Concurso do viajólogo.

Escrito por laklobato em 30/06/2009

O blog do Padrinho (Jairo Marques, colunista oficial da Folha de São Paulo, eu e uns amigos que começamos a fazer blog depois de viciar no Assim Como Você chamamos ele assim) está fazendo um concurso super bacana pra promover a primeira agência de turismo do Brasil especializada em viagens acessíveis pra quem tem uma deficiência, porque afinal de contas, viajar pode ser uma dor de cabeça quando se precisa de carro/quarto/banheiro/passeio adaptado: a Accessible Tour

O prêmio pra quem criar um slogan pra essa agência é um final de semana, com direito a acompanhante, pra um dos destinos à escolha: um final de semana no Rio de Janeiro ou Foz do Iguaçu.

Qualquer um pode participar, com uma ressalva: (copiando o termo usado pelo Jairo, infiltrado é quem não tem deficiência nenhuma, mas batalha assim mesmo por melhor acessibilidade de quem tem deficiência nesse mundo) “Infiltrado poooode, tio?” Pode, maaaaas… caso o vencedor seja uma pessoa sem deficiência, NECESSARIAMENTE, o acompanhante precisa ser um “malacabado”. A ideia é fazer esse povo viajar, então, assim, a gente não exclui ninguém, mas mantém o propósito do concurso!”

Pra concorrer, é preciso criar um slogan de até cinco linhas para a Accessible Tour. Você pode participar com quantas frases quiser.  Mas cada criação deve estar em um email diferente. O título da mensagem tem de ser: “A viagem dos meus sonhos” e precisa chegar impreterivelmente até o dia 31 de julho no email jairo.marques@grupofolha.com.br. Coloque seu nome, endereço e um telefone de contato.

Quem quiser ler mais a respeito: Concurso Accessible Tour – Assim Como Você

Resolvi dar uma divulgada por aqui, porque não sei se todo mundo que acompanha meu blog, acompanha o dele também (mas deveria).

Vamos participar!! Afinal, viajar é a melhor coisa do mundo. Meu sonho era ser viajóloga (alguém que ganha a vida simplesmente viajando pra curtir hihihi)

Beijos

Lak

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Surdos Oralizados

Escrito por laklobato em 30/06/2009
Os termos aqui utilizados podem ser encontrados no post de 29/06/2009.

Já comentei que eu perdi a audição aos 10 anos, como sequela de caxumba. Tenho perda auditiva bilateral (nos dois ouvidos, meio óbvio, mas não custa explicar) severa a profunda pós-lingual e, quando meus pais procuraram médicos para tratar  - em vão – minha condição, foram aconselhados a me manter o mais longe possível de escolas especiais para crianças surdas.
Ainda que não seja sempre esse o conselho dos médicos – sei de casos de crianças que perderam a audição nessa faixa etária e foram inseridas na Comunidade Surda – no meu caso, foi ao mesmo tempo excelente e ruim. Excelente, porque graças a isso, eu me tornei a pessoa que sou hoje, uma pessoa completamente inserida na sociedade comum; mas ruim no sentido que, por conta dos dois únicos estereótipos que a maioria esmagadora de pessoas conhece, deficientes auditivos ou são surdos sinalizados ou são idosos com baixa audição, comumente ironizados em programas de comédia. E, como eu não era nenhum dos dois, toda hora eu tinha (tinha, né? hoje em dia não faço mais isso, né? hihihi) que contar a minha história para justificar por A + Z porque eu não correspondia aos estereótipos.
Em 2004, quando o Orkut começou a bombar, vi um rapaz indignado numa comunidade, por conta de um tópico estúpido que perguntava: “Como surdo-mudo pensa?”, com respostas do naipe “Surdo não pensa” e eu, junto com ele, pus-me a explicar que não apenas surdos pensam, como a visão desse tipo de pessoa (as que respondiam o tópico, não os surdos) tem uma visão limitada e preconceitosa de pessoas que nada mais tem do que uma limitação sensorial.
O rapaz acabou me contando que era surdo e me chamou para conversar no MSN. Depois de uma boa conversa – na qual contou-me sua história, surdo desde o nascimento, ensinado a falar desde cedo, formado em universidade, estudante de inglês, noivo e hoje casado e com filhos – ele me  falou de uma comunidade do Orkut onde, certamente, eu iria me identificar com as histórias, a  Surdos Oralizados.
Comunidade onde hoje, sou có-proprietária e moderadora e que é a minha fonte de inspiração pro blog.
Foi lá que eu conheci o termo acerca da minha condição: Nem surda sinalizada nem deficiente auditiva, sou surda oralizada!
Surdos oralizados tem pouco espaço na mídia, porque afinal de contas, não somos ouvintes nem utilizamos a língua de sinais e, pra maioria das pessoas, não tem nada de engraçado numa pessoa que fala com ou sem sotaque estranho, lê lábios perfeitamente (ou quase) e, raramente comete gafes (embora tenha consciência disso e, quando necessário, não tem o menor pudor de pedir pro interlocutor repetir).
Há sempre quem argumente que surdos oralizados só o são, porque adquiriram a fala auditivamente e só depois tornaram-se surdos, mas não é verdade, existes surdos oralizados pré e peri-linguais, que tem uma fala tão boa quanto a de um surdo pós-lingual. Eles aprenderam e treinaram a fala através da fonoterapia, com direito a acompanhamento familiar (o Raul contou bem sua história aqui no blog). A oralização é possível independente do estágio da aquisição da fala que a surdez ocorreu.
Quando um pai/mãe aparece na comunidade perguntando se o filho dele for oralizado, vai ter a voz igual a de um ouvinte, na tentativa de camuflar a deficiência, nossa resposta é sempre a mesma: Não, a menos que ele seja implantado (explicarei o Implante Coclear ainda essa semana) cedo e  tenha um ganho auditivo excelente (pode ocorrer sim!!), um deficiente auditivo jamais deixa de ter uma condição própria e que, mais importante do que camuflar a deficiência, ele precisa aprender a sentir-se confortável com ela, adaptando sua vida às necessidades próprias dela. E mesmo que o implante seja perfeito, sem o aparelho (a parte externa do implante é removível e não pode, por exemplo, molhar), o deficiente auditivo sempre terá deficiência auditiva, portanto, é bom saber lidar com essa limitação, mesmo que ela faça parte somente de uma parte ínfima da vida da pessoa.
Para lidar com um surdo oralizado, as dicas são:
- Fale com naturalidade, afinal, ele lê seus lábios e quanto mais natural for sua maneira de falar, melhor será a compreensão. Se você tiver o hábito de falar rapidamente, tente diminuir um pouco a velocidade.

- Não exagere na articulação. Um surdo oralizado lê os lábios e a posição da língua, não a movimentação do maxilar.

- Não ache que porquê ele usa aparelho, significa necessariamente que ele compreende o que você diz, auditivamente. Portanto, procure falar sempre de frente pra ele, de maneira que sua boca esteja visível.

- Se ele lhe pedir para repetir, não é por má vontade de lhe compreender. A leitura labial não é igual a ouvir, ela pode demorar um pouco mais na compreensão ou ser interrompida por coisas bobas, tipo uma simples virada momentânea de cabeça.

- Se você não compreender algo que ele disser, avise. Ele é consciente da limitação dele e não teria porque se ofender com um simples “por favor, repita?”.

- Evite falar com eles em locais pouco iluminados. A iluminação adequada é essencial para a leitura labial. Vale qualquer improvisação: lanterna, luz de celular, etc.

- Ler os lábios via espelho é perfeitamente possível. Estando no carro, num cabelereiro ou numa loja, por exemplo, se o espelho estiver posicionado de maneira acessível, pode abusar dele sem dó.

- Ler os lábios de lado é difícil. De cabeça pra baixo, é praticamente impossível. Se a posição não for favorável (vai saber onde a conversa se dá, né?) aguarde estarem com as cabeças viradas pro mesmo lado.

- Falar mastigando, além de não ser de boa educação, torna a leitura labial sofrida, porque vários movimentos feitos não fazem parte da conversa, portanto, é melhor esperar engolir antes de prosseguir o diálogo.

- Nem sempre um surdo oralizados lida bem com piadinhas. Já vi reclamarem,  inclusive aqui no blog, que ser chamado de “surdinho” é ofensivo. Portanto, a menos que você tenha intimidade e cartão verde, evite piadas com a condição da pessoa, mesmo que ela faça piada consigo mesma.

- Conversar numa balada com luz estroboscopia é complicadissimo. Procure um lugar melhor iluminado.

- Se você tiver curiosidade de conversar em Líbras, pergunte se a pessoa tem fluência nesse idioma. Se ela tiver (for bilíngue) terá prazer de conversar com você dessa forma. Do contrário, seria como exigir que ela converse num idioma que ela não tem fluência. Lembre-se, mímica feita de qualquer jeito não é língua de sinais e nem sempre um oralizado acha divertido brincar disso.

Quem lembrar de alguma outra dica, fique a vontade de comentar. Sugestões são sempre bem vindas.

Outra coisa, não posso falar por todos os surdos oralizados do planeta, mas falo por mim, se você tem curiosidade de saber sobre  a história dele, pergunte. Na duvida,  o faça de maneira educada: “Você se importa de falar sobre isso?”. A maioria das pessoas costuma sentir-se à vontade pra falar de sua condição, quando a abordagem é acolhedora. Melhor do que ficar deduzindo, por exemplo e soltar um grosseiro “ah, mas todo surdo nasce surdo, né?”.

Beijinhos,

Lak

Amanhã, será a vez da língua de sinais (Líbras = Língua Brasileira de Sinais), pois assim como a oralização e implante, é parte importante do universo da deficiência auditiva e, para quem tem interesse de saber bastante sobre essa deficiência, ela não pode ficar de fora.

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Como Conviver com a Deficiência Auditiva

Escrito por laklobato em 29/06/2009

Sei que eu já abordei sobre os tipos de surdos, mas resolvi essa semana falar mais sobre o sentido técnico da deficiência auditiva. Começo fazendo um “glossário” sobre a diversidade dentro dessa deficiência.

O título do post  remete ao livro de Antônio Cyrillo Gomes, que já faz uma introdução explicando porque, dentre tantas deficiências, a deficiência auditiva é, de longe, a menos respeitada socialmente.
Primeiramente porque, ao contrário das deficiências física, cerebral e visual, ela é menos visível, segundo, porque não é uma deficiência que, a primeira vista, afeta a independência da pessoa que a possui.

No entanto, passada essa impressão errônea inicial, a deficiência auditiva é, assim como todas as outras, uma deficiência, ou seja, falta/ausência de algo. No caso, o sentido da audição, responsável por 20% das informações sensoriais que chegam ao cérebro. O mundo auditivo não é tão ínfimo a ponto de se desqualificar a deficiência auditiva como privação de um sentido e dizer que um surdo é menos deficiente que um cego ou cadeirante. Um deficiente auditivo é privado de total ou parcialmente de todas as infomações sonoras, seja a voz de outros seres humanos, seja o sentido de alerta (aproximação de outras pessoas, animais, veículos), seja pelas pequenas coisas que se faz dependendo da audição: saber que a torneira do banheiro foi esquecida aberta estando sem contato visual, saber que a água da chaleira já ferve estando fora da cozinha, seja pela campainha que toca, seja pelo contato telefônico numa emergência.
Dizer que um deficiente auditivo não corre riscos porque a deficiência auditiva só o afeta no que se refere a comunicação interpessoal é uma visão limitada. Ele não ouve um alarme de incêndio, nem um carro ao atravessar a rua. Ainda que a sobrevivência dele seja menos ameaçada, não significa que um deficiente auditivo seja totalmente independente.
Ainda assim, a maior dificuldade que se encontra para quem tem essa deficiência, é fazer com que as pessoas compreendam a própria diversidade dentro da deficiência, seja por falta de informação/convívio com um deficiênte auditivo, seja pela mídia que só aborda um tipo de surdo: o sinalizado, usuário da lingua de sinais.
No entanto, existem diversos grupos dentro desta deficiência, de tal forma que resumir todos aqueles que possuem deficiência auditiva como usuário de lingua de sinais seria a mesma coisa que resumir todo deficiente físico a cadeirantes, que possuem essa deficiência por queda de escada, esquecendo que existem diversas causas para a deficiência física, além de diversas maneiras de se lidar com ela: Existe o deficiente físico congênito e adquirido, o usuário de cadeira de rodas, os de muletas, os de bengalas, os de próteses; assim como existe:
- Deficiente auditivos conforme o grau de perda (leve, moderado, severo, profundo): varia conforme o grau de perda auditiva, além de uma pessoa poder tem mais de um grau, por diferentes frequências. Eu, por exemplo, tenho deficiência severa em frequências graves / médias e profunda, em frequências agudas; o que impede a plena compreensão da fala somente com AASI (prótese auditiva), porque os sons são recebidos de forma distorcida pelo cérebro. E não, não é uma questão de hábito, o AASI, por si só, não resolve totalmente a minha perda, é caso de implante coclear.
- Deficiente auditivo congênito ou adquirido: tal como explica o nome, a deficiência ser por causa genética (hereditariedade) ou doença gestacional (rubéola, por exemplo); peri-natais (traumas obstétricos) ou pós-natais: provocada depois do nascimento por alguma doença (meningite, sarampo, caxumba, otosclerose, tumores etc), intoxicações (antibióticos ou substáncias ototóxicas) ou traumas(queda com rompimento de tímpano), etc
- Deficiente auditivo por estágio: como a fala e a audição são intimamente ligadas, conforme o estágio da aquisição da fala em que a perda auditiva ocorreu, o deficiente auditivo é classificado como pré-lingual (quando ocorreu antes dos 2 anos de idade), peri-lingual (quando a falta já estava sendo formada, mas não chegou a ser completa) e pós-lingual (quando a aquisição da fala, por via auditiva, já havia sindo completada).
- Deficiência auditiva por patologia: essa variação indica onde existe avaria na condução da audição, podendo ser provocada por problemas no tímpano, pela comunicação óssea (ossinhos do ouvidio: martelo, estribo e bigorna), problemas na cóclea e/ou células nervosas (que enviam a mensagem ao cérebro), nervo auditivo ou até recepção cerebral.
Portanto, como foi dito, a deficiência auditiva pode ocorrer em qualquer estágio da vida de uma pessoa, por diversas causa, de diversas formas. E, como já foi dito aqui no blog, existe:

1. Surdos sinalizados: comumente conhecido como surdo-mudo, ainda que essa definição seja incorreta, porque dificilmente  um surdo sinalizado sofre de mutismo real – embora essa deficiência também exista – mas de ausência da fala por falta de aprendizado. Comunicam-se por língua de sinais e podem ou não fazer leitura labial.

2. Surdos oralizados: pessoas que tem perda auditiva severa ou profunda, que aprenderam a falar por fonoterapia ou que perderam a audição depois da aquisição completa da fala. Falam oralmente (com ou sem sotaque caracterisco de quem tem baixa audição ou inexistente), leem os lábios e não costumam utilizar a lingua de sinais.

3. Surdos bilingues: são similares aos surdos oralizados, com a diferença de possuirem fluência na lingua de sinais.

4. Deficientes auditivos: aqueles que possuem perdas leves ou moderadas (ou profunda/severa, mas de apenas um ouvido) e que conseguem ouvir o suficiente pra discriminar  a fala, com ou sem prótese auditiva/implante coclear.

Afim do texto não ficar muito longo, divido o texto no decorrer da semana, abordando: oralização, língua de sinais, implante, etc.

Beijinhos

Lak

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Sexta-feira livre: pra falar do MJ.

Escrito por laklobato em 26/06/2009

Semana que vem, pretendo pegar pesado nos textos sobre deficiência auditiva, oralização, libras e tudo que esse blog – e os leitores – merecem.

Mas hoje, quero escrever sobre a morte do Michael Jackson, porque se tem alguém que não se sentia aceito (por si mesmo, aparentemente) e se desdobrava pra resolver os problemas de aceitação (na maioria, pessoais que, pelo visto, não foram totalmente resolvidos) era esse cara.

E se tem uma voz que eu lembro – porque marcou minha infância – era a do Michael, junto com a da Madonna, Xuxa e Jô Soares, sem citar, é claro, a voz do dublador do Chavez fazendo “pipipipipi”, um clássico. O clip de Triller me deixava com medo, a ponto de eu, hoje, ser fanática por filmes de zumbis, especialmente porque mexe com um susto infantil que levei.

Mas a melhor história que eu sei a respeito dele, nem envolve o próprio. Uma coisa que eu noto, é que brasileiro normalmente fala o nome dele terminando com som de M e  não de L. Sai algo tipo “Maicon” e não “Maicol”, talvez porque aqui, salvo no sul, a gente substitua o som do L final pelo de U. Duvida? Fala “Brasil” e vê se você fala algo diferente de “Brasiu”.
Enfim, o pai da minha melhor amiga, a KK, é médico sanitarista e trabalho (ou trabalhava, pelo menos) em postos de saúde. Um dia, chega uma mulher com um menininho pequeno. Ele pergunta o nome e a mulher fala “Michael Jackson” com aquele sotaque abrasileirado excessivo.  Ele pede à enfermeira a ficha da criança e, advinhe, o nome da criatura era “Maiconjeco”, assim, tudo junto.

Sei que os fãs morrerão de saudade, que ele fará falta aos tablóides e eu até lamentarei (será?) o fato dele morrer antes de eu recuperar a audição (pretendo fazer implante, só não consegui ainda), mas sempre poderei recorrer aos Cds, né?!

Mas, por outro lado, fica aí a lição de vida que ele deixa: A aceitação das diferenças pessoais deve começar conosco. Na medida que a gente se aceita, projeta ao mundo uma impressão de superação e isso pode sim, fazer toda a diferença.  O que não vale a pena é se virar do avesso e gastar rios de dinheiro tentando ser algo que, essencialmente, não somos. Cabe a nós, e somente a nós mesmos, descobrir o que temos de melhor e oferecer essa face ao mundo. Do contrário, por mais que  a gente se esforce, o máximo que o mundo verá de nós é uma aberração de si mesmo, que pode ter todo o talento do mundo, mas parece ser extremamente infeliz.

Beijinhos

Lak

P.s. Há muitos anos, uma amiga que estava muito doente, me mandou um cartão postal que nada mais era que uma foto desfocada. No verso, havia uma frase, encabeçada por “lendo um livro, mais precisamente esse trecho, lembre-me de você”. Eu não sei onde foi parar esse cartão e não lembro o nome do autor da frase (se alguém souber, me avise, por favor”:
“Aceite a vida como ela é, animada pelo desconhecido. Somos parte integrante da nossa situação atual, não somos vítimas do que acontece. (…) Enquanto não estamos comprometidos, há hesitação, a chance de recuar, contínua ineficiência. À partir do instante em que a gente se compromete, a providência age. E para ajudar-nos ocorrem coisas que, do contrário, jamais ocorreriam.”

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Acessibilidade via celular

Escrito por laklobato em 25/06/2009
Foto Divulgação

Foto Divulgação

Como todo mundo já deve estar sabendo, recentemente a Apple lançou o  novo iPhone 3GS que deve chegar ao Brasil só em agosto com um monte de recursos novos e interessantíssimos.

O iPhone deve ser um dos melhores celulares para deficientes auditivos porque dá para acesar a internet e mandar mensagens de texto numa tela razoavelmente grande.

Por outro lado, deve ser um dos piores celulares para deficientes visuais. A interface toda baseada na tela não oferece respostas táteis para quem vê o mundo com os dedos. Mas nessa nova versão do iPhone a Apple resolveu dar uma ajudinha para pessoas com vários graus de deficiência.

Abaixo algumas novidades:

VoiceOver
Ao passar o dedo sobre algum texto, o iPhone lê em voz alta o que está escrito sob seus dedos.

Zoom
Uma espécie de lente de aumento que amplia qualquer parte da tela, ideal para quem tem dificuldade para ler aquelas tetrinhas miúdas.

White on Black
Aumenta o contraste da tela.

Mono Audio
Para quem tem alguma deficiência auditiva em apenas um dos ouvidos. Faz com que o àudio dos fones esquerdo e direito fiquem idênticos.

Speak Auto-text
Lê as palavras enquantoo você digita

Além destes há um novo recurso de controle por voz que pode ser muito útil para quem tem deficiência visual ou motora e não consegue utilizar os controles da tela tão facilmente.

Foto Divulgação

Foto Divulgação

E, o que me deixa realmente feliz e animada, é ver que não é só a Apple que  trabalha pra melhoria da nossa qualidade de vida. Saca só o designer dessa capinha de silicone feita especialmente pra deficientes visuais terem acesso ao iPhone: clica no link

(Não é tipo, uma notícia super recente, mas eu só fiquei sabendo da existência disso agora.  Foi uma criação do designer portugues Bruno Fosi. Pensa nisso a próxima vez que for fazer piadinha com portugas. Você já teve uma idéia de inclusão tão legal? Se não, é melhor não fazer  piadinha com os lusitanos por enquanto!!)

Soluções de acessibilidade para iPhone
http://www.apple.com/accessibility/resources/iphone.html
http://www.apple.com/accessibility/iphone/hearing.htmlhttp://www.timobrienphotos.com/2009/06/iphone-3gs/

Se eu tenho um? Não, por enquanto tenho que me contentar com meu celular simplezinho mesmo, mas que faz o que eu preciso: mandar e receber SMS. Claro que sem tanto encanto, mas uma hora, chego lá.

Beijos enormes,

Lak

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