Em dezembro passado, fiz dois anos de ativada (meus dois anos de implantada foram comemorados em 21 de outubro).
E comemorei esse aniversário da melhor maneira possível: fazendo um upgrade da parte externa do IC: troquei o processador Freedom pelo Nucleus 5, o modelo mais novo da Cochlear.
Foi um presente inusitado que ganhei de natal, da minha amada mamãezinha, a melhor mãe do mundo.
Então, fiquei 1 mês enrolando para trazer essa novidade ao DNO, porque queria poder falar um pouco a respeito do aparelho e contar se vale a pena trocar de processador.
Assim, a primeira vista, o N5 é muito mais bonito, esteticamente falando, que o Freedom (sem menosprezar o modelo lindinho que me trouxe de volta ao mundo dos sons, heim? Sou super fã do Freedom) porque tem um design mais retinho e mais fino, que encaixa melhor atrás da orelha.
Logo que a Dra. Valéria abriu a caixa do kit do N5, já sabia que seria uma grande história de amor…
No quesito qualidade de som, a principal diferença é com música. Achei absolutamente mais fácil separar a voz/letra dos instrumentos/melodia. Para quem sofria pra caramba para entender mesmo músicas conhecidas que sabia de cor, o N5 me fez dar um salto gigantesco no que toca a compreensão da música.
Vozes em geral, não percebo muita diferença, porque o problema é comigo e não com o processador. O que já era claro, ficou mais claro. O que não era tão claro, continua na mesma. 23 anos de privação sonora, né? Porém, uma vantagem absoluta do N5 em relação ao Freedom é controle remoto. Como programa, volume e sensibilidade podem ser trocados sem retirar o aparelho da orelha, facilita MUITO poder mexer na sensibilidade do microfone em ambientes barulhentos, deixado-o mais “fechado” e dando mais foco para a voz da pessoa ao meu lado.
Isso do controle remoto realmente facilita muito para quem, tal como eu, gosta de mexer com frequencia na sensibilidade e no volume. Sei que muita gente deixa sempre igual, mas eu gosto de abaixar e aumentar conforme as minhas necessidades.
Outra supervantagem do aparelho é que ele teve otimização da bateria e, em vez de 3 baterias descartáveis, usa apenas duas, o que torna relativamente mais barato comprar bateria descartável. Se bem que eu achei a bateria recarregável excelente e prefiro ela em relação à descartável. Isso, por sua vez, torna também o aparelho mais fino e mais levinho e minha orelha agradece!
A antena é menorzinha e, por isso, mais discreta, perdendo-se melhor entre o cabelo. Não que eu tenha vergonha de usar o IC, saio bastante com o cabelo preso e o IC à mostra (sim, as pessoas olham, porque ficam curiosas, mas é porque pouca gente usa, né?), mas a parte da antena sumir entre o cabelo tem a vantagem de não se destacar no penteado hehehe
Quanto aos ruidos ambientes, que eram algo que eu já identificava com facilidade, ficaram absolutamente muito mais fáceis de se reconhecer, já que tenho a impressão que o N5 separa melhor inclusive os ruídos ambientes.
De modo geral, achei o som mais puro e claro que o Freedom, então compensa a troca sim.
As únicas desvantagens: Pra quem gosta de trocar volume e sensibilidade o tempo todo, é necessário andar com o controle remoto pra cima e pra baixo, já que eles só podem ser alterados via controle. O N5 tem apenas 2 botões: um para ligar/trocar o programa e outro para ativar/desativar a bobina (clicando nos dois ao mesmo tempo, dá pra travar os botões, o que é ideal pra criança pequena que fica mexendo). Isso me deixa meio aflita de perder o controle. Ou de roubarem, já que parece bastante com um celular.
Outra coisa que notei é que, às vezes, a programação muda sem querer, já que o botão de ligar é o mesmo de trocar o programa. Mas, nada que não seja rápido de resolver. E sim, sempre noto quando a programação muda.
Por uma questão de privacidade, prefiro não falar quanto custou comprar o N5 (até porque foi presente, né?). Mas caso alguém tenha interesse de mudar do 3G ou Freedom pro Nucleus 5, passo os contatos.
Se tem algo pelo qual acredito que vale a pena se manifestar é para manterem a nossas opções de lazer. Viver só de obrigações ninguém merece.
Recentemente, os surdos oralizados e/ou usuários da língua portuguesa e mais um monte de gente que curte ouvir áudio original (ao contrário de algumas estrelas globais que não gostam de ler legenda, porque não querem ter que pensar, afinal pensar é algo muito trabalhoso pra essa gente) sofreram um desfalque no que toca à acessibilidade na programação das tvs a cabo – e na verdade, nas salas de cinema também – que decidiu mudar a prioridade de programação legendada para programação dublada.
Longe de mim negligenciar o direito dos deficientes visuais (que provavelmente preferem audiodescrição à programação simplesmente dublada, mas qualquer acessibilidade é menor que nada), aos analfabetos e às pessoas com preguiça de ler, de terem acessibilidade e uma programação legendada.
Mas, em tempos de TV Digital, o mínimo esperado é que haja acessibilidade para todos. Perfeitamente possível que as operadoras disponham de legenda oculta, além do audio original, acionáveis a critério do espectador, que paga por aquela programação.
Quem quiser saber mais detalhes de como isso poderia ser feito, dá uma lida nesse texto da minha coluna do Acessibilidade Total, que fala sobre isso: Cadê as legendas da TV a cabo?
A ANATEL já realizou uma audiência publica para o debate das novas regras de serviço, mas ainda dá tempo da gente se manifestar, pedindo legenda pra quem gosta de ler, pedindo acessibilidade, para quem não consegue compreender apenas ouvido.
E mais um ano se encerra, para dar inicio a outro ano (adoro frases que dizem coisas óbvias).
Lembro que em 2010, eu agradeci a companhia dos leitores. Mas, esse ano, meu agradecimento será diferente.
Em 2011, eu já não tinha tantas novidades para contar. O IC tem esse dom, ele se torna parte de nós e deixa de nos deslumbrar, porque se torna algo ‘banal’. O DNO foi feito, na maior parte, por contribuições de várias pessoas. E entrevistas. E histórias compartilhadas. Este ano, os ‘leitores’ que fizeram o DNO.
Alias, não apenas o blog, mas fizeram também um pouco da minha história. Pelos ‘filmes’ que fizeram sobre o blog. Pelos implantados que conheci depois da cirurgia, depois da ativação. Pelas histórias pré-cirurgia que acompanhei por meses. Agradeço a todos pelo carinho de compartilhar suas vidas comigo (e com os outros leitores)…
Cada pessoa que opta pelo Implante Coclear, graças ao DNO, acaba fazendo com que este espaço cresça cada vez mais. Deixa de ser um blog “meu” para se tornar uma história “nossa”.
Por isso, desejo que todos vocês tenham um ótimo final de ano, com as melhores festas e que 2012 venha pleno de prosperidade e luz, em todos os sentidos!
Mas, aproveitando pra divulgar algo mais… No primeiro sábado de 2012, haverá um mini encontro de implantados no Rio de Janeiro. Estarei lá e, pra quem estiver no Rio na data, será uma excelente ocasião pra encontrar outros implantados e pais de implantados em plena capital carioca, de maneira bem informal e tranquila.
Data: 07/01/12
Horário: 10h
Local: Confeitaria Colombo – Praia de Copacabana – Posto 6
Vamos, pessoal?
Beijinhos sonoros e um ótimo final de 2011 e começo de 2012,
Semana passada, soube que saiu uma matéria sobre meu trabalho aqui no DNO na revista A República (Revista da Associação Nacional dos Procuradores da República).
Essa entrevista se deve à minha participação no documentário feito pelo MPF/MS em homenagem ao Dia da Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro). Já coloquei o vídeo aqui, mas caso alguém não tenha visto: http://www.youtube.com/watch?v=iCRCeqhK1KQ
O mais legal é que me fizeram várias perguntas, mas na hora de editar, minha fala se resumiu justo à minha frase mais importante, que eu repito à exaustão: “É preciso parar de achar que Acessibilidade é um favor que se faz aos outros. Acessibilidade é uma necessidade, uma obrigação social, justamente porque é para todos. Qualquer pessoa pode tornar-se deficiente temporária ou permanentemente.” Por é isso mesmo. Quem está livre de quebrar uma perna e precisa de uma rampa? Ou adquirir uma deficiência permanente? Não achem que deficiência só acontece na casa dos outros, é uma realidade que qualquer um poderia, a qualquer momento, ser obrigado a encarar. Por isso, tornar tudo acessível é um direito de e para toda a sociedade!
Sábado agora, dia 26 de novembro de 2011, será nosso encontro de 10 anos do Fórum do Implante Coclear, aqui em São Paulo Capital.
Acho que já ficou meio em cima para se inscrever (mas confirmação, só com a Renata Lé, pelo email: renataclef@gmail.com ) com antecedência. Mas, ainda dá pra ir pagando na porta.
Quando: dia 26/11/2011 das 12h às 17h Onde: no Espaço Zumba, R. Onze de Junho, 1290. Vila Clementino (fica perto da estação Santa Cruz do Metrô) Porque: Para comemorar os 10 anos de sucesso do FIC com os paulistas, a comissão de organização do evento escolheu um buffet infantil com brinquedos e monitores (e até um minizôo, para a criançada implantada ou não poder se divertir tanto quanto nós, adultos, nos divertimos batendo papo). Quanto: Valores por pessoa
- Crianças de 0 a 7 anos de idade – Grátis
- Crianças maiores de 8 anos até 12 anos – R$ 20,00
- A partir de 13 anos – R$ 40,00