Surdez Unilateral: AutoAceitação, o primeiro passo.

8 palpites

  1. Guilherme Saes disse:

    Olá me identifiquei bastante com a história! Hoje tenho 24 anos e só fui me aceitar como surdo unilateral há uns 2, 3 anos também, sendo que até então, sempre procurei esconder das pessoas desde a minha infância (Anacusia congênita no ouvido direito). Conseguia mascarar até certo ponto, pois como sou músico desde os 5 anos de idade, eu desenvolvi e agucei meu ouvido bom, e quando comecei a contar para meus amigos da surdez, alguns se espantaram por nunca terem percebido, e outros acham que eu tinha “tique nervoso”, pois virava a cabeça para escutar melhor haha.
    É isso!

    • Lak Lobato disse:

      Bacana seu relato. Acho que deve ser comum de todos os unilaterais… Esconder faz parte. Quem pode, sempre tenta… Mas, esconder tb atrapalha, então assumir uma fraqueza pode ser um passo decisivo para a transformação da qualidade de vida. Beijinhos sonoros

  2. Alex Hisao disse:

    Olá Lak! Como vários outros colegas, me identifico com a sua história.

    Perdi a audição (e tive um pouco de paralisia facial periférica) aos 29 anos após uma cirurgia para retirada de um Neurinoma do Acústico e desde então tenho feito meu ouvido direito trabalhar em dobro.

    É muito comum eu ficar perdido quando alguém me chama, principalmente em ambientes abertos, pois não sei de que lado vem o som. Festas e lugares barulhentos, prefiro distância.

    O ponto positivo é que as pessoas ao meu redor se adaptaram as minhas condições e já é automático elas ficarem ao meu lado direito para conversar e também não ficam bravas quando peço para repetir.

    Aprendemos a escolher lugares estratégicos para obter o melhor do som e também valorizamos o ouvido que restou.

    É uma luta diária que somente deficientes auditivos unilaterais conhecem, e só pelo fato de conseguirmos “driblar” muitos desses obstáculos, já podemos ser considerados vitoriosos. Um abraço! 😈

  3. Marcio Dantas disse:

    Fico feliz que tenha se aceitado, em 2014 lembro que te escrevi assim que soube sobre o livro e sua experiência de vida, comentei sobre minha sobrinha surda e das atividades que ela fazia e o desenvolvimento dela, não comentei nada sobre LIBRAS e tive uma resposta sua tão grosseira de você, me dizendo que não falava sobre libras muito menos cultura surda, mas de implante coclear. Sorte eu não ser surdo pra ler aquilo, não passei as informações pra minha sobrinha muito menos pra nenhum outro surdo. Vou te acompanhar mais a partir de hoje.

    • Lak Lobato disse:

      Continuo não falando de cultura surda, nem de LIBRAS e já me aceitava naquela época, como surda oralizada e implantada, que não vive na cultura surda e não tem interesse por LIBRAS.
      Eu continuo escrevendo sobre implantes auditivos e surdos que tem português como primeira língua. Esse texto sobre autoaceitação da surdez unilateral nem é meu, mas de outra pessoa com surdez unilateral, que é o tema do texto. Pois gente que tem perda de um lado só, geralmente esconde a deficiência, em vez de buscar soluções e adaptações pra ela.
      Ou seja, meu texto não mudou, eu não mudei e continuo não tendo o menor interesse pela cultura surda e pela lingua de sinais. Então, acho que vai continuar não te interessando meu blog.
      Abraços

  4. luciano ferreira disse:

    meu nome e luciano tenho 33 anos, profissão vigilante fui contratodo pela empresa de segurança, pra suprir a vaga de deficiente(cota) mais so fique dez dias na empresa, porque o meu laudo voltou, disseram que minha deficiencia era unilateral, eu sou deficiante unilateral certo, mais eu so tenho uma orelha a outra eu não tenho. ai eu pergunto auguem acha que eu enquadro em outra deficiencia por motivo que eu nao tenho uma orelha ??? fiquei desempregado porque disseram que eu nao era deficiente audito. mande a resposta pra meu E-mail, ( lucianonascrn@hotmail.com