A beleza de se aceitar as diferenças 2

Escrito por laklobato em 24/06/2009

Outro videozinho que fala sobre aceitação das diferenças (de uma maneira muito fofa e metafórica)

Caso demore para carregar, clique em HD Off (as vezes aparece HD on) no menu do próprio video – no canto superior direito da janelinha.

Red Rabbit from Egmont Mayer on Vimeo. Continue lendo…

10 palpites
 

Terapia da Voz

Escrito por laklobato em 24/06/2009

fonoaudiologiaQuem já conviveu com uma pessoa com problemas de fala ou audição, conhece bem esse termo esquisito: fonoaudiologia. 

O belíssimo trabalho das fonoaudiólogas abrange diversos tipo de comprometimento: da fala, da audição, da respiração e até mesmo da reprogramação neurológica (necessidade, por exemplo, de quem sofreu um ACV).

Pedi pra duas fonos que conheço fazerem um texto pro blog, explicando o trabalho delas, mas como infelizmente nenhuma delas teve tempo, farei um texto contando sobre o outro lado do trabalho: o do paciente.

A primeira vista, pra mim, foi difícil e eu tive uma certa resistência, especialmente porque a fonoterapia começou quando a minha voz ainda era de ouvinte. Mas, por outro lado, o meu principal problema de fala é anterior à perda auditiva: eu falo absurdamente rápido, sem pausa e baixo. Isso sempre foi assim, desde que eu me entendo por gente. Mas, como a fala de um surdo tem outros agravantes, só começaram a realmente me encher o saco por causa disso, depois de eu perder a audição (o que, durante muito tempo, eu considerei implicância barata hehehe).
Continue lendo…

7 palpites
 

Isenção de passagens

Escrito por laklobato em 23/06/2009

Uma postagem rápida que ando super ocupada aqui na agência (sou uma pessoa linda e requisitada, fazer o que?), mas útil.

Você sabia que pessoas com deficiência tem direito a isenção de pagamento de transporte público. Claro que varia conforme  a deficiência e o grau dela. Aqui em Sampa, segundo o site do SPTrans, no caso da deficiência auditiva, tem graus severo ou profundo bilateral, acima de 70 decibéis, comprovado por laudo médico. Meu caso, por exemplo. E, ainda que essa lei vigore desde 1992, só fiquei sabendo disso há cerca de 1 década, então não custa informar.

Quem for de SP e tiver interesse, basta olhar o site do SPtrans – Bilhete Unico Especial

O site informa, inclusive, os locais onde se pode fazer o cadastro.

Pra quem for do Rio de Janeiro: Passe Livre Rio Card

Tenho a ligeira impressão (podem me corrigir) que lá a perda auditiva pode ser inferior, 60 decibeis.

Enfim, como informar não custa nada (e nem todo mundo mora em Sampa e Rio capitais): Passe livre interestadual (para outros estados do Brasil )

Quem souber de algo mais, por favor, avise que vou editando o post.

Beijinhos,

Lak

Update: No Distrito Federal também tem isenção de passagens para PNE’s, para se informar melhor basta acessar o site no link Gratuidades do menu esquerdo e, para maiores detalhes, nesse site.
Contribuição: Edelson Lopes, do blog Viver Brasília

11 palpites
 

Jeitinho brasileiro a troco de banana!

Escrito por laklobato em 22/06/2009

Sábado me dei ao luxo de ter uma dia de madame. A semana passada foi o cão chupando manga  e eu precisava do dia pra mim. Acordei tarde – coisa que adoro –  e passei a tarde no shopping. Queria ir ao salão de beleza (coisa que eu detesto, mas de vez em quando, é necessário) e comprar um presente pra uma amiga que aniversariava no próprio sábado.

 

Adesivo para condutores com deficiência auditiva. Não é obrigatório e não tem função de garantir vaga demarcada.

Adesivo para condutores com deficiência auditiva. Não é obrigatório e não tem função de garantir vaga demarcada.

Pego meu carrinho, um carro simples, mas que condiz com a minha condição, sem pesar no meu bolso – porque vocês sabem, pessoa com deficiência capenga, mas nunca consegue equiparação salarial – com um adesivo fofíssimo de Motorista com Deficiência Auditiva. Como já comentei algumas vezes, esse adesivo é algo recente e não é obrigatório. A função dele é avisar que o motorista tem algum grau de perda auditiva – sem especificar qual – e que, em vez de buzina ou sirene, para chamar a atenção dele, basta piscar os faróis, porque provavelmente, ele tem percepção visual aguçada (sim, o cérebro sempre faz compensação sensorial e, no caso da deficiência auditiva, acentua a capacidade visua) e verá a luz piscando como um alerta. Também serve, quando fixado no parabrisa, pro guarda de trânsito saber que o motorista pode não ouvir o apito (e usar um alerta visual) e até mesmo pra falar com o motorista de maneira mais paciente – porque provavelmente o cara não está de má vontade, ele não ouve bem. Essas são as UNICAS funções do adesivo. Ele não nos dá o direito de vaga exclusiva, já que não temos nenhuma necessidade de uma vaga maior ou mais próxima à porta do estabelecimento. Não precisamos do espaço extra, já que não usamos cadeira de rodas ou muleta. Tão pouco temos dificuldade de sair do carro e caminhar…

 

Ainda assim, sempre tem algum mané aproveitador me perguntando “por que eu não paro em vaga especial, já que sou condutor deficiênte” e dizendo “no seu lugar, eu me aproveitava mesmo”. Ora, veja bem, não acho que uma pessoa com deficiência física não mereça o meu respeito, só porque sou deficiente auditiva. Minha condição não invalida as necessidades dos outros. Por que eu, com um corpo em perfeitas condições de locomoção, iria precisar de vaga especial?

 

Adesivo para condutores (ou passageiros) com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. Garantem o direito a vaga especial, com a faixa lateral, para comportar a cadeira/muleta e ficam mais próximas às portas de acesso. Vagas exclusivas, não preferenciais.

Adesivo para condutores (ou passageiros) com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. Garantem o direito a vaga especial, com a faixa lateral, para comportar a cadeira/muleta e ficam mais próximas às portas de acesso. Vagas exclusivas, não preferenciais.

Enfim, outro dia, lendo um debate sobre o tema, no orkut, vi uma pessoa (pessoa? sei) dizer que “se a pessoa pode dirigir, pode parar em qualquer lugar do shopping”. Eu contra argumentei: “Não, não é porque uma pessoa dirige que ela pode parar em qualquer lugar. Uma vaga normal fica próxima demais da vaga ao lado e nem sempre tem espaço suficiente pra caber a cadeira de rodas do condutor/passageiro. Ou você espera que a pessoa desça da cadeira e se arraste até o carro, só porque um espertinho acha que deficiente não tem necessidades especiais e é apenas frescura?”

 

Pior, não é ler um troço desses, é ir ao shopping no sábado e ver todas as vagas para deficientes físicos ocupadas por carros sem nenhum adesivo que informe se o condutor é ou não deficiente. E por que usam as vagas, já que tinham trocentas outras vagas disponíveis? Porque é mais próxima à porta do shopping. Alguém merece uma coisa dessas? A vaga não tá ali por regalia, mas por necessidade. E, ainda assim, tem gente que acha que ela é preferencial, não exclusiva.

Em tempo, ainda vejo gente reclamando que “deficiente não é tão bonzinho assim”. Ah, por favor, né? Você vê uma coisa dessas e ainda querem compreensão da nossa parte.

Francamente, que planeta é esse?

Beijinhos

Lak

21 palpites
 

Preconceito inverso

Escrito por laklobato em 19/06/2009

Se vocês me permitem – porque essa semana, eu estou chutando todos os baldes que vejo pela frente (como tenho dito, meu indice de adrenalina ultimamente está pra dar inveja em qualquer praticamente de esportes radicais) – vou abordar um tema polêmico: PRECONCEITO.

Tudo porque ultimamente percebi que não importa tão ínfima, frágil e ridícula (com direito a embromação introdutória) seja uma situação, ela SEMPRE tem dois lados.

Na segunda, eu falei sobre pessoas que falam coisas ofensivas sem pensar – por preconceito – e como isso cansa e enche o saco. Mas, por outro lado, quem é vítima constante de preconceito e intolerância, tem uma certa tendência a enxergar tudo como preconceito contra ela? Veja bem, é uma pergunta e não uma afirmação, mas vale a pena debater a respeito.

Um exemplo legal foi  uma história que o K., meu amigo, me contou recentemente (a D. do texto é  a filha de 2 anos de idade):

Num domingo a noite aconteceu um pequeno acidente com a D. e e corremos para o pronto-socorro infantil.

Chegando lá, entraram minha esposa (J.) e a irmã dela direto ao consultório e eu fiquei na recepção preenchendo papéis. Uns 5 minutos depois, entro num corredor com vários consultórios, encontro esposa e cunhada e pergunto:
- E aí? Já olharam a D.?
- Já. – respondeu a esposa –  Veio uma médica, deu uma olhada e disse q vai precisar dar pontos. Aí disse que  não fazia o serviço e que viria outra pessoa fazê-lo.

Passam mais uns 5 minutos e chega um homem com o titulo “Cirurgião Pediátrico” no jaleco. Ele examina apenas o corto na testa da D., explica que realmente vai precisar dar pontos e se retira avisando que logo mais retorna com uma enfermeira, para ajudá-lo no processo.

Passam cerca de 10 minutos e voltam ele e uma enfermeira. Eles fazem a sutura na testa da D., explicam o tempo que vai levar para retirar, o que podemos ou não fazer e saem.

No caminho pra fora algo me passa pela cabeça e eu comento com minha esposa:
- Vamos perguntar se precisamos ficar atentos a algum outro sintoma caso essa pancada tenha sido mais profunda do que parece.
Ela concorda e nisso passa a enfermeira, que eu abordo e pergunto:
- Por favor, cadê a médica que examinou a criança? Vc pode pedir pra ela vir aqui um pouco?

Passam alguns minutos e vem o cara de jaleco. Acidentalmente eu digo:
- Não, eu queria falar com a médica. Ele nao é só o cirurgiao?.

Ele olha com cara bem pouco contente e diz que ele era o médico responsável pela paciente, responde minha pergunta e sai.

Muito descontente com o “fora” que tinha acabado de dar, eu questiono a J.. Ela explica que a médica mencionada incialmente tinha olhado a D. só de passagem e que ele realmente tinha sido o médico que realmente a examinou.

Minha indagação é a seguinte:

Um fora resultou de um pequeno mal entendido, acontece.
Mas E SE, no começo, tivesse falado que o médico era negro, será que o leitor ainda estaria achando que foi só um mal entendido e não racismo?

É claro que pode muito bem ser um caso isolado e todos os outros casos do mundo serem preconceito descarado mesmo. Ou não, a gente que leva muito pro lado pessoal….

Será? O que você acha?

Beijinhos,

Lak

8 palpites
Categorias: debates
Tags:

Copyright © 2012 Desculpe, não ouvi! All rights reserved. Visite www.laklobato.com