Pra desopilar o fígado…

Escrito por laklobato em 27/04/2009

600px-stop_signSabe esses “emails” (valha-me Deus, qual o plural de email???) de placas esquisitas ao redor do mundo?
Pra ser sincera, tenho minhas duvidas se são verdadeiras e tal… Mas, também, se não forem, dá pra rir do mesmo jeito, especialmente no que toca aos comentários…
Fuçando na net, me deparo com essas Placas para Deficientes Ridículas, no blog Lesado e Meio, do Alessandro Fernandes (tá linkado aqui no Desculpe, não ouvi).
Se é politicamente incorreto rir dessas coisas, não sei, mas que eu ri, eu ri.
Beijinhos
Lak
p.s. sabe que minha risada anda engraçada? Porque quando dou risada, meu aparelho apita. Fico imaginando um “hahaha piii” que ninguém merece, viu!? =P

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Buááá

Escrito por laklobato em 27/04/2009

Vira e mexe, alguém me pergunta quando pretendo ter filhos. É que, tipo assim, eu sou casada há quatro anos (no papel, ainda não fez dois, só em julho) e nunca faço qualquer menção de quem planeja engravidar a curto, médio, longo prazo ou mesmo nessa encarnação.

Sendo sincera, eu não tenho e nunca tive a menor vontade de ter filhos. Isso é uma decisão pessoal  de cunho particular. Mas sempre me perguntam se é porque eu tenho deficiência auditva, engatando de sequência que eu precisaria de ajuda quando o filho fosse pequeno, por conta do xororô que (grazadels!!) eu não conseguiria ouvir.

Bom, deixando de lado minha ausência de vontade de procriar, o que muita gente não sabe é que existe babá eletrônica equipada com Vibracall, excelente alternativa para pais surdos. 

bab_eletr_nicaE o melhor, é fácil de achar, vende em qualquer loja de equipamentos pra bebês e o preço é completamente acessível pra maioria dos interessados.

A tecnologia há muitas vem facilitando a vida das pessoas com deficiências, ninguém mais duvida, né?

Beijinhos

Lak

p.s. não, eu não mudei de idéia, não tô plajenando filho nenhum, o post foi apenas a título de informação. Se algum conhecido fizer piadinha nos comentários, vou mandar uma barata morta como resposta, heim? =P

p.s.2: Post especial pro Alex, que me perguntou exatamente isso na semana passada. “Como você saberia que o bebê estaria chorando?”

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Feito pra você?!

Escrito por laklobato em 27/04/2009

Sou moderadora de uma comunidade dedicada especialmente à dinâmica dos surdos oralizados no orkut.
A maioria tem uma opinião tipo a minha: o mundo tem que aceitar a diferença e respeita-lá, não existe meio termo.
E por conta disso, a gente acaba falando muito da leitura labial, porque, pra muitos de nós, é a principal forma de comunicação.
Longe de mim desmerecer a língua de sinais, ela tem sua função importante de existir. Mas nem todos os deficientes auditivos tem real interesse de aprendê-la ou ainda, de usá-la como primeira forma de comunicar-se com o mundo.
A leitura labial não é e jamais será idêntica a audição. Ela é sujeita a falhas, má interpretação, excesso de interrupção (basta uma simples virada de cabeça pra se perder uma palavra ou até todo o sentido da frase) e muita gente tem má vontade de falar o tempo todo com a cabeça parada, de repetir algo que se perdeu.
Mas é importante ressaltar que isso não é exclusividade do diálogo com deficientes auditivos. Tem gente que tem má vontade de se fazer entender, ponto. Tem preguiça de repetir, tem preguiça de falar num ritmo saudável. E tem gente que tem preconceito com qualquer forma de diferença.
A leitura labial é propensa a falhas? Sim. Mas o que alguns def. auditivos não sabem ou esquecem é que a audição também tem seus problemas, especialmente quando se fala ao telefone. Tem gente que entende mal e tem vergonha de pedir pra repetir, tal como nós.
Pra ilustrar, conto o episódio que, se não tivesse sido comigo, iria achar que era piada ou photoshop.
Há um tempo atrás, o Edu, meu marido, resolveu me dar um cartão adicional do cartão de crédito dele. Ligou pro atendimento por telefone, do banco e, como é de praxe, soletrou meu nome pro atendente.
- Então, o nome dela é Lakshmi. Escreve aí: L A K S H M I, entendeu?
E o cara na linha:
- Entendi. L A K S H N E?
E o Edu, acostumado com essas faltas de compreensão total ao meu nome (será que com a novela melhora?)
- Não. L A K S H “M de Maria” “I de igreja”. Entendeu agora?
E o cara deu uma enrolada e não quis repetir.
Edu não insistiu.
Dias depois, chega o cartão. Olhei. Olhei. Olhei. Achei estranho. Pensei que tinham entregado errado. Depois li de novo e mostrei pro Edu.
E, como uma imagem vale por mil palavras, veja por si mesmo.

cartao

Sinceramente, ninguém merece, viu?
Mas, pelo menos, fica a piada!
Beijinhos
Lak

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