Como ando meio sem inspiração para escrever – e não gosto muito de ficar repetindo coisas óbvias sobre o IC, senão cansa – resolvi trazer um assunto essencial para debate: a qualidade da audição e o aprendizado.
Pais de crianças com perda severa/profunda, procuram ajuda. Mas e as crianças com perdas não significativas a ponto dos pais perceberem com facilidade?
O teste da orelhinha vem sendo aplicado em larga escala, mas ainda assim, perder a audição ao longo da vida é possível. Eu perdi aos 10 anos, como vocês sabem…
O que muita gente não sabe é que a escola em que eu fiz a 1ª série exigia audiometria e teste de visão para todos os alunos. Graças a esse exame, eu pude comprovar que tinha audição normal, aos médicos que, na tentativa de explicarem o motivo da minha súbita perda auditiva, sugeriram que eu devia ter nascido assim e meus pais que não notaram.
Vale lembrar que surdos não são necessariamente menos inteligentes. De aluna mediana quando ouvia, passei a melhor aluna da sala, depois de ensurdecida. Simplesmente porque me concentrava melhor e exigia mais de mim. Vai da natureza de cada um.
Matéria da Folha Online, leitura sugerida por Jairo Marques, do blog Assim Como Você.
Heis que muito se fala, mas poucos tem conhecimentos práticos no assunto, a menos que convivam com implantados: o implante realmente melhora a qualidade de vida do usuário?
A curto prazo, EU posso afirmar que sim. Mas sempre vai soar como uma preferência pessoal e intransferível, portanto, nada melhor que uma reportagem abordando o assunto. Saiu no caderno Saúde, da Folha de São Paulo, de ontem (09/03/2010) a matéria abaixo.
09/03/2010
09h37
Ouvido biônico traz boa qualidade de vida
MARIANA VERSOLATO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Crianças e adolescentes surdos com implante coclear -um estimulador elétrico que faz o papel do ouvido, ou seja, capta o som e o transforma em pulsos elétricos- têm qualidade de vida similar à de crianças e jovens ouvintes sem o implante.
Beatriz César, 12, que usa implante coclear desde os cinco anos; segundo a mãe, ela não sofre nenhum preconceito na escola. Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem
É o que aponta um estudo americano publicado no periódico “Otolaryngology -Head and Neck Surgery”.
Ainda segundo a pesquisa, quanto mais cedo a criança fizer o implante, conhecido como ouvido biônico, melhor será sua adaptação social e seu desempenho na escola. No Brasil, a cirurgia é feita pelo SUS em centros especializados.
O implante é indicado para crianças surdas com ao menos um ano de idade e adultos com surdez bilateral severa que não tiveram benefícios com o uso de aparelhos auditivos. É necessária uma complexa adaptação para que a pessoa consiga interpretar os sons recebidos.
No estudo, foram avaliadas crianças de 88 famílias, com idades de oito a 16 anos. Elas e seus pais tinham que responder a um questionário sobre a saúde física, mental e emocional, relacionamento social e desempenho escolar. As respostas foram similares às de crianças e adolescentes ouvintes, sem implante.
Para Domingos Lamônica Neto, otorrinolaringologista da equipe de implante coclear da USP de Bauru, a criança já tem um ganho na qualidade de vida a partir do momento em que recebe o implante. “Desde o momento em que ela ouve pela primeira vez, já é possível sentir uma mudança positiva na parte emocional, familiar e educacional”, diz.
Segundo a psicóloga Midori Otake Yamada, da equipe de implante coclear do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (Universidade de São Paulo) de Bauru, o envolvimento da família é fundamental para estimular o desenvolvimento da linguagem e a interação social das crianças e dos adolescentes. “Comunicação é interação. Se a mãe não aceita a surdez da criança, não brinca ou não conversa com ela, esse processo falha”, afirma.
Yamada diz também que a qualidade de vida dessas crianças está ligada ao trabalho de uma equipe especializada, com otologista, fonoaudiólogo, assistente social e psicólogo. Para os adolescentes, especialmente as meninas, a adaptação ao aparelho é mais difícil. “Alguns têm vergonha da unidade externa.”
A fonoaudióloga Silvia Badur Curi, que acompanha pacientes implantados no Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), lembra ainda que a qualidade de vida depende da idade em que é feita a cirurgia.
Quanto mais tarde o implante for feito, mais trabalho envolvendo a terapia será necessário para o desenvolvimento da linguagem. “É uma corrida contra o tempo, mas, mesmo com “atraso”, a pessoa pode adquirir uma boa evolução”, diz.
“Ela canta, toca violão, faz de tudo”
Fazia um mês que a professora Délia Maria César, 59, havia sido aprovada num concurso público para dar aulas para surdos quando ela descobriu que a filha de dois anos não escutava. “Todo mundo dizia que era coincidência de Deus, mas, na época, eu fiquei revoltada e entrei em depressão”, conta.
Hoje, dez anos depois da descoberta e sete após a cirurgia de implante coclear da filha, Délia é categórica ao afirmar que Beatriz César, 12, tem a mesma qualidade de vida de outras crianças. “Ela toca violão, joga futebol, canta no karaoke, faz tudo o que as outras crianças fazem.”
Délia diz que Beatriz nunca teve problemas na escola. “Ela não sofre preconceito, tem autoconfiança. Quando eu quero explicar muito alguma coisa para ela, eu é que levo bronca”, conta, rindo.
Como o título do post já explica muito bem, finalmente os cariocas não vão mais precisar se deslocar para poder fazer o Implante Coclear pelo SUS. O que é importantíssimo, já que nem todo mundo pode pagar e muito convênio dá uma verdadeira dor de cabeça para cobrir a cirurgia (e tem o inconveniente de não cobrir ativação nem mapeamento, que custa pesado pagar isso do bolso, viu?).
Mas agora… ah, vale ler a notícia na íntegra:
No dia 18 de dezembro de 2009, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) foi credenciado, pelo Sistema Único de Saúde, a fazer a cirurgia de implante coclear, também conhecido como ouvido biônico. O hospital é o único lugar no estado do Rio de Janeiro a prestar tal serviço. Agora, os pacientes não são mais obrigados a se deslocar a São Paulo para realizar a cirurgia.
A professora Maria Isabel Kós, chefe do Serviço de Fonoaudiologia do HUCFF e coordenadora do Programa de Saúde Auditiva, explica que o implante coclear permite aos surdos que a audição seja quase que completamente restaurada. Para realizar o procedimento é necessário que o problema se localize na cóclea, órgão do ouvido interno que transforma sons em impulsos elétricos. Quase 99% das perdas auditivas enquadram-se neste caso, e podem ter causas variadas, como meningite e rubéola, além de doenças genéticas.
O procedimento consiste em implantar eletrodos no ouvido interno, que farão o papel da cóclea. Externamente, é colocado um aparelho que capta os sons do ambiente e os manda, por uma antena, para a parte interna. O som produzido é diferente do captado pelo ouvido normal, mas permite resultados muito além do aparelho de audição convencional.
“O tratamento é realizado em conjunto com o Serviço de Otorrinolaringologia, coordenado pelo professor Shiro Tomita, e vai desde uma avaliação da perda auditiva, com a audiometria, até testes como a tomografia e a ressonância magnética. Antes da cirurgia, o paciente conversa com psicólogos e faz também uma avaliação de saúde para atestar a possibilidade de receber anestesia geral”, explica a professora Maria Isabel. A ativação do aparelho não é feita logo após a cirurgia, para que o corte possa cicatrizar. Depois de um mês ele é ativado e o paciente deve fazer tratamento fonoaudiológico para aprender, ou reaprender, a ouvir.
Após a cirurgia, ele deve comparecer mensalmente ao hospital para a calibração dos eletrodos. O tratamento todo é custeado pelo SUS, que antes de credenciar o HUCFF concedia o transporte até São Paulo. Este era um tempo longo que trazia custos tanto para pacientes quanto para a prefeitura. Agora, com a possibilidade de tratamento no Hospital Universitário, mais pessoas podem ter esse benefício.
No dia 18 de dezembro de 2009, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) foi credenciado, pelo Sistema Único de Saúde, a fazer a cirurgia de implante coclear, também conhecido como ouvido biônico. O hospital é o único lugar no estado do Rio de Janeiro a prestar tal serviço. Agora, os pacientes não são mais obrigados a se deslocar a São Paulo para realizar a cirurgia.
A professora Maria Isabel Kós, chefe do Serviço de Fonoaudiologia do HUCFF e coordenadora do Programa de Saúde Auditiva, explica que o implante coclear permite aos surdos que a audição seja quase que completamente restaurada. Para realizar o procedimento é necessário que o problema se localize na cóclea, órgão do ouvido interno que transforma sons em impulsos elétricos. Quase 99% das perdas auditivas enquadram-se neste caso, e podem ter causas variadas, como meningite e rubéola, além de doenças genéticas.
O procedimento consiste em implantar eletrodos no ouvido interno, que farão o papel da cóclea. Externamente, é colocado um aparelho que capta os sons do ambiente e os manda, por uma antena, para a parte interna. O som produzido é diferente do captado pelo ouvido normal, mas permite resultados muito além do aparelho de audição convencional.
“O tratamento é realizado em conjunto com o Serviço de Otorrinolaringologia, coordenado pelo professor Shiro Tomita, e vai desde uma avaliação da perda auditiva, com a audiometria, até testes como a tomografia e a ressonância magnética. Antes da cirurgia, o paciente conversa com psicólogos e faz também uma avaliação de saúde para atestar a possibilidade de receber anestesia geral”, explica a professora Maria Isabel. A ativação do aparelho não é feita logo após a cirurgia, para que o corte possa cicatrizar. Depois de um mês ele é ativado e o paciente deve fazer tratamento fonoaudiológico para aprender, ou reaprender, a ouvir.
Após a cirurgia, ele deve comparecer mensalmente ao hospital para a calibração dos eletrodos. O tratamento todo é custeado pelo SUS, que antes de credenciar o HUCFF concedia o transporte até São Paulo. Este era um tempo longo que trazia custos tanto para pacientes quanto para a prefeitura. Agora, com a possibilidade de tratamento no Hospital Universitário, mais pessoas podem ter esse benefício.
A melhor coisa da tecnologia é, sobre tudo, a possibilidade dela ser utilizada para corrigir ou curar doenças/deficiências humanas (e em animais também, afinal, o ser humano é inteligente para o bem comum, não somente para si) melhorando a qualidade de vida de uma pessoa.
Ainda que nem todo mundo busque corrigir aquilo que vai contra o padrão - com todo o direito e compreensão do mundo, cadum cadum, como dizem – para os que buscam uma evolução da condição física ou sensorial, ficar de olho nas notícias se torna um hábito.
Mais uma vez, essa notícia é contribuição do Marcus, um amigo orkutiano implantado há quase uma década. A notícia é meio antiga, mas eu mesma só soube disso recentemente e achei bem interessante trazer pro blog…
A idéia de implantar minúsculos aparelhos auditivos eletrônicos no ouvido interno de pessoas com surdez profunda tem cerca de 30 anos – uma idéia radical para a época, quando a miniaturização da eletrônica dava seus primeiros passos.
Agora, cientistas da Universidade de Michigan, Estados Unidos, estão sugerindo um passo ainda mais radical para o tratamento de casos de surdez muito graves: implantar um dispositivo diretamente no nervo auditivo.
Implante no nervo auditivo
Ainda que a proposta ainda gere dúvidas sobre as possibilidades da tecnologia atual, a equipe do Dr. John C. Middlebrooks acaba de demonstrar em animais que a implantação de um conjunto de eletrodos ultrafinos diretamente no nervo auditivo permite a transmissão de uma grande faixa de sons diretamente para o cérebro.
A imagem mostra um desses eletrodos. Dezesseis deles são inseridos no nervo auditivo com um espaçamento entre eles de apenas 1/10 de milímetro. “Em virtualmente todos os aspectos, eles funcionam melhor do que os implantes cocleares,” diz Middlebrooks.
Implantes cocleares
Os implantes cocleares, agora já tradicionais, também são formados por conjuntos de pequenos eletrodos que recebem sinais de um processador de sons externo. Mas esses implantes não ficam em contato com o nervo auditivo – eles ficam separados por um fluido e por uma parede óssea.
“O efeito é como conversar com alguém do outro lado de uma porta fechada,” diz o pesquisador. Com a estimulação intraneural, esse efeito desaparece. E a ativação direta das fibras permite a transmissão de freqüências mais precisas, além de reduzir a energia necessária para que o aparelho funcione e a interferência entre os diversos eletrodos quando vários são acionados simultaneamente.
Testes clínicos
Os resultados são promissores e, se a continuidade dos experimentos não demonstrar nenhum efeito adverso, espera-se que os eletrodos finalmente permitam que os deficientes auditivos possam voltar a ouvir sons de baixa freqüência comuns nas conversas normais, assim como conversar comodamente em ambientes ruidosos, identificar vozes altas e baixas e até apreciar música – todas áreas nas quais os implantes cocleares, embora fantásticos, têm limitações significativas.
O consumo de energia do novo implante é extremamente baixo, o que permite aos pesquisadores sonhar com uma versão futura que seja totalmente implantável, não dependendo de baterias externas. Eles ainda terão que fazer novos experimentos em animais antes de passar aos testes clínicos em humanos. Segundo Middlebrooks, a nova tecnologia levará de cinco a 10 anos para estar disponível para uso.
Bibliografia:
Auditory Prosthesis with a Penetrating Nerve Array
John C. Middlebrooks, Russell L. Snyder
Journal of the Association for Research in Otolaryngology
June, 2007
Vol.: Volume 8, Number 2
DOI: 10.1007/s10162-007-0070-2
Todo mundo sabe que o IC tem parte interna e externa, né? Mas, como nem todo mundo teve o prazer de ver um ciborguezinho zanzando por ai, segue imagens do atual implante:
Parte interna, colocada no interior da coclea, que fica conectado com a parte externa, por uma antena (de imã) subcutânea.
Parte externa: processador da fala (que fica pendurado atras da orelha) e antena externa (com imã)
Embora o implante seja a melhor tecnologia de auxílio a alguns casos de surdez (não é recomendado nem útil pra 100% dos casos) ainda há alguns inconvenientes pra algumas pessoas. Por exemplo, ele não é à prova d’água e a gente tira pra dormir (o que eu considero ótimo). Pensando nisso, as empresas que desenvolvem os implantes, lançaram recentemente uma versão totalmente interna (ainda em fase experimental e dependendo de aprovação).
Segue a matéria da Folha de São Paulo, na integra:
Novo aparelho de surdez é invisível
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
Os aparelhos de surdez visíveis podem estar com os dias contados. Um novo sistema totalmente implantável está sendo testado no Hospital das Clínicas de São Paulo. Sete pacientes já passaram pela cirurgia, ainda experimental no Brasil.
O equipamento só é indicado para pessoas com perda auditiva moderada ou severa. É colocado através de um corte atrás da orelha e fica totalmente imperceptível. O aparelho promete mais qualidade sonora.
Segundo o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelas primeiras cirurgias no país, ele permite uma distinção mais eficiente dos diversos ruídos que ocorrem ao mesmo tempo.
“O som é muito mais natural do que no aparelho eletrônico comum. E a pessoa fica 24 horas com o aparelho ligado. Não precisa tirá-lo para dormir, para tomar banho ou para fazer esporte, como acontece com o aparelho comum”, afirma.
Outra vantagem é que a bateria do implante dura de sete a dez anos (é trocada com uma nova cirurgia, mais simples). A dos aparelhos eletrônicos atuais dura, no máximo, 15 dias.
“Esse é o primeiro passo para o futuro. Em 20 anos, ninguém mais vai andar com aparelho pendurado no ouvido.”
O implante pode ser ajustado por controle remoto. A pessoa pode aumentar ou diminuir o volume, ligar e desligar. Também tem programas que se ajustam automaticamente em locais ruidosos ou silenciosos.
Por enquanto, o implante é vendido a US$ 18 mil apenas na Europa. Nos EUA, a FDA (agência americana que regula fármacos e equipamentos) ainda não o aprovou. Espera mais testes de segurança, especialmente se houver a necessidade de reverter a cirurgia.
Segundo a médica Mariana Hausen, representante da Câmara Técnica de Implantes da AMB (Associação Médica Brasileira) na área de otorrinolaringologia, durante a cirurgia é feito um corte em um dos ossículos do ouvido, a bigorna.
“A FDA quer saber, por exemplo, se esse osso pode ser reconstituído se houver uma falha e o aparelho tiver que ser retirado”, explica.
Das 300 cirurgias feitas até agora, apenas três foram revertidas, com a reconstrução da bigorna-todas com sucesso, segundo Hausen. “A FDA ainda considera esse número pequeno. Mas acontece que a reconstrução só pode ser feita se houver falha. E o índice de falhas foi pequeno. Não se pode quebrar a bigorna de alguém que escuta e reconstrui-la só para teste.”
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve avaliá-lo a partir de fevereiro de 2010, quando termina o estudo clínico realizado USP. O trabalho é financiado pela empresa Envoy Medical, fabricante do implante.
Na opinião de Hausen, dificilmente o SUS ou os convênios médicos brasileiros irão custear o aparelho em razão do alto custo e do fato de existirem alternativas mais baratas.
“Ele é uma nova opção, mas não é o único tratamento. Oferece mais qualidade de som e resolve a questão estética. Muitas pessoas, especialmente as mais jovens, relatam preferir não escutar direito a ter que usar os aparelhos externos.”
A equipe do HC-SP é a mesma que me operou, heim? Hehehe
Só acho triste que tenha gente que prefira não ouvir só pra não usar próteses (embora não querer ouvir por pura opção, não tenho nada contra), mas cada um, cada um, né?
A única coisa que eu considero imperdoável é quem é contra o implante dos outros. Tem gente que é realmente contra o IC, como se fosse uma agressão contra os deficientes auditivos. Acho que quem quer fazer faz, quem não quer fazer não faz. Pais de crianças surdas devem se informar sobre o Implante/Oralização e sobre a Libras/Cultura Surda e optarem (e participarem ativamente) no que acreditarem ser mais adequado, tudo tem dois lados e não existe opção errada, se for feita de forma consciente.
Falando nisso, um amigo fez um topico legal no blog dele, falando sobre respeitar as opções de diversidade. O senso de humor dele é meio politicamente incorreto, mas eu gostei desse post dele: link. Acho até que combina (vagamente) com o que escrevi hoje (será?).