá!
    Lamentável esta situação! Veja que houve um gasto desnecessário, um mau aproveitamento da habilidade da intérprete que poderia ter ajudado quem realmente precisasse dela, e um desgaste na vida da Marcela além do desrespeito total! E se pensarmos que isto ocorre em uma faculdade de psicologia é MUITO MAIS GRAVE!!! Estas pessoas estão formando profissionais de educação, profissionais que iram lidar com alunos com diversos perfis de necessidades. Em que parâmetros vão se basear??
    Recentemente uma amiga que tem Dislexia sofreu constrangimento por ter seu direito à provas especiais negado, e isso é fundamental para os disléxicos uma vez que seu processamento cognitivo se dá de uma forma diversa do habitual! Isto em uma faculdade de Psicologia!!
    Acho que nosso Sistema Educacional está precisando ser revisto!
    Beijos!

  4. ana clara disse:

    nossa Lak, confesso q sou uma def auditiva de outro planeta! 😮 sinceramente antes de conhecer seu blog não tinha noção das proporções q o preconceito e a falta de informaçao pode tomar, atrapalhando a vida de gente q simplesmente não pede nada além de respeito com a sua diferença! E eu achando q tinh sofrido preconceito e desinformação na época da escola! bju

  5. SôRamires disse:

    Estou chocada! Como é possível tanta ignorância e prepotência?
    Em algumas ocasiões tentaram conversar comigo em libras mesmo eu
    respondendo em português. Quando digo que não sei libras a resposta invariável é: mas precisa aprender.
    Aprender prá que? Não conheço ninguém que usa libras.

    Numa feira sobre equipamentos para deficientes em Sampa alguns intérpretes até ficaram irritados quando viam meus aparelhos auditivos e vinham tão simpáticos e sorridentes sinalizar.
    Acho que muitos intérpretes ficam irritados com os surdinhos rebeldes como a gente. É como se estivéssemos roubando o emprego deles.
    Eu me limitava a mostrar minha camiseta onde estampei SULP Surdos Usuários da Língua Portuguesa e a repetir: eu falo e entendo português!
    Basta ver a publicidade que fazem dos cursos de libras, é um mercado e tanto mas me digam se eu e meus aparelhinhos nos viramos tão bem para que vou querer andar com intéprete a tiracolo?
    E eu sempre sentei na primeira fila porque com meus aparelhinhos e meus olhinhos dava para seguir as aulas muito bem.

    • laklobato disse:

      O que pega é confundirem direito à Libras por obrigação a Libras.
      A Libras não tem nada a ver com o português, então não basta que a gente aprenda os sinais, tem que aprender toda a sintaxe. E, pra quem sempre usou português, nunca vai ser como um idioma materno.
      Se querem tanto respeito à diversidade, respeitem a nossa. Da mesma forma que não querem obrigar sinalizados a falar, pq não respeitam que oralizados não querem falar Libras?
      Um absurdo e um desrespeito completo!

  6. Sandra disse:

    Estou chocada com o relato da Marcela. Não podia imaginar que os surdos oralizados sofressem tanto preconceito. E o que mais me deixa indignada e perceber que falar a língua portuguesa num pais onde a língua mãe e justamente essa, parece ser coisa de outro planeta.
    Vamos ensinar as pessoas a respeitar as diferenças!!! 😉

    • laklobato disse:

      Pois é, mas você sabe que acabar com estereótipos é dificílimo, ainda mais quando um grupo fica fazendo uma barulheira dando a entender que isso serve pra todos daquele grupo. Quem quer simplesmente continuar vivendo como sempre viveu, integrado à sociedade sendo diferente, paga o pato, sacumé…
      Beijos

  7. SôRamires disse:

    O que pega é confundirem direito à libras com obrigatoriedade de libras.

    E uma coisa que notei acabamos até por imitação escrevendo libras com maiúscula e português com minúscula. Agora me policio para escrever com minúscula como escrevemos o nome de qualquer outra língua. 😛 😛 😛

  8. Marcela Cordeiro disse:

    Oi Lak!
    Foi um prazer dar meu depoimento para o seu blog.

    Realmente a situação foi feia, mas olho pra tras e vejo que passei por tudo isso e ainda estou aqui, firme e forte com a minha opção de comunicação, que é a oralização, nada contra libras e sim contra a situação lamentável de tentarem me obrigar a ser algo que eu não sou, se eu tivesse cedido e me obrigado a viver de libras que a minha faculdade tentou me impor, acho que seria uma pessoa estremamente frustrada na vida acadêmica e não concluiria a faculdade, certeza que eu até desistiria, porque me chateio fácil com essas situações desagradáveis de falta de respeito, mas graças a Deus cheguei até o final. Nesse final, consegui mostrar à eles que cada caso de surdez é um caso diferente, nem todos somos iguais, temos de ter nossos direitos respeitados e principalmente: o direito à diversidade!
    Bjos! 😉