O problema não é que eu seja contra a obrigação das escolas de disporem dessa modalidade de ensino, mas da maneira em que está sendo proposto, parece que o aluno é obrigado a aprender em LIBRAS e não a escola é obrigada a oferecer a matéria (ou as outras matérias, nesse idioma).
Porque, sejamos sinceros, uma lei não pode dar margem pra dupla interpretação e não são todos os alunos com deficiência auditiva que querem ter aula de LIBRAS obrigatoriamente. Repetindo algo que eu já cansei de falar: deficiência auditiva não forma um grupo homogêneo, ela pode se dar em qualquer fase da vida e existe várias maneiras de se lidar com ela. Usar a língua de sinais não é a única forma e não é necessariamente a melhor pra todo mundo, portanto, ela não é o único recurso que deve ser levado em consideração.
Enfim, semana passada tive o prazer de ler no blog SULP (Surdos Usuários da Língua Portuguesa) sobre um outro Projeto de Lei, o 6706/06, que também fala de educação especial, oferecendo LIBRAS e Braile para quem precisa (e quer), mas que também fala sobre oferecimento de outros recursos de acessibilidade.
A Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira proposta que obriga as escolas públicas e privadas a oferecer a seus alunos com necessidades especiais as linguagens específicas que lhes permitam uma perfeita comunicação, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o sistema Braile.
A proposta, que foi aprovada em caráter conclusivo e segue para o Senado, estabelece que “os sistemas de ensino deverão assegurar aos alunos com necessidades especiais métodos pedagógicos de comunicação, entre eles: Língua Brasileira de Sinais (Libras), tradução e interpretação de Libras, ensino de Língua Portuguesa para surdos, sistema Braille; recursos áudios e digitais, orientação e mobilidade; tecnologias assistivas e ajudas técnicas; interpretação da Libras digital, tadoma e outras alternativas de comunicação”.
O texto aprovado, que altera o capítulo sobre educação especial da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), também amplia o conceito de educação especial. Conforme a definição atual, trata-se da “modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”.
Conforme a proposta, a educação especial é a “modalidade de educação escolar que realiza o atendimento educacional especializado, definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns oferecidos, preferencialmente, na rede regular de ensino”.
As demais características da educação especial, descritas no artigo 59 da lei, são mantidas pela proposta aprovada hoje.
O texto aprovado é uma emenda do relator da proposta na CCJ, Efraim Filho (DEM-PB), que se baseou no substitutivo aprovado anteriormente pela Comissão de Seguridade Social e Família ao Projeto de Lei 6706/06, da ex-senadora Ideli Salvati (PT-SC), hoje ministra das Relações Institucionais.
A proposta original previa apenas a inclusão da Libras no currículo, mas foi ampliado, atendendo às demais pessoas com deficiência. O texto volta para o Senado por ter sido alterado.
Íntegra da proposta: PL-6706/2006
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira
É de projetos assim que precisamos: que ofereçam aquilo que o aluno precisa, de acordo com a necessidade dele e não criar um padrão-do-que-é-certo-pra-categoria, deixando apenas uma parcela das pessoas com tal deficiência satisfeitas e as outras, tendo que engolir goela abaixo uma obrigatoriedade que não condiz em nada com as necessidades intrínsecas da condição sensorial dela.
Como alguém que perdeu a audição em idade escolar, sempre teve português como língua materna e que sempre se virou perfeitamente bem com a leitura labial e a fala oral, é esse o tipo de acessibilidade coerente que eu acredito! Funciona!
Dias 3/4 de dezembro, em Sampa e dias 10/11 de dezembro, no Rio, serão os últimos finais de semana do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito no CCBB, com o filme Tropa de Elite 2.
Foram mais de duas mil pessoas assistindo os filmes do projeto desde novembro do ano passado, no CCBB.
Tropa de Elite 2 encerra temporada gratuita de cinema para público cego e surdo
Em um ano do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito mais de duas mil pessoas assistiram a filmes nacionais com legenda e audiodescrição no CCBB
Com foco no público com deficiência na visão ou audição, o Centro Cultural Banco do Brasil exibiu durante 13 meses os recentes sucessos do cinema nacional com recursos acessíveis que permitem a esse público compreender a história em detalhes e sem a ajuda de um vidente ou ouvinte. O projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito acontece desde 2004 no Rio de Janeiro, e 2008 em São Paulo, mas pela primeira vez ficou em cartaz por um período maior e com exibições um final de semana por mês.
Sempre gratuitas, as sessões contam com sala de cinema acessível e fones de ouvido para o público cego. É através desse fone de ouvido conectado a um receptor de som móvel que o espectador cego recebe a audiodescrição, recurso que descreve tudo o que for relevante para a compreensão da cena, como as ações das personagens, mudanças de cenário e expressões faciais. Esse processo é ouvido em paralelo ao som original e entre as falas do filme para não atrapalhar em nada o entendimento da história.
“Muitos dos cegos quando vão ao cinema precisam da companhia de uma pessoa que enxergue para que esta narre a “história visual” do filme, aquilo que vai além dos diálogos. Com esse sistema, podem assistir ao filme sozinhos, com autonomia”, conta Helena Dale, curadora do projeto.
Para o público surdo é usado o sistema de legenda conhecido como closed caption. Da mesma forma que a audiodescrição traduz as ações que não podem ser vistas pelos cegos, o closed caption transcreve o que está sendo falado e os sons não literais como músicas, risos, aplausos, chuva, etc, que ajudam o espectador surdo a entender a cena com mais clareza.
No Brasil começam a aparecer em salas de cinema comerciais algumas iniciativas no sentido de disponibilizar filmes com recursos de acessibilidade. Para a televisão, foi aprovada este ano a lei que exige das emissoras com transmissão digital, no mínimo, duas horas semanais de programação com recursos audiodescritivos. Até 2020 essas emissoras serão obrigadas a gerar e retransmitir 20 horas semanais de programação com audiodescrição.
As últimas sessões do CNLA acontecem nos dias 3 e 4 de dezembro às 15h, em São Paulo, e 10 e 11 no Rio de Janeiro, às 16h, com o sucesso Tropa de Elite 2.
Nos meses anteriores foram exibidos: Besouro, Budapeste, Chico Xavier, O Bem Amado, Não se pode viver sem amor, É proibido fumar, Sonhos roubados, Proibido Proibir, Quincas Berro d’Água, 5X Favela: Agora por nós mesmos, O Grilo Feliz e os Insetos gigantes e Nosso Lar.
O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo, e conta com acesso e facilidades para pessoas com deficiências físicas e transporte gratuito até as proximidades.
É uma pena que o projeto não continue. Principalmente, porque existem pouquíssimas iniciativas desse gênero pelo país.
De qualquer forma, agradeço à Trixe ao CCBB por nos permitir um ano de 2011 com Filme Nacional Acessível no Rio e em Sampa!
Vamos assistir, pessoal?
Beijinhos sonoros,
Lak
Continuando a saga da nossa luta pró acessibilidade em bancos, empresas e mais um montão de coisas. O que temos observado, ao longo dessa semana que nos mobilizamos para debater, além de acessibilidade, a divulgação do nosso grupo de surdos oralizados, é que falar de deficiência auditiva sem focar na LIBRAS é quase cometer um crime.
Veja bem, a nossa luta não invalida a luta de quem usa LIBRAS. Em momento algum falamos contra ela. Só dizemos que ela não contempla as necessidades de todo e qualquer deficiente auditivo. E que surdos oralizados existem e que precisam de acessibilidade. Boa parte das coisas que pedimos servem para todos os deficientes auditivos, a revelia se são oralizados, sinalizados, bilingues ou bimodais. Se são surdos adquiridos ou congênitos. Se são pré, peri ou pós linguais.
Mas, damos ênfase no grupo de surdos oralizados justamente porque nosso grupo tem pouca divulgação e muita gente nem sabe que existimos. Daí, quando se depara com um surdo oralizado, acha que é um caso raríssimo e por isso, nem deve ser considerado como um grupo que precisa de acessibilidade. Ou acha que não precisamos de nada, já que “estamos tão bem”. Divulgamos o grupo junto com a solicitação de acessibilidade, estamos aproveitando o gancho apenas para debater dois assuntos relevantes…
Só que, durante essa divulgação, aparece um monte de gente reclamando como se falar de surdos oralizados fosse crime. Como ousar falar sobre deficiencia auditiva sem focar na LIBRAS fosse uma ofensa. Veja bem, não estamos falando contra ela, ninguém disse que é desnecessária ou dispensável. Apenas estamos dizemos que nem todo deficiente auditivo se comunica através da LIBRAS somente.
Mais de uma vez, me vi discutindo com alguém que dizia que surdos oralizados não existem. Ou que é um absurdo essa divisão entre os grupos de deficientes auditivos. Ou até falando mal da oralização. Sendo que nossa luta em momento algum fala mal da LIBRAS. Nós reconhecemos a importância da língua de sinais, achamos ótimo que a Lei da LIBRAS esteja em vigor. Sabemos que é fundamental que haja acessibilidade através dela e que é preciso ter interprete em todos os lugares públicos. Mas, ainda assim, os surdos oralizados existem e precisam de acessibilidade também.
O problema maior, talvez, seja o fato das pessoas esquecerem que deficiência pode ser adquirida. E em qualquer momento da vida. Que uma pessoa pode perder a audição de uma hora pra outra. E que talvez não queira aprender outro idioma – sim, porque a LIBRAS é um idioma inteiro, não apenas uma outra forma de comunicação – porque já tem uma língua base.
Teve alguém que me acusou de discriminar os outros surdos e disse que era crime. Respondi que falar de um grupo não invalida o outro. Não negamos que existem surdos que preferem ou só usam LIBRAS, só estamos dando foco no nosso grupo simplesmente porque ninguém o conhece.
Outro foi dizendo: “Surdo oralizado são minoria, então vocês não podem se pautar em vocês”. Simplesmente respondi: “Só porque somos minoria não temos o direito de existir? Nem de reinvindicar o que precisamos?”.
Será mesmo que é tão ofensivo assim falar de surdez sem falar também de LIBRAS? Será que pedir para as necessidades de surdos que falam somente português é tão prejudicial à luta do outro grupo assim? Por que é tão importante invalidar a nossa existência? Por que é tão importante tentar homogenizar os deficientes auditivos e impor à LIBRAS aos oralizados? Essa imposição soa menos injusta que forçar um surdo sinalizado a falar oralmente ou impor o português a eles, por quê?
Não seria mais fácil admitir que existe dois grupos com necessidades distintas, promover acessibilidade a ambos e coexistir em harmonia, sem que as necessidades de um grupo se sobreponha às necessidades do outro grupo?
Tenho certeza que o mundo é grande o bastante para ter espaço suficiente para ambos!
Coisas que me deixam imensamente feliz de divulgar: Cinema nacional legendado exibido no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio e Sampa)
“5X Favela, Agora por nós mesmos” é exibido em versão com recursos de acessibilidade para cegos e surdos, de graça, no CCBB
Inspirado no filme da década de 1960 e considerado o estopim para a criação do Cinema Novo Brasileiro, a produção “5X Favela, Agora por nós mesmos” será exibida nos dias 3 e 4 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, com legenda (closed caption) e audiodescrição para o público com deficiência visual ou auditiva.
A sessão faz parte do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito (CNLA) que conta com uma sala de cinema acessível aberta para o público em geral, e, em especial, para ao público cego e surdo. Os filmes têm recursos de legendagem (closed caption) e audiodescrição. O padrão closed caption transcreve através de legendas o que está sendo falado (informações literais), assim como sons não literais que ajudam ao espectador a compreender melhor o filme (música, risos, aplausos, chuva etc). Na audiodescrição, o sistema descreve, em paralelo ao som original e quando não existe fala dos personagens, ações relevantes, mudança de cena, expressões faciais, com o objetivo de informar ao cego o que está acontecendo.
“5X Favela, Agora por nós mesmos” foi feito por jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual, ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades.
O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo, e conta com acesso e facilidades para pessoas com deficiências físicas e transporte gratuito até as proximidades.
SETEMBRO 2011 (SP: 03 e 04/09 às 15h) e (RJ: 10 e 11/09 às 16h)
“5X Favela – Agora por Nós Mesmos”
Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro.
Atores: Juan Paiva, Pablo Vinícius, Ruy Guerra, Flávio Bauraqui e Renata Tavares.
Duração: 103 min
Ano: 2010
Gênero: Drama
Estúdio: Luz Mágica Produções / Globo Filmes / Videofilmes / Quanta / TeleImage
Distribuidora: Sony Pictures Entertainment / RioFilme
Classificação: 14 anos
Sinopse: Em 1961, cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário, realizavam o filme “Cinco Vezes Favela”. Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges eram aqueles jovens que tornaram o filme um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do Cinema Novo. Passadas quatro décadas, “Cinco Vezes Favela, Agora por Nós Mesmos” reúne dessa vez jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles, João Moreira Salles e muitos outros. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades.
Mais informações à imprensa sobre o CCBB:
Alexandre Yokoi – (11) 3113-3613 – alexandreyokoi@bb.com.br
Eduardo Vasconcelos – (11) 3113-3628 – eudu@bb.com.br
E ai, galera, vamos ao cinema? A gente sempre pede legenda em filme nacional, então temos que aproveitar essas oportunidades sensacionais! Para quem não é do Rio nem de SP, uma razão a mais para visitar essas belas capitais!
Beijinhos sonoros,
Lak
p.s. Como dia 3 é o encontro de Campinas do FIC, pretendo ir na sessão de domingo, dia 4, se alguém quiser me encontrar lá!
No post em que falei sobre meu diálogo na Câmara Municipal, comentei sobre uma tecnologia de amplificação sonora chamado “Hearing Loop” ou Aro de Indução Magnético (em português). A maioria das pessoas veio falar comigo, porque simplesmente desconhece esse aparelho.
Quando expliquei sobre o SISTEMA FM, comentei sobre as dificuldades que uma pessoa que utiliza próteses auditivas pode ter para ouvir em lugares barulhentos, uma vez que os aparelhos de amplificação sonora não conseguem separar tão bem quanto a audição comum os ruídos ambientes da principal fonte sonora, incluindo reverberação (eco) produzida. Por isso, é necessário criar alternativas que facilitem reduzir a quantidade de som absorvida pelos aparelhos, deixando o som mais concentrado naquilo que é necessário ser transmitido, através da tecnologia de transmissão sonora.
Ao contrário do SISTEMA FM, que é um aparelho portátil e, na maioria das vezes, de responsabilidade exclusiva do usuário, o Aro de Indução Magnética é um aparelho instalado diretamente nos ambientes, seja auditório, teatro, cinema, igreja e até mesmo home theater e etc…
Já começo admitindo que nunca experimentei ouvir nada através desse aparelho e tampouco posso dar um testemunho pessoal. Quem sempre fala maravilhosamente bem do hearing loop (eu acostumei com o nome em inglês) é a Sô, do blog SULP. Sô diz que é bem comum encontrar locais com esse aparelho na Argentina. Aqui no Brasil, não lembro de já ter me deparado com algum lugar assim.
Segundo a explicação dela: “O aro magnético é um amplificador adaptado especialmente para levar seu sinal de saída (amplificada) a um cabo que se instala ao redor do perímetro da sala de um teatro, cinema, sala de aula, auditório, etc O resultado dessa instalação é que se produz na superfície do espaço um campo magnético que copia exatamente o sinal audível. Esse sinal é captado pela bobina telefônica do aparelho auditivo, quando este é colocado na posição “T”. O uso deste tipo de amplificador permite uma transmissão direta do som ao aparelho auditivo sem os efeitos adversos da distância, do eco ou do ruído ambiente.”
Segue um esquema de como funciona o Hearing Loop:
(1) Entrada de audio, a partir de uma fonte, como um microfone dedicado a alimentar um sinal para o amplificador.(2) Indutor Magnético: o amplificador controla uma corrente transmitida para os aros.(3) Aro de indução. A corrente flui através do cabo criando um campo magnético nesse espaço (4) com ondas de amplicação sonora uniformes e livres dos ruídos ambientes.
(5)Dentro dos aparelhos e implantes existe uma pequena espiral conhecida como Telebobina que capta o sinal do campo magnético (6), que é amplificado em um sinal de alta qualidade enviado diretamente ao ouvido do usuário de próteses auditivas.
QUEM PODE UTILIZAR? COMO ATIVAR?
Qualquer pessoa que use um aparelho auditivo que tenha um captador magnético (bobina de indução e comutador com a posição T): é quase sempre o caso dos aparelhos auditivos retroauriculars e de alguns implantes cocleares. Peça ao fonoaudiólogo para ativar ou regular a bobina de indução, e mostrar como funciona.
E também existe adaptadores (tipo fone de ouvido) para quem não usa prótese auditiva poder se beneficiar com esse sistema!
Pessoalmente, não sei de nenhum local que tenha esse equipamento aqui no Brasil, se alguém souber e quiser indicar aqui pro blog, seria uma informação excelente para usuários de próteses auditivas e implantes cocleares. Também não sei informar o preço do equipamento. Assim que souber, edito o post, ok?