Linhas e pontos…

Escrito por laklobato em 05/11/2009

Retornando à vida real hoje, 2 semanas depois de ter operado o zuvido. Recebi alta formalmente na terça-feira, embora eu tenha tirado a quarta  pra dar uma ajeitada nas coisas aqui em casa, já que  as duas semanas que passaram foram de total inercia – até porque com enjôos que me deixavam verde até por conta de  cheiro de comida que normalmente gosto, e uma tontura que me impedia de dar dois passos sem esbarrar em algo não garantiram muita farra nesses dias em casa – deixaram trocentas mil coisas acumuladas hehehe

Na própria terça-feira, tirei os pontos da cirurgia. Fiquei apaixonada pela cicatriz. Juro que era uma coisa que me deixava meio desanimada, porque ninguém gosta de ter cicatrizes visíveis, ainda mais eu, que já tenho uma cicatriz enorme ao lado do olho direito. Quando o médico tirava os pontos, fez questão de falar que tinham dado pontos de cirurgia plástica. Nem vale a pena explicar, melhor ver com os próprios olhos:

Cicatrizes são marcas que contam a nossa história pessoal. Uma linha fina e simples, que desenha toda a sensação de esperança que brota do fundo da alma, em tom de licença poética.

Cicatrizes são marcas que contam a nossa história pessoal. Uma linha fina e simples, que desenha toda a sensação de esperança que brota do fundo da alma, em tom de licença poética.

O cabelo raspadinho não chega a desanimar, mas confesso que não vejo a hora de prendê-lo da maneira que mais gosto: rabo-de-cavalo. Vai demorar um pouco pra eu me sentir a vontade para usá-lo novamente, mas tudo compensa.
A sensação de renovar  a vida compensa os pormenores. Dia 26 de novembro, será a segunda etapa: o dia da ativação!  Confesso que estou menos ansiosa do que pela cirurgia. Essa parte é animadora, quando a cirurgia mexia com medos interiores.
Um amigo me disse que é interessante acompanhar esse renascimento, porque é ver num adulto o entusiasmo de redescobrir o mundo, tal como uma criança.  E, exatamente como uma criança que recebeu ordens de ficar sentada no canto até algo acontecer, eu me sinto agora: sentada com as costas na parede, pernas cruzadas e o olhar perdido, sonhando com sons que ainda não conheço (via Implante, claro).
De resto, tudo é possível!
Beijinhos
Lak
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