Alargador auditivo

Escrito por laklobato em 11/02/2010

Que muita gente deixa de usar prótese auditiva por vergonha é uma realidade, triste, mas real. Fazer o que? Se tem quem prefira não ouvir a usar o AASI, a gente respeita, né? Direito inalienável (acho que a palavra é essa) de cada um.

Mas, tem uns gringos que pensam longe e resolveram… hummm, modernizar… o layout do troço.

Verdade que ficaria modernoso e talvez ajude algumas pessoas, mas não sei não, heim?! Digamos que é um projeto, no mínimo, bastante ousado.

Saca só esse novo modelo de AASI:


Repara bem no alargador...

Repara bem no alargador...

Yes, o projeto é um aparelho em forma de alargador.

Yes, o projeto é um aparelho em forma de alargador.

Sei não, apesar de eu ter aberto a cabeça pra inserir o Implante Coclear, não sei se furaria a orelha pra usar esse alargador hehehe

Via: Gizmodo

Beijnhos sonoros

Lak

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Visual Sound e o futuro do telefone.

Escrito por laklobato em 26/01/2010

Voilà, mais uma contribuição do Edu, meu geekzinho de estimação fissurado em tecnologia (especialmente essas que podem melhorar a qualidade de vida de uma pessoa com deficiência).

Bom, que a tecnologia já evoluiu muito, disso não discordo. Antigamente, quem não tinha audição, não tinha como se virar mesmo. Depois, chegaram os pagers ao mercado. Que, com a internet, quebrava um galhão, porque dava para entrar no site da operadora e digitar a mensagem. Mas, não era todo mundo que tinha pager…

Na sequência, chegou o celular com SMS. Ai sim, tornou-se prático, porque quase todo mundo tem celular. Ainda mais quando aliado a internet, com os MSNs, ICQs, gTalks e programas de conversação.

Mas, claro que nem todo  mundo fica satisfeito. Até porquê, quando se trata de resolver burocracias, ao telefone, a gente continua sofrendo. Afinal, nem todas as empresas tem Atendimento Online, muitas usam o serviço de TS (telefone para surdo) que a maioria de nós sequer tem o aparelho em casa, visto que só serve para ligar para outro aparelho igual.

Felizmente, nem todo mundo vê a vida da forma X e fica satisfeito (ou simplesmente reclamando que “é horrível, mas não dá pra mudar”). Tem gente que pensa alto e decide mudar… Foi justamente um desses projetos que deu origem a um textinho bacana extraído do Gizmodo.

Não damos muita atenção aos usuários de telefones de surdos, mas o estudante Suhyun Kim do Pratt Institute tem trabalhado arduamente neste conceito impressionante chamado Visual Sound, que converte voz em texto e vice-versa. O dispositivo enrolável tem uma tela tátil para o texto ser digitado e depois convertido em voz para a outra pessoa na linha, cujo áudio, em seguida, se transforma em texto para o usuário surdo do telefone poder ler. Se o conceito do Visual Sound for colocado em produção, eu serei um dos primeiros a ter um – ele não apenas parece ótimo, mas pode ajudar quando telefonar de locais barulhentos, como eu estou acostumado a fazer.

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Infelizmente, ainda  é um conceito. Mas, no dia que deixar de ser, compro o meu pra ontem (mesmo que eu consiga falar maravilhosamente bem ao telefone com o IC, vai ser a desforra de todos os anos de reclusão telefônica!!). O melhor é que, tal como o pessoal do Gizmodo já disse, serve também para ouvintes, já que deve ser ótimo para locais barulhentos ou aqueles dias em que você acordou meio rouquinho…

hihihi

Beijinhos sonoros,

Lak

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O céu é o limite

Escrito por laklobato em 19/01/2010

Há um tempo atrás, minha amiga Diéfani publicou uma série de texto no blog dela, Igualmente Diferentes, sobre pessoas famosas com deficiência auditiva. Uma delas, era a atriz americana Marlee Matlin, surda.

De vez em quando, alguém comenta que “viu uma atriz surda nalgum programa” e me pergunta se eu sei de quem se trata.

Sei quem ela é, claro, porque por uma dessas coincidências inexplicáveis do destino, ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz exatamente 1 mês depois de eu perder a audição. O que foi absolutamente fundamental para eu saber que não existia limite para a minha limitação sensorial.

Segue abaixo uma minibiografia da atriz, devidamente sequestrado do Blog da Di, com os devidos créditos, claro.

Marlee Beth Matlin nasceu em Morton Grove, Illinois no dia 24 de Agosto de 1965. Ficou surda devido a seqüelas deixadas por roséola quando tinha somente 18 meses de vida, o que a fez  perder completamente a audição no ouvido direito e 80% no ouvido esquerdo. Ela terminou o colegial na John Hersey High School, que apesar de ser uma escola normal, sempre foi muito bem renomada por sua acessibilidade para pessoas com deficiência, especialmente aos surdos. Depois de terminar o colegial, freqüentou Harper College por dois anos.

Marlee com a estatueta do Oscar, em 1987.

Marlee com a estatueta do Oscar, em 1987.

Marlee debutou nos palcos quando tinha 8 anos como Dorothy, em uma adaptação de O Mágico de Oz realizada pelo Centro Internacional de Surdez e Artes. Ainda trabalhando em adaptações especiais, Marlee foi descoberta por Henry Winkler e estreou nos cinemas com Children of a Lesser God (traduzido para o português como: Os filhos do silêncio) que deu a ela o Oscar de melhor atriz, tornando-a a atriz mais jovem a receber uma estatueta e também lhe rendeu um Globo de Ouro por melhor atriz na categoria drama.

Matlin atuou em várias séries televisivas como CSI:NY, E.R., Desperate Housewives, Reasonable Doubts, Seinfield, The Outer Limits, Law and Order, Blues Clues e the West Wing.Em 2006 ela integrou o time do programa Extreme Makeover: Home Edition e tamém escreveu um romance chamado Deaf Child Crossing que foi baseado em sua própria infância.

Foi também em 2006 que Marlee estrou em The L Wordcomo uma escultora lésbica e surda. Ela apareceu nas temporadas 4,5 e 6 como namorada de Bette Porter ( Jennifer Beals). Foi esse papel que fez com que ela ficasse conhecida e fosse muito admirada pela comunidade LGBT.

Em The L Word, além de Jennifer Beals, Marlee atuou ao lado de grandes nomes como Cybill Shepherd, Laurel Holloman e Pam Grier.

Em The L Word, além de Jennifer Beals, Marlee atuou ao lado de grandes nomes como Cybill Shepherd, Laurel Holloman e Pam Grier.

Marlee continou fazendo algumas participações especiais em seriados e em 2008 participou do programa Dancing With the Stars e foi muito bem até ser eliminada na 6ª semana. Ela foi a primeira deficiente auditiva a participar do programa.

Em Dancing With the Stars com Fabian Sanchez

Em Dancing With the Stars com Fabian Sanchez

Além de atriz, Marlee está envolvida em várias causas beneficentes como; Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation, VSA artes, e a Cruz Vermelha. Ela recebeu doutorado honorário da Gallaudet University em 1987 e em 2007 foi apontada para fazer parte do Comitê de Confiança da Gallaudet University.

Matlin é casada desde 1993 com o policial Kevin Grandalski. O casal tem 4 filhos; Sara Rose nascida em 1995, Brandon Joseph nascido em 2000, Tyler Daniel que nasceu em 2002 e Isabelle Jane nascida em 2003.

Com o marido, Kevin Grandalski e os filhos.

Com o marido, Kevin Grandalski e os filhos.

Em Abril de 2009, Marlee lançou outro livro entitulado I’ll Scream Later (Eu Gritarei Depois) onde fala de sua relação abusiva com o ator William Hurt, e conta sobre o abuso sexual que sofreu nas mãos de uma babá.

Espero que gostem.

Beijinhos sonoros,

Lak

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Toda imagem tem um som

Escrito por laklobato em 07/01/2010

Como eu falei no post de ontem, ouvir pra mim, tem muito mais apelo psicológico do que imagina a maioria dos ouvintes comuns. Porque meu cérebro teve que suprir a ausência do som de alguma forma. E, como já ouvi um dia, ele usou sons já conhecidos para explicar, de forma visual, os motivos observados. Ops, falei difícil! Rola comigo, mais ou menos o seguinte: ao contrário do que se pensa, minha cabeça não é um silêncio constante. É claro que auditivamente, eu não ouço praticamente nada sem as próteses, mas mentalmente, imagino um som para boa parte das coisas que tem som, apenas olhando para aquela coisa.
Por isso que o Implante Coclear tem me deixado tão maravilhada. Eu ouço, auditivamente, outra vez coisas que apenas imaginava e, muitas vezes, o som é bem aproximado daquilo que eu imagino.
Isso porque, ainda que eu tenha ficado surda relativamente cedo, tive tempo de sobra pra formar uma identidade mental auditiva.
Ontem, fuçando na net, me deparei com uma propaganda (sou publicitária, lembra? gosto muito de fuçar em comerciais, campanhas, peças de publicidade expostas por aí) que me deixou embasbacada, com a genialidade simples de explicar, visualmente, o que eu tento tanto dizer sobre sons.

As peças foram feitas pela agência DM9DDB, para produtora de som SaxsoFunny.

Eu nem precisaria tocar nas peças pra ‘ouvir’ os sons, ouço mentalmente só de olhar os pôsteres. Não sei se com vocês rola a mesma coisa, mas ainda vale a pena dar uma olhada. A idéia é absolutamente fantástica! Tiro o chapéu pra equipe que as criou!

sax1

sax2

sax3

No site que fala originalmente dessa campanha, tem um video também, se alguém estiver interessado. Link pra lá.

Beijinhos,

Lak

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Concurso do viajólogo.

Escrito por laklobato em 30/06/2009

O blog do Padrinho (Jairo Marques, colunista oficial da Folha de São Paulo, eu e uns amigos que começamos a fazer blog depois de viciar no Assim Como Você chamamos ele assim) está fazendo um concurso super bacana pra promover a primeira agência de turismo do Brasil especializada em viagens acessíveis pra quem tem uma deficiência, porque afinal de contas, viajar pode ser uma dor de cabeça quando se precisa de carro/quarto/banheiro/passeio adaptado: a Accessible Tour

O prêmio pra quem criar um slogan pra essa agência é um final de semana, com direito a acompanhante, pra um dos destinos à escolha: um final de semana no Rio de Janeiro ou Foz do Iguaçu.

Qualquer um pode participar, com uma ressalva: (copiando o termo usado pelo Jairo, infiltrado é quem não tem deficiência nenhuma, mas batalha assim mesmo por melhor acessibilidade de quem tem deficiência nesse mundo) “Infiltrado poooode, tio?” Pode, maaaaas… caso o vencedor seja uma pessoa sem deficiência, NECESSARIAMENTE, o acompanhante precisa ser um “malacabado”. A ideia é fazer esse povo viajar, então, assim, a gente não exclui ninguém, mas mantém o propósito do concurso!”

Pra concorrer, é preciso criar um slogan de até cinco linhas para a Accessible Tour. Você pode participar com quantas frases quiser.  Mas cada criação deve estar em um email diferente. O título da mensagem tem de ser: “A viagem dos meus sonhos” e precisa chegar impreterivelmente até o dia 31 de julho no email jairo.marques@grupofolha.com.br. Coloque seu nome, endereço e um telefone de contato.

Quem quiser ler mais a respeito: Concurso Accessible Tour – Assim Como Você

Resolvi dar uma divulgada por aqui, porque não sei se todo mundo que acompanha meu blog, acompanha o dele também (mas deveria).

Vamos participar!! Afinal, viajar é a melhor coisa do mundo. Meu sonho era ser viajóloga (alguém que ganha a vida simplesmente viajando pra curtir hihihi)

Beijos

Lak

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