Essa é uma visão completamente subjetiva de Pinoquio e há quem discorde veêmente dela. Mas, a graça de ver o mundo à sua maneira é justamente compartilhar essa visão…
Enfim, quando estive em Veneza, na Itália, fiz questão de comprar um Pinoquiozinho de madeira pra pôr na porta do meu quarto. Houve quem me perguntasse por que eu queria colocar um bonequinho mentiroso, cujo nariz cresce e apronta poucas e boas…
Mas é que eu me identifico com Pinoquio de uma maneira especial. Vejo nesse personagem de Carlos Collodi (pseudônimo de Carlos Lorenzini) um habitante do mundo dos que tem uma deficiência. Por que? Porque ele não era igual as outras pessoas, ele era de madeira.
Por conta disso, ele passa a história inteira aprontando poucas e boas, com a esperança de um dia virar um “menino de verdade”.
Ainda que essa não fosse a intenção original do autor, a história sempre foi um exemplo de superação pra mim. Todas as etapas que Pinoquio passa lembram as etapas de superação que uma pessoa com deficiência passa ao longo da vida. Continue lendo…
Você sabia que as operadoras de celular têm planos exclusivos para deficientes auditivos/da fala?
São planos com SMS mais barato (mas sem minutos de conversação). Pra quem dependia de pré-pago ou pagava minuto de conversa jamais usados, foi uma baita mão-na-roda.
A diferença de preço pros outros planos, mesmo os mais baratos, é grande, vale a pena conferir!!
* o título do tópico, coincidentemente juro, é o subtítulo de um dos livros que meu pai escreveu.
Tem gente que acha que usar a internet é perda de tempo. Discordo, a gente usa e muito, para a informação. Mesmo que informações que, a principio, não pareçam tão pertinentes. Mas o importante é se informar.
Ainda que esse blog seja voltado à dinâmica de pessoas com deficiencias, meu público leitor alvo são (também) as pessoas que não tem deficiência nenhuma, mas uma curiosidade enorme de saber mais sobre nós, mas tem vergonha de perguntar.
Você já reparou numa visão comum acerca dos PcD‘s (pessoas com deficiências, o termo atual de PNE – pessoas com necessidades especiais, PPD – pessoas portadoras de deficiências), que sempre falam de nós de duas formas: ou como um coitado digno de pena ou como um superherói malacabado, que não possui defeitos (além de ser deficiente e fazer… coisas, claro).
É um tal de falar: Coitadinho daquele cara, precisava de caridade.
Ou ainda: Eu tenho um amigo que não enxerga, mas brilha no escuro e sabe contar até 200 buzilhões sem respirar. E, quando falam com a maior crença de que estão agradando: Ah, você é surda? Poxa, eu conheço a filha-do-irmão-da-cunhada-da-minha-vizinha que também não ouve, coitadinha, mas ela é uma santa de boazinha, não late e não morde, tenho certeza que você também é uma pessoa adorável, que nem ela.
Sabe esses “emails” (valha-me Deus, qual o plural de email???) de placas esquisitas ao redor do mundo?
Pra ser sincera, tenho minhas duvidas se são verdadeiras e tal… Mas, também, se não forem, dá pra rir do mesmo jeito, especialmente no que toca aos comentários…
Fuçando na net, me deparo com essas Placas para Deficientes Ridículas, no blog Lesado e Meio, do Alessandro Fernandes (tá linkado aqui no Desculpe, não ouvi).
Se é politicamente incorreto rir dessas coisas, não sei, mas que eu ri, eu ri.
Beijinhos
Lak
p.s. sabe que minha risada anda engraçada? Porque quando dou risada, meu aparelho apita. Fico imaginando um “hahaha piii” que ninguém merece, viu!? =P