Quando dois nem sempre é melhor que um…
Que eu sou moderadora da comunidade do Orkut “Surdos Oralizados”, já falei até demais, por aqui. Mas, recentemente, virei moderadora da comunidade “Implante Coclear” também (fico devendo os links, porque meu orkut é bloqueado aqui no trabalho). Isso porque o dono das comunidades é o mesmo e ele é muito meu chapa hihihi
Mas, moderar uma comunidade desse porte requer uma certa responsabilidade e, justamente porque eu não era implantada, não pude moderá-la antes, porque os moderadores acabam sendo muito solicitados pelos participantes de contar suas histórias. De lá pra cá, já dei aconselhamento – com 3 meses de experiência como ativada, já me considero uma veterana haha – a várias pessoas que tem dúvidas quanto à cirurgia, ao implante e mais um monte de coisas que surge na nossa cabeça, nessa hora de decidir.
Bom, o que todo mundo parece ter dúvida é: o implante é feito dos dois lados? Afinal, a maioria das pessoas que busca o Implante Coclear tem perda bilateral. Mas, aparentemente, mais de 90% dos dos implantados são implantados de um lado só. Por quê?
Eu sempre aviso que não sou médica especialista, nem fonoaudióloga, nem psicologa, nem técnica de eletrônica. Meus conhecimentos quanto ao IC são basicamente de usuária entusiasta e exibida, porque dou meu parecer no melhor blog da net no meu blog.
Como gosto de saber o que dizer de maneira adequada, resolvi dar uma sondada na fono que faz o meu mapeamento. O que ela me explicou é que, pra maioria das pessoas, o IC monolateral tem o resultado adequado para que ela ouça suficientemente bem. E se ela tem audição residual – meu caso – a prótese convencional consegue funcionar maravilhosamente bem como coadjuvante (isso eu atesto, já acho que ouço muitissimo melhor com a prótese comparado a a antes, inclusive pelo resultado da audiometria, o cérebro faz uma integração fantastica do IC com o AASI), de forma que um segundo implante não teria um resultado muito mais garantido do que IC + AASI.
No caso de pessoas que não tem nenhuma audição residual, dois ICs podem ser recomendados, mas nem sempre o cérebro integra perfeitamente os dois lados. Sempre poderá haver possibilidade de se ouvir os ICs meio que em separado.
Normalmente, essa modalidade de IC bilateral é mais recomendado a crianças, cujo cérebro tem capacidade de adaptação muito mais rápida do qe adultos. E deve ser feito em sequência, porque quanto mais se espera para fazer outro IC, menor a chance de integração entre eles.
Agora, se a pessoa quiser fazer (e puder pagar, porque o SUS só paga um lado), ela pode conversar com o especialista e chegar num acordo.
Como o IC acaba com a audição residual – a gente passa a ouvir somente através dos eletrodos – eu prefiro deixar uma cóclea preservada pra, quem sabe um dia, uma tecnologia ainda mais avançada do que o IC atual.
Vai da cabeça de cada um, das vontades e necessidades…
E, lembrem-se, opinião de médico/fono é muito mais válida do que a minha. Converse com os seus especialistas!
Beijinhos sonoros,
Lak