Diana – usuária de Sistema Baha bilateral

A história da teimosia – por Diana Sampaio

Sabe aquela história de “uma  mão lava a outra“? Outro dia, uma mãe entrou no meu blog contando a situação do filho e pedindo ajuda para ele conseguir o Implante Baha, que é uma outra tecnologia disponível para ajudar a corrigir perdas auditivas. No meio, falaram para ela do Forum do Implante Coclear e ela comentou que procurava uma moça chamada Diana Sampaio e perguntou se eu a conhecia, que é uma usuária-especialista (termo que uso para usuários que realmente se apaixonam e pesquisam muito sobre a tecnologia que usam) do Baha. Acabei caçando a Diana e conversamos por várias vias e eu  pedi para ela escrever sobre o Baha aqui para o DNO, porque sei muito pouco sobre ele, mas sei que tem gente aí que poderia se beneficiar com ele e nem sabe…

Ela não apenas ficou empolgada, como aproveitou para contar-nos a própria história. Uma história de coragem, de perseverança e de superação surpreendente. Mais do que alguém que buscava driblar uma deficiência auditiva, Diana é uma pessoa forte, otimista e uma sabe escrever de uma forma que a gente pára e pensa como a vida é bonita por si mesma…

Ontem, quando trocávamos emails com o texto, ela me deu uma explicação fantástica sobre o Baha, que pedi permissão para usar como introdução para o texto dela:

O tipo de perda que o Baha atinge é muito específica e durante muitos anos não tinha solução pra estas perdas. São as perdas condutivas, perdas mistas, pessoas com o canal muito largo, que não tem um bom encaixe do AASI ou ainda casos de surdez profunda neurossensorial, mas apenas unilateral… E como simplesmente não tinha solução, muita gente deste público acabou se acomodando com a surdez e parou de buscar um recurso para contorná-la, deixando de acompanhar as inovações tecnológicas, parando de incomodar o otorrino e a fono pra saber se já inventaram algo… Até mesmo, muitas vezes,  os profissionais ainda desconhecem ou desconfiam das potencialidades do BAHA… Então ainda falta muita informação…

Foi justamente pensando nisso, que resolvi trazer a história da Diana para o DNO.

A HISTÓRIA DA TEIMOSIA:

Diana Sampaio
Isto mesmo… O título é bem apropriado à minha história… Nasci com Goldenhar, uma síndrome rara… Como sintomas, 4 vértebras fundidas na cervical, o que me reduz um pouco a mobilidade do pescoço e restringe certas atividades físicas de impacto… Também tive a microssomia hemifacial, uma assimetria do rosto que me rendeu duas cirurgias buco-maxilo-faciais bem traumáticas até me deixar com um rostinho apresentável… No pacote, tinha direito a hidrocefalia, 4 cirurgias neurológicas, sequela motora e estrabismo… Trocando em miúdos, a má formação dos 2 ouvidos externos, com surdez mista, moderada e bilateral nunca foi realmente o maior dos meus problemas… Entretanto, seguramente foi um dos que mais me irritou e incomodou…

De fato, diante de outras questões, não era algo assim tão sério, mas com os meus antecedentes, eu não sou exatamente uma pessoa acostumada a respeitar limites e aceitar que não posso ir adiante, ou que pra uma determinada coisa “não tem jeito”… E com relação ao meu tipo de perda, durante muitos e muitos anos, isto foi sempre o que eu ouvi… “Seu tipo de perda é pouco comum, não há muitas estatísticas, não é um tipo de perda rentável, o mercado audiológico não se interessa em pesquisar novas alternativas para este tipo de perda… Se você tivesse perda profunda ou severa neuossensorial, existiria o IC, mas para o seu caso, tudo que existe é aquele vibrador ósseo convencional, que você já conhece, nada de novo…” Costumava responder que arranjavam solução pra pneumonia e me deixavam morrer de gripe, guardadas as devidas proporções…

O fatídico vibrador ósseo convencional era uma geringonça horrorosa, com uma passadeira, arco ou tiara, como queiram os regionalismos, presa a um fio, que ficava acoplado a uma caixinha, onde havia o volume e o compartimento de bateria… Quando eu era criança, a qualidade do som era bastante ruim, havia muita microfonia e ruído de fundo e, em se tratando de perda moderada, eu me sentia mais confiante sem usar nada… Dos 7 aos 15 anos simplesmente não usei nada, além de LOF… Sentava na frente, lia os lábios da professora, prestava atenção às aulas e isto era tudo… E sempre fui excelente aluna, sempre amei escrever, nunca perdi um ano da escola, aprendi línguas e tudo mais…

Além de ser um trambolho, perto dos intracanal, microcanal e demais opções para surdez neurossensorial e além da qualidade do som duvidosa, o problema do vibrador ósseo convencional é que ele causava apertamento e afundamento de crânio, o que não era um bom prognóstico pra quem já tinha antecedentes neurológicos, assim como eu… Pra não falar nas dores de cabeça constantes… Ademais, havia o agravante de que a minha surdez era bilateral e o vibrador da tiara nunca me proporcionou audição binaural… Isto afetava, naturalmente, a localização e a discriminação do som…

Enfim… O fato é que, durante a minha vida inteira, ruim ou bom, o trambolhinho era a minha única alternativa… Rejeitei os anos que pude, mas isto me tornou um ser anti-social… Eu era extremamente inteligente, excelente aluna, mas patologicamente tímida… Ao ponto de não telefonar nem pra minha avó, ao ponto de não ter coragem de pedir o meu próprio lanche, numa lanchonete, ao ponto de praticamente não ter amigos… Quando cheguei à adolescência, estes entraves se tornaram mais nítidos e precisei me render ao aparelho… Já nesta época, é preciso confessar que havia melhorado um bocado, pelo menos no que se refere à qualidade do som… Quanto ao resto, permaneciam todas as demais queixas, mas tornou-se um mal necessário na minha vida…

Aos 19 anos, fazendo intercâmbio nos EUA (ousada, eu???), encontrei uma versão mais moderna, que só tinha a tiara e não mais a caixinha, já não parecia mais com um walk man, já era uma espécie de up grade… A qualidade do som também era melhor… Pela primeira vez, ouvi o som de um grilo e o barulho da seta do carro, que cheguei a pensar, na verdade, ser algum defeito, de tanto que o som era novo pra mim… Ainda assim, permaneciam o apertamento e afundamento de crânio, juntamente com as dores de cabeça e as limitações decorrentes de se ter audição unilateral apenas…

Inconformada por natureza que sou, sempre busquei outras alternativas… Sempre dizia que não ia morrer usando aquela passadeira… Fui a SP, ao Centrinho, a tudo que era tido como melhor, referência no assunto… E sempre as mesmas respostas; muitos “nãos”… Quando fui ao Centrinho e voltei de lá bastante desapontada, cheguei a ouvir da minha própria mãe que eu desistisse de procurar por algo que não existia…  Nos dizeres dela, eu tinha baixa tolerância a frustração, era movida a desafios e precisava entender que na vida a gente não pode tudo, não consegue tudo, não supera tudo… Existem limites que não podem ser transpostos… E nós ouvimos mais não do que sim… Eu engoli aquele sapo, na época, porque realmente não havia nada de efetivo que eu pudesse retrucar… Só disse a ela que, por enquanto, ficava com aquela resposta dela, mas não ia me conformar… Eu poderia ouvir 10 nãos e ia chorar, me descabelar em todas as vezes, mas ainda haveria o dia de eu ouvir um sim…

Eu não morreria usando aquela passadeira, esta era a única certeza que eu tinha… Isto foi há 9, quase 10 anos atrás, mas eu, de fato, estava certa… Há quatro anos atrás, meu vibrador quebrou e, como minha irmã estava morando na Alemanha e meus pais foram visitá-la, dei-lhes a incumbência de procurar, na Europa, alguma novidade pra mim… Já que o modelo reduzido da tiara eu encontrei no exterior… Voltaram com o folder do BAHA que, na época, ainda nem era uma marca da Cochlear… Na Europa, o aparelho já tinha a minha idade, até um ano mais que eu… Por aqui, não havia chegado ainda, só pra variar… Me senti que nem criança de quem tomaram o pirulito…

Implantar fora seria os olhos da cara, depois teria que aguardar o tempo da osseointegração para a ativação, que no BAHA, é 3 vezes mais demorado do que no IC e depois, voltar pro Brasil sem ter assistência técnica e nem reabilitação fonoaudiológica adequada… Realmente, não dava… Fiquei muito frustrada e comecei a dar meus pulos por aqui pra ver como podia fazer…Fuça daqui, procura dali, acabei chegando ao contato da minha amada e adorada fono atual… Ela me disse que já tinha notícias do BAHA, que a Cochlear tinha comprado a marca e a Politec, na época, ainda estava tentando a autorização da ANVISA para a importação… Me disse que havia um médico em SP que já havia feito alguns implantes, a título experiemental, importando o aparelho para pesquisa e que eu poderia procurá-lo para questionar sobre a viabilidade deste procedimento pra mim… Fiz isto, mas o tal médico afirmou que não estava mais realizando estas pesquisas e que só me restava aguardar os trâmites da Politec, junto à ANVISA.

Nesta época, eu já tinha 6 meses de aparelho quebrado e não podia mais aguardar… Comprei outro vibrador ósseo do modelo convencional e estava disposta a gastar a vida útil dele, “namorando” com o BAHA pela internet, até o momento oportuno… Até mesmo porque, acreditava que devido à novidade, o plano não cobriria e eu tinha acabado de adquirir um aparelho novinho e ainda estava pagando… Neste meio tempo, minha mãe teve um câncer bem sério que a debilitou bastante e eu deixei de ser prioridade na minha própria vida pra vivenciar de perto o processo dela… Quando ela melhorou, precisei retomar a monografia da pós, abortada durante toda a tormenta… Em meio a tudo isto, acompanhava o desenrolar do BAHA no país… Já sabia que estava autorizado, já sabia que tinha equipe na Bahia, já sabia quem eram os profissionais, inclusive a fono da equipe era exatamente aquela que tinha me dado as primeiras notícias do BAHA no país e em quem eu havia confiado tanto…

Tinha tudo mapeado e catalogado… Até que o destino ajudou e o vibrador apresentou um defeito, com menos de 2 anos de uso… Com mais de um mês e meio de idas e vindas na assistência, me irritei e decidi marcar a consulta do BAHA… Era a minha hora… Da fono pro otorrino foi só um passo… Das consultas pros exames pré-operatórios, nem senti… Meus pais nem se deram conta… Um belo dia, cheguei pro meu pai e falei: “Amanhã tenho uma tomografia, talvez tome contraste e não posso ir desacompanhada, você pode ir comigo???” Só aí ele se deu conta de que a coisa estava mesmo ficando séria e que eu estava decidida a operar e resolveu ir ao médico comigo na consulta seguinte para se inteirar de todo o processo…

Em agosto do ano passado, fui a primeira implantada de BAHA do Norte/Nordeste e em março deste ano, a primeira biimplantada… Na semana da primeira ativação, fiz um ritual de passagem… Cortei os cabelos no pescoço, coisa que eu nunca fiz na vida, para melhor esconder o meu antigo trambolhinho… Até prefiro o cabelo grande, mas me dei ao luxo de cortar, só pra poder dizer que agora eu podia… E depois, outras delícias vieram… Me libertar em muito da LOF, ouvir o que se falava em outro ambiente, quando as pessoas não estavam esperando que eu ouviria… Ouvir cochichos no escuro… Ainda havia a promessa do bilateral… No dia da segunda ativação, eu não tive condições de observar nenhuma melhora na discriminação e na localização do som… A única coisa que eu tive forças pra fazer foi chorar igual criança… Chorei de soluçar… Quando vi aqueles dois bichinhos ligados ao mesmo tempo passou um filminho de 31 anos em 5 segundos na minha cabeça…

Como valeu ser teimosa, ter ido de encontro ao mundo inteiro que me negava esta possibilidade… Como valeu ter acreditado no que ainda nem existia e quando todos ainda duvidavam… Ainda há muito pra melhorar, pois algumas inflamações seguidas no pino novo atrasaram meus treinos de bilateralidade… Entretanto, tenho certeza de que eu ainda vou melhorar e muito… Hoje, o sentimento que me norteia, ao escrever é simplesmente o da mais pura gratidão… Ano passado, durante o período de quebra do vibrador convencional, enquanto aguardava a autorização do plano pro BAHA, fiz um curso de meditação e respiração com instrutor internacional… Infelizmente, de aparelho quebrado, mesmo sentando na frente, tentando a LOF e ficando perto da caixa de som, ainda assim eu não conseguia compreender muito do que o instrutor ou o tradutor diziam… E, a despeito de estar num curso de meditação, eu longe estive de alcançar um estado meditativo… É que superar limites, pra mim, sempre foi relativamente fácil… Aceitar um limite que a vida me impunha e eu não podia transpor, isto sim que era a maior dificuldade… Sofri muito naquela ocasião por não conseguir me superar e fazer o curso com a mesma intensidade que os demais participantes…

Hoje??????????? Acabo de voltar deste mesmo curso, que recém repeti… E agora, com “os gêmeos”, como carinhosamente apelidei os meus BAHINHAS, eu pude aproveitar intensamente cada minuto do curso e compreender até mesmo a palestrante, independente da tradução… Que presente maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!!!! Não exagero ao afirmar que a minha sensação é a da mais pura gratidão… A Deus, à espiritualidade, por me dar este presente, ao BAHA, por me proporcionar autonomia e contentamento e à minha fono amada e ao meu otorrino do coração, por serem instrumentos de luz em minha vida…

Por isto, quero compartilhar este relato, a fim de que outras pessoas sejam tão beneficiadas como eu fui… Tanta alegria o BAHA tem me proporcionado, que eu preciso compartilhar, não mereço e nem quero guardar só pra mim… Tomara que tantas outras pessoas tenham acesso a todas estas possibilidades que agora se abrem para mim…

Beijinhos sonoros e excelente final de semana,
Lak

38 palpites

  1. SôRamires disse:

    Que maneira estupenda de começar meu dia! Tô arrepiada, emocionada, feliz demais acompanhando a trajetória dessa pessoa admirável e incansável.
    Diana além dessas qualidades de gente batalhadora de quebra escreve bem demais.
    E penso aqui com meus botões, que trabalho lindo que a Lak tem feito…divulgar histórias de gente que vai à luta, gente que admiro profundamente que vem aqui mostrar como enfrenta as dificuldades encarando de frente, correndo atrás e o melhor de tudo passando informações preciosas para a sociedade em geral e os surdos em particular.
    Beijão agradecido às duas meninas lindas (lindas do lado de fora e do lado de dentro)!
    Vou correndo colocar uma chamada no Blog Sulp. 😉

    • laklobato disse:

      Opa, Sô, a Diana vai além de qualquer sombra de coitadismo. Por isso, ela precisava vir contar a história dela no DNO. Adoro essas injeções de força de vontade que pessoas como ela, Raul, Anahi, Leila, Draj são capazes de dar. Provam que não existe barreira para quem sabe o que quer e descobre como conseguir!
      Beijinhos

  2. SôRamires disse:

    isso de escrever com o coração tem suas falhas olha só a redudância: enfrentar encarando de frente…parece até discurso de campanha política. 😳

  3. Geraldine disse:

    Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Diana num encontro de implante coclear e Baha no RJ em junho deste ano, pois somente a conhecia do Forum de Implante Coclear. E… realmente a considero uma pessoa mais do que especial. A alegria dela contagia… e sou fã de carteirinha dela!! Número 1! E ela sabe que tudo que ela precisar com certeza sempre estarei aqui para estender uma mão amiga, pois ela não merecia passar por tudo que passou ante a pessoa maravilhosa que encontrei neste encontro, de ligações por telefone e troca de e-mails.
    É uma irmã guerreira e cheia de Luz que descobri que mora na Bahia e eu aqui no Rio Grande do Sul!! Beijos e abraços, da amiga Geraldine, mãe do pequeno Maurícyo implantado unilateral por mais alguns dias.

  4. Mariana disse:

    Eu adoro a história da Di, e ela é um doooce de pessoa, atenciosa, gente finíssima e bela! Que felicidade ler que ela se tornou mais independente, mais feliz, mais completa, graças aos lindos gêmeos! Pra ela, o céu é o limite, as barreiras são como degraus que ela vai subindo, subindo, subindo… e não se cansa!

    Duvido que alguém, depois de ler esse texto maravilhoso, não sinta aquela forcinha incrível que a Di passa para nós, através de seus deipomentos!
    É por causa disso que eu acompanho o teu blog: lindos relatos de vida de pessoas batalhadoras, inclusive você! 🙂

    Beijinhos para ti e para Di,
    Mariana Siqueira

  5. Leila disse:

    Nossa, Lak! Eu acabei de ficar toda arrepiada lendo o que a Diana escreveu.
    Linda! Em algumas passagens me identifiquei: ” Como valeu ser teimosa, ter ido de encontro ao mundo inteiro que me negava esta possibilidade… Como valeu ter acreditado no que ainda nem existia e quando todos ainda duvidavam… ”

    Quando me negaram implante pela primeira vez, por ter as cócleas ossificadas/calcificadas, eu não desisti! Fiquei correndo atrás de informações e apareceu o Nucleus Double Array (como a Di é especialista em Baha, eu sou em Double Array, heheh – fui uma das primeiras a ser implantada com o Double). Eu até enviei para um parente meu do Sul minhas ressonâncias magnéticas para outros especialistas olharem as possibilidades, eu não queria desistir de jeito nenhum! Valeu ser teimosa também.

    Um abraço para vc e Diana.

    • laklobato disse:

      Leila, você é outra pessoa que tem minha mais profunda admiração em todos os sentidos!! São em pessoas como você, a Di que eu tenho o prazer de dizer que são em quem eu tento me espelhar!!
      Beijão

  6. David disse:

    Não conheço a Di pessoalmente, somente pelo FIC. Mas que baiana porreta é essa, hein! A história dela é facinante e nos dá uma baita injeção de ânimo.

    Lindo de mais.

    Parabéns Lak pela iniciativa em trazer esses relatos encorajadores para nós.

    Abração,

  7. Andressa Engel disse:

    Admiro muito pessoas assim como a Diana, persistentes!!! Pessoas que enfrentam suas dificuldades com otimismo se tornam pessoas especiais. Adorei conhecer um pouquinho da sua história.
    Bjus.

  8. Diana disse:

    Aiiii, genteeeeeee!!!!!!!!!!!! Mas era pra divulgar o BAHA e eu encontro um monte de gente linda, mais q especial, me paparicando????????? O FIC foi um presente incomparável na minha vida… Lá, encontrei uma família e tive o prazer de já conhecer alguns de vcs pessoalmente, como a Dine linda q já passou por aqui… Pra mim é um prazer indizível pertencer a tudo isto… Lakita, só posso dizer OBRIGADA!!!!!!! E parece q meu médico desta vez vai finalmente me mandar as fotos… Se ele mandar, te passo… Bjos e mil vezes obrigada a todos!!!!!!!!!!!!!

  9. Drauzio Antonio Rezende Junior disse:

    Lak:

    É muito legal sentir a energia tão positiva das pessoas que visitam o seu blog.
    Parabéns a Diana pela linda história de esforço e superação. Nosso caminho quem faz somos nós mesmos. Sempre haverá pessoas que desejam que tomemos outras estradas. Cabe a nós persistirmos para alcançarmos nossos sonhos.
    A Diana mostra como a persistência é importante. Espero poder conhecê-la futuramente.
    Para ela e para você Lak, um grande abraço!

    • laklobato disse:

      Pois é, o que eu mais gosto do DNO é o retorno que ele dá, criando uma “comunidade” de otimismo. Isso que me move em frente!
      A Diana foi um presentinho que ganhei por insistir em ser otimisma. Uma liçãozona de perserverança!!
      Você é outro que tá ai pra provar que querer (e correr atrás) é poder!
      Beijos

  10. GG disse:

    oi Lak… eu sei que não comento quase nunca… mas hoje eu tinha que comentar pq vi esse vídeo (não sei se alguém já te mostrou ou vc mesma já comentou)
    http://www.youtube.com/watch?v=HTzTt1VnHRM&feature=player_embedded
    que me amoleceu todo ehheheh

    • laklobato disse:

      Esse video está aqui no blog. E já o recebi várias vezes. Adoro saber que se lembram do blog (e de mim) por causa dele. Não canso de ver! Obrigada pelo carinho, de qualquer maneira!
      Beijão

  11. Ecleia Karla disse:

    Olá Lak!

    Eu classificaria este post com uma palavra: FORÇA

    Melhor eu classificaria seu blog…

    Você não sabe o quanto o tratamento do meu filho deu um salto após encontrar o teu blog e a partir dele divulgar nossa história

    Agradeço a Deus todos os dias por ter te encontrado pois sei que foi Ele que me indicou.

    O contato com vc e com pessoas que acompanham o teu blog, entre elas a Diana me fizeram ter FORÇA pra prosseguir, e cada vez mais foi se confirmando no meu coração que eu conseguiria, todas as manhãs minha rotina era navegar na internet e depois de algum tempo comecei a pensar: Quanto mais contar minha história mais perto eu estarei do BAHA, assim como no filme O som do coração, em que aquele garoto tinha certeza que através da música encontraria os seus pais, através do DNO eu encontrei pessoas que me levaram até o BAHA.

    Foi através da divulgação que a Diana fez no FIC que a Drª Ana Karla Bigois me mandou um e-mail me orientando pra inscrever meu filho no programa do implante no Otocentro em Natal-RN.

    A avaliação de Vinicius será dia 25 deste, ficarei em Natal uma semana e se Deus assim planejou em breve ele terá o tão sonhado, desejado e esperado aparelho.

    Imagino que tenha noção da felicidade que estou, e ansiedade tbm.

    De tudo o que aconteceu comigo e com meu filho a experiência que tiro é que todas as nossas angustias, anseios, afliçoes, desejos, frustraçoes, expectativas, aprendizados, lutas, experiências devem servir para SERVIR, AJUDAR, CONTRIBUIR com alguma coisa e vc Lak a partir desse blog que é um portal de emoções e aprendizado cumpriu esse papel.

    Agradeço a vc e a todos que me ajudaram… Entre elas a Diana Sampaio exemplo de persistência e coragem!

    Boa semana, xero na alma 😀

    • laklobato disse:

      Que fantástico ter notícias sobre o Vinícius. Estarei metalizando positivo para que a avaliação dele seja a melhor possível e ele esteja com o Baha pra ontem!
      Agradeço as palavras de carinho. Mas, você viu como você vir aqui aqui contribuiu também com o blog? Foi uma ajuda de mão dupla, porque o “Desculpe, não ouvi” precisava muito divulgar o BAHA também!!
      Não deixe de dar notícias do Vinicius, por favor!
      Beijo enorme.

  12. Diana disse:

    Aiiiiiiiiiiiiiiii… Agora eu estou com os olhos cheios dágua… Tive um dia difícil, briguei com minha mãe q inventou doce pra não me acompanhar na fono… Disse q não dormiu direito e estava tonta e q queria ficar em casa… Mas saiu antes pra ir no dentista pq era do interesse dela e disse q de noite ia no aniversário do meu tio… E na minha hora, qdo eu estou no trabalho final, tão importante, do refinamento do bilateral, ela se recusa pra mim, faz dengo, gênero, doce, se valendo de uma doença q ela teve há 3 anos atrás e hj só tem os resquícios de vitimização… Fiquei triste, me senti impotente por precisar de alguém q não tem e não quer ter pra me dar… Fui pra fono sozinha, me acabando de chorar… E hj agora entro aqui e leio esta msg… Já valeu meu dia, apesar de ter me sentido tão limitada e tão incapaz mais cedo… São estas coisas loucas q esta rede de trabalho voluntário fazem com a gente… A gente se sente uma formiga com as pequenas coisas do nosso dia a dia e aí, qdo a gente menos espera, vem alguém de lá e, sem nem saber, devolve o chão embaixo da gente outra vez… Eu só tenho a dizer MUITO OBRIGADA!!!!!!!!! E também quero saber os desdobramentos da consulta do Vini… Estou na torcida!!!!!!!!!! 😛

  13. Lígia disse:

    Parabéns Lak pela linda hustória de vida que você publicou aqui. Leio muito a Diana lá no FIC, mas não conhecia a história dela, lá ela é pura alegria, otimismo, força e tudo isso que já citaram aqui, conselheira…enfim é maravilhoso acompanhar seu blog e também o FIC, duas coisas boas que me aconteceram esse ano.

    Tenho sempre vindo aqui ler seu blog, mas não estou palipitando por pura falta de tempo, as aulas voltaram e preciso transcrever as aulas da minha filha e estou super atrasada nessa tarefa, então tanto no FIC quanto aqui estou sempre lendo me atualizando, acreditando e crescendo na vontade de ver a Andréa implantada. Bjos e boa semana.

    • laklobato disse:

      Pois é, alem de informar sobre o Baha, queria muito trazer a historia da Diana para cá, porque é realmente um exemplo de superação….
      Espero que a Andrea implante tb!! 😳
      Beijinhos

  14. Allan Marques disse:

    Oi! amei essa história..muito emocionante! Gostaria de manter contato com vcs para poderemos conversar sobre o IC.Não conheço muito bem isso,acabei de fazer implante.Falta uma semana para tirar os pontos e ativar..estou superansioso..rs Lak, vc mora no Rio? Eu irei pra aí em breve..gostaria muito de de te encontrar e debater sobre IC.

    Beijos do Allan. 🙂

  15. Allan Marques disse:

    é,para ativação.ah, conheço SP..tenho parentes que moram aí.estou ansioso mesmo..rs é pela primeira vez que vou escutar os sons..antes ouvia,mas só barulhos..vc sabe como é, né? Vc nasceu ouvinte, certo? Seu caso é diferente do meu.não nasci ouvinte,nasci surdo profundo..minha mãe descobriu que tinha rubéola,ficava preocupada porque a médica dela queria que me tirasse da barriga..Vc acha que vou escutar as mesmas coisas que vc? mas dps te conto mais da minha história..é muita história..uauaua

    beijoss

    • laklobato disse:

      Allan, varia muito conforme o caso. Mas tenho um amigo com caso igualzinho o seu: rubeola na gravidez da mãe e ele ouve bem, consegue ouvir musica, reconhecer quase todos os sons do dia a dia. Só sofre um pouco para entender a voz das pessoas sem ler lábios, mas você pode conseguir isso sim. Tenha fé!
      Beijinhos

  16. Allan Marques disse:

    Obrigado, Lak! 😀

  17. Leila disse:

    Que lindo o blog, Lak! Cheio de vida, otimismo…

  18. zuleid disse:

    Ai!!!!
    Fiquei fora por 3 semanas e agora ao me atualizar “me acabo” de chorar!!Que coisa linda esta capacidade de multiplicar alegrias e emoções!
    E depois tem gente que duvida da humanização da internet!
    Beijos! 😳

  19. Ecleia Karla disse:

    É difícil não se emocionar, to chorando de novo… 😡 😀

    Bom final de semana que tá chegando aí!

  20. Gilberto Venske disse:

    Estou sem ar até agora, depois que li a história.
    Parabéns pela tua vitória.
    Que Deus ilumine sempre os teus passos.
    Bjo