DNO na Women’s Health de julho/12

Pessoas,

não basta a gente fazer (bem) um trabalho, é sempre mais gratificante quando temos alguma forma de reconhecimento. Seja por conta de elogios de amigos. Seja por conta de amigos que se inspiram na sua história. Seja na forma de patrocínio/bonificação de qualquer espécie. Seja na forma de divulgação do seu trabalho. Não seria diferente com o DNO – sigla do nome do blog “Desculpe, não ouvi!” – que é um trabalho voluntário com mais de três anos de dedicação.
Ano passado, gravei vários vídeos a pedidos de leitores e amigos de leitores que gostaram da história. Este ano, já foram 3 “palestras”  (a do Senac, o debate na Campus Party e um depoimento na reunião de pais do Espaço Escuta). Tudo porque o DNO é um trabalho sério, feito com intuito de dar um depoimento pessoal em prol de auxiliar outras pessoas.
Como alguns amigos já souberam via Facebook, semana passada saiu a edição de julho da Women’s Health com história de 3 blogs (um deles que virou ONG) que foram criados com a intenção de compartilhar uma história difícil, mas que também é uma fonte de força e inspiração para outras pessoas.

Enfim, quero compartilhar com vocês aqui a reportagem, mas vou aproveitar pra  corrigir uns errinhos da reportagem… Leiam depois da matéria.

O texto pode ser lido no site da revista: Women’s Health (Update: link removido)

O que preciso corrigir:

1. A minha cirurgia foi em outubro de 2009  e não em 2010, como está escrito.

2. O  Implante Coclear não dá “noções de ruído”, ele permite que se ouça com clareza, bem próximo da audição natural. Noção de ruído me dava o AASI, visto que minha perda é profunda bilateral. Inclusive, o parágrafo seguinte descreve muito bem os sons que ouço, que estão bem distantes de “noção de ruídos”.

3. Falar, pra mim, não é esforço nenhum. Quem tem que fazer esforço é gente que tem dificuldade de entender sotaque de surdo, o que, felizmente, não são a maioria das pessoas. Falar, pra mim, é facílimo e eu falo pra caramba!

4. A história sobre a cegueira é um pouco menos dramática do que a descrição na reportagem, mas tudo bem… 

Em termos gerais, a reportagem está linda e a Marcella (a jornalista) deu uma poesia pra ela que, ainda que tenha sido eu a viver tudo isso, me arrancou boas lágrimas e o final que ela deu ficou de uma beleza impar (inclusive porque é verdade, o DNO e o IC curaram a minha insônia de duas décadas).

Admito que, sobretudo, foi uma honra dividir a matéria com a Heloisa Orsolini (do blog heloisaorsolini.com), uma guerreira que venceu o câncer linfático e a Verônica Stasiak, que transformou seu blog numa ONG dedicada à divulgação da Fibrose Cistica, o site unidospelavidafc.com.br, doença com a qual ela convive muito bem, obrigada.  O que prova que vencer qualquer obstáculo é sempre possível, seja o que for!

Beijinhos sonoros,

Lak

6 palpites

  1. SôRamires disse:

    Li na revista, assim que saiu. Gostei é claro mas é bom ler suas correções, afinal o geral está legal mas esses detalhes são importantes. Parabéns. Sua carreira de conferencista está deslanchando. Sorte para os surdos oralizados que agora serão mais conhecidos e respeitados. 😉 🙂 😀

  2. Diefani disse:

    Nossa, eu gostei da Materia, mas tem essas coisinhas ai que deveriam ser ao me os corrigidas na sessao de erros da proxima revista rs pq foi foda!

  3. Andrea disse:

    Adorei a matéria Lak.
    Na verdade eu comecei a ler seu blog bem depois de tudo isso, portanto, acho que vou começar a lê-lo do começo…e sei que vou me emocionar muito como sempre, além de me identificar em algumas coisas.
    Beijos