Com vocês: o Carina – aparelho auditivo totalmente implantável.

Apesar da maioria dos meus textos –  e este blog inteiro, convenhamos – ser voltado para o Implante Coclear, a tecnologia auditiva do qual me beneficio, sempre faço questão de frisar que esse implante não é indicado para todo e qualquer caso de surdez.

Como já expliquei, existe mais de um tipo e grau de perda auditiva, portanto, é necessário haver mais de uma tecnologia que permita que um deficiente auditivo ouça através dela.

Uma das tecnologias mais recentes e menos divulgadas é o Carina: aparelho auditivo totalmente implantável. Sim, trata-se de uma prótese convencional, esses aparelhos que a gente está acostumado a ver pendurado ou inserido na orelha de algumas pessoas, só invisível.
Invisível por quê? Porque ele é inserido cirurgicamente dentro do pavilhão auditivo e, de lá, amplifica o som, utilizando a audição residual da pessoa e dando acesso às frequências e decibéis que a pessoa não consegue ouvir sem ajuda.

É indicado para as mesmas pessoas que se beneficiam com as próteses convencionais, os famosos AASIs (aparelhos de amplificação sonora individual): quem tem perda moderada ou severa e que consegue ter boa discriminação da fala através deles, mas que gostaria de se ver livre de um aparelho pendurado na orelha.

As vantagens do Carina não são meramente estéticas. Como ele fica sob a pele, fica menos exposto aos ruídos ambientes e o som fica menos distorcido. Além do fato que ele acaba sendo à prova d’água, já que fica protegido sob a pele.

É colocado em cirurgia de porte simples e a pessoa volta pra casa no dia seguinte. Para carregar o aparelho, “conecta-se” uma bobina sobre o implante (por imã) todos os dias, por cerca de 30 a 45 minutos. O aparelho possui controle remoto para ligar e desligar (Sim! Ele também tem botão de off) e controlar o volume.

As restrições são similares ao do implante coclear, visto que também possui imã na parte interna: proibição de fazer ressonância magnética e evitar campos magnéticos (tipo detector de metais de aeroporto, onde o aparelho deve ser preferencialmente desligado ou o detector, evitado).

O aparelho foi aprovado pela ANVISA em julho de 2011. Não sei o preço exato dele, mas pelo que soube, custa algo entre 20 e 50 mil reais. Não é coberto pelo SUS. Pelos convênios, soube que ainda não é fácil consegui-lo sem brigar na justiça. Mas, de qualquer forma, estando acessível no mercado brasileiro já é um começo.

Uma nota especial para os interessados:

O primeiro implante Carina foi realizado pelo Dr. Iulo Barauna do Instituto Brasileiro de Reabilitação Auditiva – Inbraud. A segunda paciente já foi implantada e existem outros 2 aguardando análise do convênio e uma outra cirurgia agendada. A primeira paciente está muito bem e disposta a conversar com quem quiser saber mais detalhes, a segunda paciente ainda está em fase de adaptação.

Clinica: contato.reaudit@gmail.com ou  tel. (11) 50840775

Paciente Maria: mariatoscano@hotmail.com

14 palpites

  1. Alessandra disse:

    Muito legal isso!!!!
    Pena sao os convenios e o SUS… Eterna luta!
    Em breve teremos o IC assim tb!!!!
    Louca para ver meu filhote escutando na praia!!!! 😉
    Beijos

  2. Deni disse:

    Quando ouvi falar desse aparelho implantável, ainda estava em fase de cirurgia experimental; até cheguei a pesquisar se eu poderia me candidatar… hehehe… mas não sirvo para cobaia de nada 😛

    Quanto ao IC totalmente interno, sei não, acho que antes do que imaginamos, ele estará na nossa frente!

    bjks,

  3. Adriano disse:

    Muito bom!

    Gostaria saber que marca é esse IC ? Esteem?

    • laklobato disse:

      Isso não é um IC, é um aparelho auditivo normal, que só amplifica o som, implantável. Da marca Otologics. O Esteem não é uma marca, é um modelo da Envoy.

  4. jessica disse:

    sai em media quanto esse aparelho?
    pena q o mundo eh cheio de preconceitos…

  5. Rogério disse:

    Lak, uma curiosidade: caso a pessoa faça o implante do Carina e, posteriormente, por opção ou necessidade resolva fazer a substituição por outro tipo de aparelho, como o IC, a cirurgia do Carina é reversível, sem prejuízo ao novo procedimento?
    Beijos. Viajo terça que vem.

  6. Roberta disse:

    Oi Lak….qual é a diferença do Carina para o Esteem?O Esteem ainda nao foi aprovado pela Anvisa?Obrigada

    • laklobato disse:

      A diferença entre eles é a marca, até onde sei. E acho que o Esteem tem bateria interna, mas não confirmo, com medo de estar falando bobagem. Tb não sei se o Esteem foi aprovado. Só sei da aprovação do Carina mesmo.
      Beijocas

  7. Jonas disse:

    Lak, eu queria saber se implantando um aparelho desse fica possível praticar esporte, e se ele é a prova de impactos.

    beijos!!