Gente, vocês sabiam que o sistema de saúde pública fornece próteses auditivas gratruitamente (oferecer de graça é redundância??) pra quem não tem condição de pagar?
Os meus lindinhos – eles ilustram o cabeçalho do blog – mesmo, eu consegui pelo Hospital das Clínicas.
Como já faz um tempo e não sei a quantas anda, pedi pro meu amigo Agnaldo, que está em processo de aquisição dos seus, explicar passo a passo, o procedimento:
Ah, é fácil. Basta entrar em contato com a DERDIC nos telefones 11 5908 8017 / 11 5908 7980 para obter o endereço do posto de atendimento responsável pela triagem, indicado de acordo com a região onde a pessoa reside. No meu caso, procurei o posto de triagem da Zona Sul, localizado na Rua São Caetano do Sul, no bairro do Grajaú, telefones 11 5932 2015 / 5528 1475.
Fui encaminhado para o ambulatório da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, localizada na Avenida Santo Amaro, 6449. É importante levar o cartão do SUS e um laudo de audiometria recente (o original e uma cópia para arquivo).
Só sei como proceder aqui em Sampa Capital. Quem for de outro Estado e souber informar isso, me avisa, que eu edito o post.
Beijinhos
Lak
Editando:
Você pode se informar sobre como adquirir os AASI no seu Estado, por esse link.
Contribuição: Sô Ramires (do Blog Surdos Usuarios da Lingua Portuguesa – SULP)
Mas, ainda assim, prevalece quase sempre a visão do surdo sinalizado/usuário da língua de sinais, quando alguém pensa numa pessoa sem audição. E quem tem um mínimo de conhecimento da língua de sinais – ou seja, que sabe que não se trata apenas de uma forma de comunicação, mas de um idioma distinto – já sabe que mesmo na parte escrita pode haver diferenças linguísticas.
Particularmente, não tenho nada contra a Líbras (língua brasileira de sinais), ela tem seu valor e sua importância, mas simplesmente não é algo que faça parte do meu cotidiano, então evito esse assunto o máximo que posso, especificamente para não me perguntarem demais sobre algo que eu não tenho muita familiaridade/conhecimento.
Ainda assim, é difícil escapar do paradigma do deficiente auditivo = Líbras, inclusive em situações que ela deveria ser a última coisa a ser evocada.
Há uns anos atrás, recebi um email de uma empresa, dispondo de uma vaga pra assistente de fotografia e perguntando se eu tinha interesse na vaga. Como eu trabalhava fixo na área administrativa (embora seja fotógrafa freelancer há 1 década já), fiquei interessada na vaga e marquei a entrevista.
Montei um portfólio impresso bonitinho, imprimi meu curriculum e parti rumo à empresa.
Chegando lá, sentei na saleta de espera de candidatos e recebi trocentos formulários pra responder, antes de aparecer qualquer pessoa pra falar comigo. Típico, né?! Continue lendo…
Pois então, como sei que nem todo mundo que acompanha o blog tem deficiência auditiva e é um pouco difícil ver o mundo sob a mesma ótica que eu, resolvi fazer uma surpresa pros meus amados amigos e leitores, pedindo pra minha querida ex-professora (é temporário, ainda volto a estudar!!) contar como foi, sob a ótica dela, essa mesma história.
Confesso que foi uma experiência inédita pra nós duas. Eu até já tinha estudado inglês na escola e feito curso, mas nunca com uma pessoa com sensibilidade suficiente pra me ensinar de verdade, a aprender a pronuncia correta, portanto, se tem alguém cujo título MESTRE é merecido, é ela:
Olá! Meu nome é Crisaidi e já fui citada neste blog (me sinto famosa!). Dei aulas de Francês e de Inglês para a Lakshmi.
Um dia aparece um cartão na caixa de correio com uma mensagem: “Quero estudar Francês. Por favor, ligue para mim.”
Atendeu a mãe da Lakshmi dizendo que poderia falar com ela mesma, porque a Lakshmi não falava no telefone. Pensei: “Mais uma doidinha! Essa não fala no telefone. Tudo bem, eu também tenho minhas doidices!”
(A Lakshmi relatou essa estória de uma maneira beeeemmm mais elegante!)
Soube, diretamente via blog da Thais Frota a maravilhosa notícia de que a nova frota do metrô de Sampacity possui um dispositivo visual avisando da próxima estação. Segundo ela, é uma luz que acende, no mapa que fica sobre a porta.
Segue a foto:
Foto: Thais Frota
Bom pra quem não conhece bem a cidade ou está num metrô lotado e não consegue enxergar o nome da estação. Agora não tem mais desculpa pra gente descer na estaçõa errada ou perdê-la.
Achei essa novidade fantástica e não poderia ficar de fora do blog.
Há umas semanas, quando foi dia das mães, eu queria ter abordado um assunto que normalmente eu fujo feito o diabo da cruz (é porque não quero ter filhos), mas que seria pertinente ao blog: a maternidade através de mulheres com deficiência auditiva. No fim, acabei fazendo uma homenagem à minha mãe (até porque ela merecia). Finalmente, consegui convencer minha amiga Leila, surda desde os 6 anos e mãe de duas meninas, a contar como é sua experiência de ser mãe.
Blog Desculpe, não ouvi! : Leila, fale um pouco de você: de onde você é, qual sua idade, o que você faz, sobre a sua deficiência auditiva, se ela é de nascença ou adquirida, etc…
Leila e as filhas Paty & Aline
Leila: Sou o Rio de Janeiro, capital. Tenho 43 anos, atualmente estou curtindo muito ser dona de casa, enquanto aguardo ser chamada para voltar a trabalhar no INSS, no qual trabalhei por 15 anos. Sou formada em Pedagogia e ficava na área de Recursos Humanos. Mas confesso que estou adorando essa vida, e ao mesmo tempo tenho vontade de voltar a trabalhar também. Minha surdez é adquirida, tive meningite aos 6 anos de idade. Sou usuária de implante coclear.
Blog DNO : Como foi pra você ter filhos, sendo surda? Acha que existe diferença entre uma mãe surda e uma mãe ouvinte?
Ter minhas grandes filhas não prejudicou nada pelo fato de ser surda. Não acho que existe diferença nenhuma entre uma mãe surda e uma mãe ouvinte, porque ter filhos envolve amor, atenção, segurança e responsabilidade. De uma ou de outra forma, todas as mães devem ter atenção dobrada quando o filho é muito pequeno. Mas, o maior disso tudo é o amor incondicional.