Cirurgião-Robô auxilia cirurgia de implante coclear

A mais recente união tecnológica com a medicina, no que se refere ao implante coclear, é a utilização de robôs-cirurgiões durante a cirurgia de inserção dos eletrodos, para melhorar ainda mais a precisão cirúrgica e segurança do paciente.

Abaixo compartilho um vídeo de cirurgia de IC feita com auxílio de um cirurgião robô. Veja como a tecnologia aliada a medicina pode ser ainda melhor para os implantados. Para quem não entende inglês e/ou não ouve bem o bastante, abaixo coloquei uma transcrição em português do áudio.

Aviso que aparecem cenas explicitas de cirurgia e pode ter gente sensível a sangue que não goste muito. Eu tive um pouco de aflição, mas nada que a fascinante técnica não compense assistir ao vídeo.

Os cirurgiões que acessam a orelha média e interna durante a cirurgia de implante coclear precisam trabalhar no limite de sua visão, percepção tátil e de sua destreza, enquanto inserem os eletrodos na cóclea.

Ainda que as técnicas cirúrgicas tenham sido aprimoradas para preservar a audição residual durante a implantação, cerca de 30 a 55% dos pacientes sofrem perda auditiva significativa na orelha implantada.

Como noticiado pela Science Robotics, uma mulher de 51 anos, candidata à cirurgia de implante coclear, foi a primeira paciente submetida com sucesso a uma cirurgia auxiliada por um robô-cirurgião, que teve o apoio de uma equipe de bioengenheiros, audiologistas, neuroaudiologistas, cirurgiões e outros profissionais de saúde, para realizar este procedimento.

Ainda que a maior parte do processo ainda seja manual, cientistas aperfeiçoaram o robô para a parte mais arriscada da cirurgia, quando perfura-se um canal através do osso, próximo à orelha, em um espaço de apenas 2,5mm e sem que isso afete os nervos faciais e do paladar, localizados a micrômetros do canal.

O cirurgião-robô utilizado, perfura um canal com 1,8mm de diâmetro com o mais alto grau de precisão já relatado em uma cirurgia robotizada desse tipo.

Talvez a parte mais importante é que o sistema robótico incorpora diversos mecanismos que garantem a segurança do paciente, como uma câmera de rastreamento ótico – similar à um GPS – que pode rastrear os movimentos de perfuração com uma precisão menor do que um fio de cabelo humano.

O robô também mede as forças atuando no osso do crânio ao perfurar e monitora os nervos faciais, para verificar se o canal está a uma distância segura das estruturas nervosas no crânio.

Cientistas esperam melhorar os resultados cirúrgicos e expandir tratamento através desse novo sistema de cirurgia robotizada.

Como eu sempre digo: a tecnologia na medicina veio pra ficar. O futuro é dos cyborgs.. E dos robôs! Juntinhos e de mãos dadas!

Beijinhos sonoros,

Lak

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