Aprendizado pode ser afetado por qualidade de audição

Como ando meio sem inspiração para escrever – e não gosto muito de ficar repetindo coisas óbvias sobre o IC, senão cansa – resolvi trazer um assunto essencial para debate: a qualidade da audição e o aprendizado.

A matéria é da Agência USP de Notícias, que vale a pena ler na íntegra: Qualidade da audição afeta aprendizado em crianças.

Pais de crianças com perda severa/profunda, procuram ajuda. Mas e as crianças com perdas não significativas a ponto dos pais perceberem com facilidade?

O teste da orelhinha vem sendo aplicado em larga escala, mas ainda assim, perder a audição ao longo da vida é possível. Eu perdi aos 10 anos, como vocês sabem…

O que muita gente não sabe é que a escola em que eu fiz a 1ª série exigia audiometria e teste de visão para todos os alunos. Graças a esse exame, eu pude comprovar que tinha audição normal, aos médicos que, na tentativa de explicarem  o motivo da minha súbita perda auditiva, sugeriram que eu devia ter nascido assim e meus pais que não notaram.

Vale lembrar que surdos não são necessariamente menos inteligentes. De aluna mediana quando ouvia, passei a melhor aluna da sala, depois de ensurdecida. Simplesmente porque me concentrava melhor e exigia mais de mim. Vai da natureza de cada um.

Beijinhos sonoros,

Lak

6 palpites

  1. Armando Austregésilo disse:

    Eu estava pensando sobre a vida escolar de uma pessoa deficiente e me perguntei: Quem precisa aprender em uma Escola? Os alunos, poderiam responder! Pois bem, na Escola brasileira estamos aprendendo todos, os alunos, e os professores, pois estes podem observar seus alunos e aprender com eles: superação, adaptação, aumento de atenção para obter seus aprendizados… Vamos lá professores, mais observação sobre seus alunos ajuda a compreendê-los e também à nossa missão!
    Bom relato Lakshmi, mesmo quando vc se diz pouco inspirada – surpreende, Parabéns, é uma delícia ler este blog… Armando.

  2. SôRamires disse:

    Lembro que antigamente, no século passado, as escolas públicas tinham exames médicos periódicos, acho que no começo do ano letivo…criança com fome não aprende, criança que não enxerga, criança que apanha em casa, criança que não ouve…
    Esses testes do pezinho, da orelhinha e outros tantos deveriam ser obrigação da saúde pública e também do acompanhamento escolar.
    Infelizmente a orientação pedagógica acabou ficando tão superficial, ligada a modismos mal digeridos que a criança foi esquecida. Sem uma atenção global de nada valem modismos e teorias. Briguei muito quando fiz as matérias pedagógicas na USP, alguns professores deslumbrados com teorias não eram capazes de ver a realidade.
    Se a pessoa que vai estudar, seja criança, adolescente ou adulto não está bem, pouco vale a teoria, melhor observar o que se passa no mundo real.

  3. Marília Sunshine disse:

    Oi Lak!! Vendo pelo lado positivo, pelo menos vc não ouvia as ‘prosas’ durante as auldas né? E principalmente as fofocas… uf, e como devia ter!! Sempre tem!! 😯
    Vc deve ter se concentrado tanto em prestar atenção nos professores que ficou inteligentchi demais!! Eitaaaa!! 😀
    Beijos!!

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