AASI via SUS

Escrito por laklobato em 27/05/2009

Gente, vocês sabiam que o sistema de saúde pública fornece próteses auditivas gratruitamente  (oferecer de graça é redundância??) pra quem não tem condição de pagar?

Os meus lindinhos – eles ilustram o cabeçalho do blog – mesmo, eu consegui pelo Hospital das Clínicas.

Como já faz um tempo e não sei a quantas anda, pedi pro meu amigo Agnaldo, que está em processo de aquisição dos seus, explicar passo a passo, o procedimento:

Ah, é fácil. Basta entrar em contato com a DERDIC nos telefones 11 5908 8017 / 11 5908 7980 para obter o endereço do posto de atendimento responsável pela triagem, indicado de acordo com a região onde a pessoa reside. No meu caso, procurei o posto de triagem da Zona Sul, localizado na Rua São Caetano do Sul, no bairro do Grajaú, telefones 11 5932 2015 / 5528 1475.

Fui encaminhado para o ambulatório da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, localizada na Avenida Santo Amaro, 6449. É importante levar o cartão do SUS e um laudo de audiometria recente (o original e uma cópia para arquivo).

Só sei como proceder aqui em Sampa Capital. Quem for de outro Estado e souber informar isso, me avisa, que eu edito o post.

Beijinhos

Lak

Editando:

Você pode se informar sobre como adquirir os AASI no seu Estado, por esse link.

Contribuição: Sô Ramires (do Blog Surdos  Usuarios da Lingua Portuguesa – SULP)

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Trabalhando os estereótipos

Escrito por laklobato em 27/05/2009

Lucy: Sempre me perguntei por que você decidiu ser um cachorro. Snoopy: Fui enganado pela descrição do trabalho.

Lucy: Sempre me perguntei por que você decidiu ser um cachorro. Snoopy: Fui enganado pela descrição do trabalho.

Que sempre me esforço pra explicar que surdos oralizados e sinalizados são diferentes, quem acompanha o blog já está careca de saber…

Mas, ainda assim, prevalece quase sempre a visão do surdo sinalizado/usuário da língua de sinais, quando alguém pensa numa pessoa sem audição. E quem tem um mínimo de conhecimento da língua de sinais – ou seja, que sabe que não se trata apenas de uma forma de comunicação, mas de um idioma distinto – já sabe que mesmo na parte escrita pode haver diferenças linguísticas.

Particularmente, não tenho nada contra  a Líbras (língua brasileira de sinais), ela tem seu valor e sua importância, mas simplesmente não é algo que faça parte do meu cotidiano, então evito esse assunto o máximo que posso,  especificamente para não me perguntarem demais sobre algo que eu não tenho muita familiaridade/conhecimento.

Ainda assim, é difícil escapar do paradigma do surdo = líbras, inclusive em situações que ela deveria ser a última coisa a ser evocada.

Há uns anos atrás, recebi um email de uma empresa, dispondo de uma vaga pra assistente de fotografia e perguntando se eu tinha interesse na vaga. Como eu trabalhava fixo na área administrativa (embora seja fotógrafa freelancer há 1 década já), fiquei interessada na vaga e marquei a entrevista.

Montei um portfólio impresso bonitinho, imprimi meu curriculum e parti rumo à empresa.

Chegando lá, sentei na saleta de espera de candidatos e recebi trocentos formulários pra responder, antes de aparecer qualquer pessoa pra falar comigo. Típico, né?!
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Jogado em Causos silenciosos

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