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	<title>Desculpe, não ouvi! &#187; acessibilidade</title>
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	<description>por Lak Lobato</description>
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		<title>Sobre o Projeto de Lei 6706/06 &#8211; educação especial</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inclusão Social]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[educação especial]]></category>
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		<category><![CDATA[Inclusão escolar]]></category>
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		<description><![CDATA[Há um tempo atrás, postei um repúdio ao Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque a respeito da educação especial, que tornaria obrigatório o ensino de LIBRAS pra estudantes deficientes auditivos de qualquer grau. O problema não é que eu seja contra a obrigação das escolas de disporem dessa modalidade de ensino, mas da maneira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um tempo atrás, postei um <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/09/12/rumo-a-ditadura/" target="_blank">repúdio ao Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque</a> a respeito da educação especial, que tornaria obrigatório o ensino de LIBRAS pra estudantes deficientes auditivos de qualquer grau.</p>
<p>O problema não é que eu seja contra a obrigação das escolas de disporem dessa modalidade de ensino, mas da maneira em que está sendo proposto, parece que o aluno é obrigado a aprender em LIBRAS e não a escola é obrigada a oferecer a matéria (ou as outras matérias, nesse<em> idioma</em>).</p>
<p>Porque, sejamos sinceros, uma lei não pode dar margem pra dupla interpretação e não são todos os alunos com deficiência auditiva que querem ter aula de LIBRAS obrigatoriamente. Repetindo algo que eu já cansei de falar: deficiência auditiva não forma um grupo homogêneo, ela pode se dar em qualquer fase da vida e existe várias maneiras de se lidar com ela. Usar a língua de sinais não é a única forma e não é necessariamente a melhor pra todo mundo, portanto, ela não é o único recurso que deve ser levado em consideração.</p>
<p>Enfim, semana passada tive o prazer de ler no blog <a href="http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com/2012/01/oferta-do-ensino-de-libras-e-braille.html" target="_blank">SULP</a> (Surdos Usuários da Língua Portuguesa) sobre um outro <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=316867" target="_blank">Projeto de Lei, o 6706/06</a>, que também fala de educação especial, oferecendo LIBRAS e Braile para quem precisa (e quer), mas que também fala sobre oferecimento de outros recursos de acessibilidade.</p>
<blockquote><p>A Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira proposta que obriga as escolas públicas e privadas a oferecer a seus alunos com necessidades especiais as linguagens específicas que lhes permitam uma perfeita comunicação, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o sistema Braile.</p>
<p>A proposta, que foi aprovada em caráter conclusivo e segue para o Senado, estabelece que <strong>“os sistemas de ensino deverão assegurar aos alunos com necessidades especiais métodos pedagógicos de comunicação, entre eles: Língua Brasileira de Sinais (Libras), tradução e interpretação de Libras, ensino de Língua Portuguesa para surdos, sistema Braille; <span style="text-decoration: underline;">recursos áudios e digitais, orientação e mobilidade; tecnologias assistivas e ajudas técnicas</span>; interpretação da Libras digital, tadoma e <span style="text-decoration: underline;">outras alternativas de comunicação</span>”.</strong></p>
<p>O texto aprovado, que altera o capítulo sobre educação especial da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), também amplia o conceito de educação especial. Conforme a definição atual, trata-se da “modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”.</p>
<p>Conforme a proposta, a educação especial é a “modalidade de educação escolar que realiza o atendimento educacional especializado, definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns oferecidos, preferencialmente, na rede regular de ensino”.</p>
<p>As demais características da educação especial, descritas no artigo 59 da lei, são mantidas pela proposta aprovada hoje.</p>
<p>O texto aprovado é uma emenda do relator da proposta na CCJ, Efraim Filho (DEM-PB), que se baseou no substitutivo aprovado anteriormente pela Comissão de Seguridade Social e Família ao Projeto de Lei <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/90871.html" target="_blank">6706/06</a>, da ex-senadora Ideli Salvati (PT-SC), hoje ministra das Relações Institucionais.</p>
<p>A proposta original previa apenas a inclusão da Libras no currículo, mas foi ampliado, atendendo às demais pessoas com deficiência. O texto volta para o Senado por ter sido alterado.<br />
Íntegra da proposta:<br />
<a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=316867" target="_blank"> PL-6706/2006</a><br />
Reportagem – Tiago Miranda<br />
Edição &#8211; Wilson Silveira</p>
<p>A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura &#8216;<a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/" target="_blank">Agência Câmara de Notícias</a>&#8216;</p></blockquote>
<p>É de projetos assim que precisamos: que ofereçam aquilo que o aluno precisa, de acordo com a necessidade dele e não criar um padrão-do-que-é-certo-pra-categoria, deixando apenas uma parcela das pessoas com tal deficiência satisfeitas e as outras, tendo que engolir goela abaixo uma obrigatoriedade que não condiz em nada com as necessidades intrínsecas da condição sensorial dela.</p>
<p>Como alguém que perdeu a audição em idade escolar, sempre teve português como língua materna e que sempre se virou perfeitamente bem com a leitura labial e a fala oral, é esse o tipo de acessibilidade coerente que eu acredito! Funciona!</p>
<p>Beijinhos sonoros,</p>
<p>Lak</p>
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		<title>Tropa de Elite 2 encerra projeto para cegos e surdos no CCBB</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 16:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos Acessíveis]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Audiodescrição]]></category>
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		<category><![CDATA[Centro Cultural Banco do Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Legenda]]></category>
		<category><![CDATA[Tropa de Elite 2]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias 3/4 de dezembro, em Sampa e dias 10/11 de dezembro, no Rio, serão os últimos finais de semana do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito no CCBB, com o filme Tropa de Elite 2. Foram mais de duas mil pessoas assistindo os filmes do projeto desde novembro do ano passado, no CCBB. Tropa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias 3/4 de dezembro, em Sampa e dias 10/11 de dezembro, no Rio, serão os últimos finais de semana do projeto <strong>Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito </strong>no CCBB, com o filme Tropa de Elite 2.</p>
<p>Foram mais de duas mil pessoas assistindo os filmes do projeto desde novembro do ano passado, no CCBB.</p>
<blockquote><p><strong><a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/Tropa_de_Elite_2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3824" title="Tropa_de_Elite_2" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/Tropa_de_Elite_2-245x300.jpg" alt="Imagem do cartaz do filme, com o Capitão Nascimento (o ator Wagner Moura) com uniforme do BOPE, preto, falando num walktalk. Em segundo plano, vê-se a tropa do BOPE, mas quase imperceptivel. O cartaz é praticamente todo preto e cinza. Na parte inferior do cartaz, lê-se Tropa de Elite 2" width="245" height="300" /></a>Tropa de Elite 2 encerra temporada gratuita de cinema para público cego e surdo</strong><br />
Em um ano do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito mais de duas mil pessoas assistiram a filmes nacionais com legenda e audiodescrição no CCBB</p>
<p>Com foco no público com deficiência na visão ou audição, o Centro Cultural Banco do Brasil exibiu durante 13 meses os recentes sucessos do cinema nacional com recursos acessíveis que permitem a esse público compreender a história em detalhes e sem a ajuda de um vidente ou ouvinte. O projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito acontece desde 2004 no Rio de Janeiro, e 2008 em São Paulo, mas pela primeira vez ficou em cartaz por um período maior e com exibições um final de semana por mês.</p>
<p>Sempre gratuitas, as sessões contam com sala de cinema acessível e fones de ouvido para o público cego. É através desse fone de ouvido conectado a um receptor de som móvel que o espectador cego recebe a audiodescrição, recurso que descreve tudo o que for relevante para a compreensão da cena, como as ações das personagens, mudanças de cenário e expressões faciais. Esse processo é ouvido em paralelo ao som original e entre as falas do filme para não atrapalhar em nada o entendimento da história.</p>
<p>“Muitos dos cegos quando vão ao cinema precisam da companhia de uma pessoa que enxergue para que esta narre a “história visual” do filme, aquilo que vai além dos diálogos. Com esse sistema, podem assistir ao filme sozinhos, com autonomia”,  conta Helena Dale, curadora do projeto.</p>
<p>Para o público surdo é usado o sistema de legenda conhecido como closed caption. Da mesma forma que a audiodescrição traduz as ações que não podem ser vistas pelos cegos, o closed caption transcreve o que está sendo falado e os sons não literais como músicas, risos, aplausos, chuva, etc, que ajudam o espectador surdo a entender a cena com mais clareza.</p>
<p>No Brasil começam a aparecer em salas de cinema comerciais algumas iniciativas no sentido de disponibilizar filmes com recursos de acessibilidade. Para a televisão, foi aprovada este ano a lei que exige das emissoras com transmissão digital, no mínimo, duas horas semanais de programação com recursos audiodescritivos. Até 2020 essas emissoras serão obrigadas a gerar e retransmitir 20 horas semanais de programação com audiodescrição.</p>
<p>As últimas sessões do CNLA acontecem nos dias 3 e 4 de dezembro às 15h, em São Paulo, e 10 e 11 no Rio de Janeiro, às 16h,  com o sucesso Tropa de Elite 2.</p>
<p>Nos meses anteriores foram exibidos: Besouro, Budapeste, Chico Xavier, O Bem Amado, Não se pode viver sem amor, É proibido fumar, Sonhos roubados, Proibido Proibir, Quincas Berro d’Água, 5X Favela: Agora por nós mesmos, O Grilo Feliz e os Insetos gigantes e Nosso Lar.</p>
<p>O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo, e conta com acesso e facilidades para pessoas com deficiências físicas e transporte gratuito até as proximidades.</p>
<p>Mais informações:<br />
Trixe Comunicação Empresarial</p>
<p><a href="http://www.trixe.com.br">www.trixe.com.br</a></p></blockquote>
<p>É uma pena que o projeto não continue. Principalmente, porque existem pouquíssimas iniciativas desse gênero pelo país.<br />
De qualquer forma, agradeço à Trixe ao CCBB por nos permitir um ano de 2011 com Filme Nacional Acessível no Rio e em Sampa!<br />
Vamos assistir, pessoal?<br />
Beijinhos sonoros,<br />
Lak</p>
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		<title>Acessibilidade para surdos oralizados e as polêmicas</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 04:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando a saga da nossa luta pró acessibilidade em bancos, empresas e mais um montão de coisas. O que temos observado, ao longo dessa semana que nos mobilizamos para debater, além de acessibilidade, a divulgação do nosso grupo de  surdos oralizados, é que falar de deficiência auditiva sem focar na LIBRAS é quase cometer um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/twittaco.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-3537" title="twittaco" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/twittaco-580x258.jpg" alt="Imagem de uma passeata antiga, dos tempos da ditadura, com um grande numero de pessoas. E uma faixa aplicada com as palavras #acessibilidade #SurdosOralizados e imagem do logo do twitter (desenho de um passarinho azul) segurando uma placa escrito &quot;twittaço&quot;" width="580" height="258" /></a></p>
<p>Continuando a saga da nossa luta pró acessibilidade em bancos, empresas e mais um montão de coisas. O que temos observado, ao longo dessa semana que nos mobilizamos para debater, além de acessibilidade, a divulgação do nosso grupo de  surdos oralizados, é que falar de deficiência auditiva sem focar na LIBRAS é quase cometer um crime.</p>
<p>Veja bem, a nossa luta não invalida a luta de quem usa LIBRAS. Em momento  algum falamos contra ela. Só dizemos que ela não contempla as necessidades de todo e qualquer deficiente auditivo. E que surdos oralizados existem e que precisam de acessibilidade. Boa parte das coisas que pedimos  servem para todos os deficientes auditivos, a revelia se são oralizados, sinalizados, bilingues ou bimodais. Se são surdos adquiridos ou congênitos. Se são pré, peri ou pós linguais.</p>
<p>Mas, damos ênfase no grupo de <strong><span style="color: #ff0000;">surdos oralizados </span></strong>justamente porque nosso grupo tem pouca divulgação e muita gente nem sabe que existimos. Daí, quando se depara com um surdo oralizado, acha que é um caso raríssimo e por isso, nem deve ser considerado como um grupo que precisa de acessibilidade. Ou acha que não precisamos de nada, já que &#8220;estamos tão bem&#8221;. Divulgamos o grupo junto com a solicitação de acessibilidade, estamos aproveitando o gancho apenas para debater dois assuntos relevantes&#8230;</p>
<p>Só que, durante essa divulgação, aparece um monte de gente reclamando como se falar de surdos oralizados fosse crime. Como ousar falar sobre deficiencia auditiva sem focar na LIBRAS fosse uma ofensa. Veja bem, não estamos falando contra ela, ninguém disse que é desnecessária ou dispensável. Apenas estamos dizemos que nem todo deficiente auditivo se comunica através da LIBRAS somente.</p>
<p>Mais de uma vez, me vi discutindo com alguém que dizia que surdos oralizados não existem. Ou que é um absurdo essa divisão entre os grupos de deficientes auditivos. Ou até falando mal da oralização. Sendo que nossa luta em momento algum fala mal da LIBRAS. Nós reconhecemos a importância da língua de sinais, achamos ótimo que a Lei da LIBRAS esteja em vigor. Sabemos que é fundamental que haja acessibilidade através dela e que é preciso ter interprete em todos os lugares públicos. Mas, ainda assim, os surdos oralizados existem e precisam de acessibilidade também.</p>
<p>O problema maior, talvez, seja o fato das pessoas esquecerem que deficiência pode ser adquirida. E em qualquer momento da vida. Que uma pessoa pode perder a audição de uma hora pra outra. E que talvez não queira aprender outro idioma &#8211; sim, porque a LIBRAS é um idioma inteiro, não apenas uma outra forma de comunicação &#8211; porque já tem uma língua base.</p>
<p>Teve alguém que me acusou de discriminar os outros surdos e disse que era crime. Respondi que falar de um grupo não invalida o outro. Não negamos que existem surdos que preferem ou só usam LIBRAS, só estamos dando foco no nosso grupo simplesmente porque ninguém o conhece.</p>
<p>Outro foi dizendo: &#8220;Surdo oralizado são minoria, então vocês não podem se pautar em vocês&#8221;. Simplesmente respondi: &#8220;Só porque somos minoria não temos o direito de existir? Nem de reinvindicar o que precisamos?&#8221;.</p>
<p>Será mesmo que é tão ofensivo assim falar de surdez sem falar também de LIBRAS? Será que pedir para as necessidades de surdos que falam somente português é tão prejudicial à luta do outro grupo assim? Por que é tão importante invalidar a nossa existência? Por que é tão importante tentar homogenizar os deficientes auditivos e impor à LIBRAS aos oralizados? Essa imposição soa menos injusta que forçar um surdo sinalizado a falar oralmente ou impor o português a eles, por quê?</p>
<p>Não seria mais fácil admitir que existe dois grupos com necessidades distintas, promover acessibilidade a ambos e coexistir em harmonia, sem que as necessidades de um grupo se sobreponha às necessidades do outro grupo?</p>
<p>Tenho certeza que o mundo é grande o bastante para ter espaço suficiente para ambos!</p>
<p>Beijinhos</p>
<p>Lak</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Espetáculos acessíveis: “5X Favela, Agora por nós mesmos” é exibido com recursos de acessibilidade no CCBB</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 11:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos Acessíveis]]></category>
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		<description><![CDATA[Coisas que me deixam imensamente feliz de divulgar: Cinema nacional legendado exibido no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio e Sampa) &#8220;5X Favela, Agora por nós mesmos&#8221; é exibido em versão com recursos de acessibilidade para cegos e surdos, de graça, no CCBB Inspirado no filme da década de 1960 e considerado o estopim para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas que me deixam imensamente feliz de divulgar: Cinema nacional legendado exibido no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio e Sampa)</p>
<blockquote>
<h3><strong>&#8220;5X Favela, Agora por nós mesmos&#8221; é exibido em versão com recursos de acessibilidade para cegos e surdos, de graça, no CCBB</strong></h3>
<p><a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/image005.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3491" title="image005" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/image005.jpg" alt="Imagem de cena do filme. Dois atores abraçados em primeiro plano, um loiro oxigenado e uma negra. Ambos olham para algo, com olhar desconfiado. Em segundo plano, dois outros homens. Pode-se ver ao fundo, ainda que meio fora de foco, construções típicas de favelas." width="179" height="128" /></a>Inspirado no filme da década de 1960 e considerado o estopim para a criação do Cinema Novo Brasileiro, a produção “5X Favela, Agora por nós mesmos” será exibida nos dias 3 e 4 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, com legenda (closed caption) e audiodescrição para o público com deficiência visual ou auditiva.</p>
<p>A sessão faz parte do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito (CNLA) que conta com uma sala de cinema acessível aberta para o público em geral, e, em especial, para ao público cego e surdo. Os filmes têm recursos de legendagem (closed caption) e audiodescrição. O padrão closed caption transcreve através de legendas o que está sendo falado (informações literais), assim como sons não literais que ajudam ao espectador a compreender melhor o filme (música, risos, aplausos, chuva etc). Na audiodescrição, o sistema descreve, em paralelo ao som original e quando não existe fala dos personagens, ações relevantes, mudança de cena, expressões faciais, com o objetivo de informar ao cego o que está acontecendo.</p>
<p>“5X Favela, Agora por nós mesmos” foi feito por jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual, ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades.</p>
<p>O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo, e conta com acesso e facilidades para pessoas com deficiências físicas e transporte gratuito até as proximidades.</p>
<h4><strong>SETEMBRO 2011 <span style="color: #0000ff;">(SP: 03 e 04/09 às 15h)</span> e <span style="color: #ff0000;">(RJ: 10 e 11/09 às 16h)</span></strong></h4>
<p><strong><span style="color: #ff0000;"> </span></strong><br />
<a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/image007.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3492" title="image007" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/image007.jpg" alt="Imagem do cartaz do filme. Um céu amarelo de final da tarde e a silhueta de uma criança empinando pipa, sobre uma laje de telhado. O título do filme aparece em destaque &quot;5x Favela, agora por nós mesmos&quot;. Há também informações sobre direção e elenco, mas a imagem é pequena e não dá pra ler." width="180" height="260" /></a><strong>&#8220;5X Favela &#8211; Agora por Nós Mesmos&#8221;</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro.<br />
Atores: Juan Paiva, Pablo Vinícius, Ruy Guerra, Flávio Bauraqui e Renata Tavares.<br />
Duração: 103 min<br />
Ano: 2010<br />
Gênero: Drama<br />
Estúdio: Luz Mágica Produções / Globo Filmes / Videofilmes / Quanta / TeleImage<br />
Distribuidora: Sony Pictures Entertainment / RioFilme<br />
Classificação: 14 anos<br />
Sinopse: Em 1961, cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário, realizavam o filme &#8220;Cinco Vezes Favela&#8221;. Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges eram aqueles jovens que tornaram o filme um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do Cinema Novo. Passadas quatro décadas, &#8220;Cinco Vezes Favela, Agora por Nós Mesmos&#8221; reúne dessa vez jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro, como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Walter             Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles, João Moreira Salles e muitos outros. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades.</p>
<p>Mais informações:<br />
Trixe Comunicação Empresarial</p>
<p><a href="http://www.trixe.com.br">www.trixe.com.br</a></p>
<p>(11) 5052 4072</p>
<p>Patrícia TTeixeira</p>
<p><a href="mailto:patricia@trixe.com.br">patricia@trixe.com.br</a></p>
<p>(11) 9962 6992</p>
<p>Raphaella Rodrigues</p>
<p><a href="mailto:atendimento@trixe.com.br">atendimento@trixe.com.br</a></p>
<p>(11) 8178 4269</p>
<p>Mais informações à imprensa sobre o CCBB:<br />
Alexandre Yokoi – (11) 3113-3613 – <a href="mailto:alexandreyokoi@bb.com.br">alexandreyokoi@bb.com.br</a><br />
Eduardo Vasconcelos – (11) 3113-3628 – <a href="mailto:eudu@bb.com.br">eudu@bb.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p>E ai, galera, vamos ao cinema? A gente sempre pede legenda em filme nacional, então temos que aproveitar essas oportunidades sensacionais!  Para quem não é do Rio nem de SP, uma razão a mais para visitar essas belas capitais!</p>
<p>Beijinhos sonoros,</p>
<p>Lak</p>
<p>p.s. Como dia 3 é o encontro de Campinas do FIC, pretendo ir na sessão de domingo, dia 4, se alguém quiser me encontrar lá!</p>
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		<title>Hearing Loop &#8211; Aro de Indução Magnética</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 04:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia de amplificação sonora]]></category>
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		<description><![CDATA[No post em que falei sobre meu diálogo na Câmara Municipal, comentei sobre uma tecnologia de amplificação sonora chamado &#8220;Hearing Loop&#8221; ou Aro de Indução Magnético (em português). A maioria das pessoas veio falar comigo, porque simplesmente desconhece esse aparelho. Quando expliquei sobre o SISTEMA FM, comentei sobre as dificuldades que uma pessoa que utiliza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/06/21/levando-um-papo-na-camara-municipal/">post em que falei sobre meu diálogo na Câmara Municipal</a>, comentei sobre uma tecnologia de amplificação sonora chamado &#8220;Hearing Loop&#8221; ou Aro de Indução Magnético (em português). A maioria das pessoas veio falar comigo, porque simplesmente desconhece esse aparelho.<br />
Quando expliquei sobre o <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/05/10/sistema-fm-para-implante-coclear-e-aparelhos-auditivos/">SISTEMA FM</a>, comentei sobre as dificuldades que uma pessoa que utiliza próteses auditivas pode ter para ouvir em lugares barulhentos, uma vez que os aparelhos de amplificação sonora não conseguem separar tão bem quanto a audição comum os ruídos ambientes da principal fonte sonora, incluindo reverberação (eco) produzida. Por isso, é necessário criar alternativas que facilitem reduzir a quantidade de som absorvida pelos aparelhos, deixando o som mais concentrado naquilo que é necessário ser transmitido, através da tecnologia de transmissão sonora.<br />
Ao contrário do SISTEMA FM, que é um aparelho portátil e, na maioria das vezes, de responsabilidade exclusiva do usuário, o Aro de Indução Magnética é um aparelho instalado diretamente nos ambientes, seja auditório, teatro, cinema, igreja e até mesmo home theater e etc&#8230;<br />
Já começo admitindo que nunca experimentei ouvir nada através desse aparelho e tampouco posso dar um testemunho pessoal. Quem sempre fala maravilhosamente bem do hearing loop (eu acostumei com o nome em inglês) é a Sô, do blog <a href="http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com">SULP.</a> Sô diz que é bem comum encontrar locais com esse aparelho na Argentina. Aqui no Brasil, não lembro de já ter me deparado com algum lugar assim.<br />
Segundo a explicação dela: <span style="color: #ff0000;">&#8220;O aro magnético é um amplificador adaptado especialmente para levar seu sinal de saída (amplificada) a um cabo que se instala ao redor do perímetro da sala de um teatro, cinema, sala de aula, auditório, etc</span><br />
<span style="color: #ff0000;"> O resultado dessa instalação é que se produz na superfície do espaço um campo magnético que copia exatamente o sinal audível. Esse sinal é captado pela bobina telefônica do aparelho auditivo, quando este é colocado na posição &#8220;T&#8221;.</span><br />
<span style="color: #ff0000;"> O uso deste tipo de amplificador permite uma transmissão direta do som ao aparelho auditivo sem os efeitos adversos da distância, do eco ou do ruído ambiente.&#8221;</span><br />
Segue um esquema de como funciona o Hearing Loop:<br />
<img class="alignnone" src="http://www.savisystems.com.au/images/hearingloop.jpg" alt="Esquema de Hearing Loop" width="340" height="338" /><br />
<strong> </strong></p>
<h6><strong><br />
</strong> (1) Entrada de audio, a partir de uma fonte, como um microfone dedicado a alimentar um sinal para o amplificador.(2) Indutor Magnético: o amplificador controla uma corrente transmitida para os aros.(3) Aro de indução. A corrente flui através do cabo criando um campo magnético nesse espaço (4) com ondas de amplicação sonora uniformes e livres dos ruídos ambientes.<br />
(5)Dentro dos aparelhos e implantes existe uma pequena espiral conhecida como Telebobina que capta o sinal do campo magnético (6), que é  amplificado em um sinal de alta qualidade enviado diretamente ao ouvido do usuário de próteses auditivas.</h6>
<p><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;"><em>fonte:</em> <a href="http://www.savisystems.com.au/hearing_assistance.aspx">http://www.savisystems.com.au/hearing_assistance.aspx</a></span></p>
<p><strong>QUEM PODE UTILIZAR? COMO ATIVAR?</strong><br />
Qualquer pessoa que use um aparelho auditivo que tenha um captador magnético (bobina de indução e comutador com a posição T): é quase sempre o caso dos aparelhos auditivos retroauriculars e de alguns implantes cocleares. Peça ao  fonoaudiólogo para ativar ou regular a bobina de indução, e mostrar como funciona.<br />
E também existe adaptadores (tipo fone de ouvido) para quem não usa prótese auditiva poder se beneficiar com esse sistema!</p>
<p>No blog da Sô, há um post com vários links que explicam bem o Hearing Loop, incluindo vídeos, para quem tiver mais interesse no assunto: <a href="http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com/2011/04/amplificador-de-inducao-magnetica-aro.html">http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com/2011/04/amplificador-de-inducao-magnetica-aro.html</a></p>
<p>Site especializado (em inglês): <a href="http://www.hearingloop.org/">http://www.hearingloop.org/</a></p>
<p>Pessoalmente, não sei de nenhum local que tenha esse equipamento aqui no Brasil, se alguém souber e quiser indicar aqui pro blog, seria uma informação excelente para usuários de próteses auditivas e implantes cocleares. Também não sei informar o preço do equipamento. Assim que souber, edito o post, ok?</p>
<p>Beijinhos sonoros e ótima semana,</p>
<p>Lak</p>
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		<title>Levando um papo na Câmara Municipal</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 17:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de chegar de uma reunião em que participei, na Câmara Municipal/SP. Fui a convite da Clarice Kammer, Conselheira e Coordenadora da Pasta de Educação &#8211; CMPD/SP (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência) e Diretora do INIS &#8211; Instituto Nacional de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida. A princípio, eu havia ido apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de chegar de uma reunião em que participei, na Câmara Municipal/SP. Fui a convite da Clarice Kammer, Conselheira e Coordenadora da Pasta de Educação &#8211; <strong>CMPD/SP </strong>(Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência) e Diretora do <strong>INIS</strong> &#8211; Instituto Nacional de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida.</p>
<p>A princípio, eu havia ido apenas como observadora, uma vez que não havia preparado nada para apresentar nessa reunião sobre Acessibilidade &#8211; e também em termos gerais, já que eu não sou exatamente ativista da área de acessibilidade, sou apenas uma implantada que escreve um blog sobre surdos oralizados e Implante Coclear.</p>
<p>Mas, durante a reunião, começaram a falar sobre o <a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/05/10/sistema-fm-para-implante-coclear-e-aparelhos-auditivos/">Sistema FM</a>, uma vez que é caro e difícil de conseguir pelo Ministério Público, embora seja importante para quem usa AASI e IC e acabaram me entregando o microfone, para que eu pudesse explicar.</p>
<p>Veja bem,  sou uma boa escritora (não, não vou bancar a modesta agora, me perdoem) mas falar em publico nunca foi o meu forte, nem  mesmo quando eu ouvia. Primeiro, porque eu falo rápido, segundo porque eu tenho dificuldade de transmitir o que penso pela fala, embaralho tudo e fica uma coisa louca de se acompanhar.</p>
<p>Só que, dessa vez não tive como escapar. Peguei o microfone, respirei fundo, perguntei se o volume da voz estava bom, pedi desculpas por eventuais tropeços de linguagem, que era a primeira vez que me via falando em publico.</p>
<p>Comecei explicando o que era um surdo oralizado e sobre a existência de deficientes auditivos de graus moderado e severo que usam aparelho e conseguem ouvir relativamente bem, mas que sofrem pra discriminar ruidos ambientes da voz principal e, por isso, o Sistema FM é de grande ajuda. Falei sobre o Hearing Loop (aro magnético, um sistema de transmissão de som ambiente direto para a bobina do aparelho, similar ao sistema FM, mas mais adequado à salas de conferência, etc. Preciso fazer um post sobre isso aqui ainda!!). Falei sobre a necessidade de maior divulgação de interpretes oralistas (também preciso fazer um post sobre eles  aqui, já consegui uma vitima, digo, profissional que faz esse trabalho para ajudar o DNO). Falei sobre o custo de usar um aparelho ou um Implante Coclear, que as pilhas consomem dinheiro e isso atrapalha na aquisição do Sistema FM. Que pais de crianças que podem ser beneficiadas pelo FM demoram até anos para conseguir pelo Ministério Público, nos anos críticos de alfabetização da criança.</p>
<p>A reação foi absolutamente inesperada, confesso. Principalmente porque, com meu sotaque de surda oralizada, com meu nervosismo e até meu raciocínio embaralhado (lembrem-se que falei isso de improviso, não tinha qualquer roteiro pronto ou estudo prévio) entenderam perfeitamente minhas colocações, fizeram várias perguntas e se mostraram indignados com essa informação só estar chegando aos ouvidos deles agora.</p>
<p>Quiseram saber quanto custava as pilhas e ficaram chocados de saber o quanto a gente gasta com isso. No fim, foi citado especialmente para as minhas colocações, um trecho da constituição sobre assistência para qualidade de vida (não lembro o que, me perdoem, eu estava  emocionada de conseguir ter realizado o feito). E demonstraram estar interessados em prover essas solicitações levantadas às necessidades dos deficientes auditivos que ouvem por próteses e/ou implantes e/ou são oralizados.</p>
<p>Conversei rapidamente com o Presidente da Sessão (é esse o termo? desculpe se tiver falado bobagem), que queria saber sobre meu caso. Contei e disse: &#8220;Eu só quero que se o senhor ou qualquer pessoa aqui presente, se tiver o infortúnio de perder a audição esta noite &#8211; afinal, eu perdi a audição dormindo &#8211; tenha acesso ao que precisar para continuar ouvindo mesmo que artificalmente e ao idioma que o senhor tem como materno, no caso, a Língua Portuguesa.&#8221;. Ele concordou plenamente. Afinal, perder a audição com a idade é algo bastante conhecido, não é mesmo?</p>
<p>Soube também que um dos vereadores já pediu para o assessor dele entrar em contato com a Phonak para colocar um sistema de audio adequado para quem usa AASI ou IC na Câmara Municipal. Vamos torcer pra rolar isso mesmo!!</p>
<p>Por fim, eu deixei claro que não tenho qualquer interesse em prejudicar a luta pela Líbras, que respeito os surdos que fazem uso dela e que as necessidades deles devem ser ouvidas e  respeitadas.</p>
<p>E as nossas também. Afinal, como sempre digo, há espaço suficiente para todos. Um brinde à diversidade!</p>
<p>Beijinhos Sonoros,</p>
<p>Lak</p>
<div id="attachment_2670" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-large wp-image-2670" title="camara1" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/camara1-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" /><p class="wp-caption-text">Eu, Clarice Kammer e Carlos Perl (CMPD e INIS) E Adelino Azores (Rede Atitude)</p></div>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-2671" title="camara2" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/camara2-580x435.jpg" alt="" width="580" height="435" />Aos amigos deficientes visuais, ambas as fotos mostram nós quatro (Eu, Clarice Kammer e Carlos Perl, ambos do CMPD e doINIS e Adelino Azores  da Rede Atitude, na Câmara dos Vereadores, durante uma audiência. Adelino com microfone em mãos, fazendo seu relato sobre acessibilidade.</p>
<p>P.s. E uma foto capturada do site da Câmara, fazendo careta enquanto falava:</p>
<div id="attachment_2673" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><img class="size-large wp-image-2673" title="cpi_acessibilidade_21" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/cpi_acessibilidade_21-580x346.jpg" alt="" width="580" height="346" /><p class="wp-caption-text">Foto: Fábio Jr Lazzari/CMSP</p></div>
<p>Priceless!!</p>
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		<title>O que são surdos oralizados?</title>
		<link>http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/06/20/o-que-sao-surdos-oralizados/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 14:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fiz esse texto pro blog de um amigo meu, Fred Rios, chamado Acessibilidade na Prática. Já tinha colocado o link pro texto original aqui, mas queria trazê-lo para o DNO, então faço isso hoje: Surdos oralizados Por Lak Lobato De vez em quando, alguém me pergunta o que é um surdo oralizado. Afinal, todo mundo já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz esse texto pro blog de um amigo meu, Fred Rios, chamado <a href="http://acessibilidadenapratica.blogspot.com">Acessibilidade na Prática</a>.</p>
<p>Já tinha colocado o link pro <a href="http://acessibilidadenapratica.blogspot.com/2011/03/surdos-oralizados.html">texto original</a> aqui, mas queria trazê-lo para o DNO, então faço isso hoje:</p>
<h3>Surdos oralizados</h3>
<div>
<div><em>Por Lak Lobato</em></div>
<div>De vez em quando, alguém me pergunta o que é um <em>surdo oralizado</em>.</div>
<div>Afinal, todo mundo já ouviu falar de surdos que se comunicam por sinais (e até acham que isso é comum de todo deficiente auditivo) e de gente que ouve usando aqueles aparelhos pendurados na orelha.</div>
<div>Por conta dessa falta de divulgação sobre o nosso grupo, dos surdos oralizados, decidi que precisava fazer um blog contando a minha experiência, o &#8220;<a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/">Desculpe, não ouvi!</a>&#8220;. Minha preocupação principal era esclarecer sobre a diversidade que existe entre as pessoas que têm essa deficiência.</div>
<div>Atualmente, com a divulgação da Libras, muita gente fica deslumbrada com a Língua de Sinais e acha que este idioma é comum a todo deficiente auditivo. A Libras é um idioma belíssimo e reconhecido oficialmente como segundo idioma oficial do Brasil, mas ela não contempla as necessidades de todo deficiente auditivo.</div>
<div>Essa idéia de que deficiente auditivo é sempre sinônimo de Libras ocorre muito porque, quando se aborda o tema da deficiência auditiva, rapidamente se vem à mente o estereótipo (e o termo errado) do surdo-mudo. Alguém que não fala, porque não ouve. E se não ouve, não poderia falar e, por isso a solução para se comunicar é a Libras.</div>
<div>Existem vários tipos pessoas que convivem com a limitação auditiva. Há quem consiga driblar a deficiência com aparelhos auditivos comuns. A pessoa vai lá, coloca um aparelhinho na orelha, passa a ouvir com essa ajuda e resolve tudo. Essas pessoas são chamadas de deficientes auditivos e, normalmente, possuem perda em grau leve ou moderado.</div>
<div>Mas existe também quem tenha deficiência auditiva severa e/ou profunda e não faça uso da Língua de Sinais. Pessoas com deficiência auditiva que, apesar de não ouvirem nem mesmo com aparelhos, falam normalmente (ainda que com sotaque típico) e se comunicam valendo-se da leitura labial. São pessoas que perderam a audição depois da aquisição da fala através da audição (também chamados de surdos pós-linguais) ou cujos pais acreditaram na oralização através da fonoterapia. O que os diferencia dos deficientes auditivos de graus mais leves é justamente o fato de serem incapazes de discriminar a fala auditivamente, mesmo utilizando próteses auditivas. O termo usado para referir-se a essas pessoas, é <strong>surdo oralizado</strong>.</div>
<div>Os surdos oralizados, em geral, não costumam ter muito interesse pela língua de sinais, porque a língua que se tornou natural é o idioma comum, no caso do Brasil, o português. Quando um surdo fala português oral e Libras, é chamado de bilíngüe ou bimodal.</div>
<div><span id="more-2663"></span></div>
<div>Como os Surdos Oralizados são comumente confundidos com deficientes auditivos, já que conversam normalmente, muitas vezes, têm direitos e necessidades negados. Embora um surdo oralizado não negue as necessidades dos surdos que não são oralizados e respeite a Libras, ele também precisa de algumas adaptações para si.</div>
<div>Não adianta deduzir que todo deficiente auditivo sabe a língua de sinais e achar que basta por si só. Um surdo oralizado dificilmente vai entender uma janela com interprete de Libras na televisão, uma vez que não domina esse idioma. Um surdo oralizado precisa de legenda, porque geralmente tem facilidade de leitura e tem o português como base lingüística. Um surdo oralizado não quer um interprete de Libras numa palestra (a alternativa seria um interprete<em>oralista</em>, que traduza o que é falado, mas oralmente), mas quer sentar numa posição que lhe dê boa visibilidade do palestrante. Um surdo oralizado quer apenas um pouco de paciência e boa vontade do interlocutor, para falar com calma e de forma natural, sempre virado pra ele.</div>
<div>Muita gente acha que é obrigação de um deficiente auditivo aprender a língua de sinais, numa tentativa de homogeneizar a deficiência. Só que isso é um desrespeito à individualidade e à diversidade. Se o primeiro idioma que eu aprendi foi o português, é meu direito como cidadã brasileira tê-lo como primeiro (e até único) idioma. Não é porque uma parcela de deficientes auditivos usa a língua de sinais – que pra eles é útil e absolutamente necessária – que toda pessoa com déficit auditivo tem obrigação de utilizar esse idioma no dia a dia. Seria a mesma coisa que forçar todo deficiente físico, à revelia das suas condições, a usar cadeira de rodas e ponto. Rejeitar-se-ia o uso do andador, da muleta, das próteses e órtoses. Reduzindo todo e qualquer deficiente físico a cadeirante, sob alegação de que assim, é mais fácil fazer adaptações.</div>
<div>A leitura labial é uma forma de comunicação aceitável sim! Muita gente consegue se virar bem com ela. A leitura pode até não ser uma copia fiel da audição, mas é uma forma de comunicação tão válida quanto a audição ou a língua de sinais.</div>
<div>E todo surdo que quiser falar oralmente, tem o direito de se expressar dessa forma, mesmo que a voz dele tenha um sotaque característico de quem usa, no lugar do feedback auditivo, a vibração e ressonância óssea como controle de voz.</div>
<div>Atualmente, existe também a opção de um surdo oralizado ou não, que não consegue ouvir com aparelhos convencionais, recorrer ao implante coclear – um aparelho especial, inserido parcialmente por cirurgia, que permite recuperar boa parte da audição perdida ou ausente, reproduzindo artificialmente a estimulação do som natural, diretamente na cóclea – e passam a se comunicar ainda mais por via sonora. Nesses casos, os usuários do IC são chamados de “implantados”.</div>
<div>O implante coclear possui duas partes, uma interna e outra externa, que só funcionam em conjunto. Ele nos devolve parte da audição e permite a percepção maravilhosa do universo sonoro. Nem sempre o aparelho convencional tem potência suficiente para permitir que um deficiente auditivo ouça, por exemplo, o som da campainha, do interfone ou o miado do seu gatinho de estimação.</div>
<div>Mas, é importante lembrar que o Implante Coclear não cura a deficiência auditiva. Um surdo não deixa de ser surdo porque usa o IC, uma vez que ele só ouve quando usa também a parte externa do aparelho. Portanto, mesmo um surdo implantado continua sendo parte da diversidade dessa deficiência.</div>
<div>Nem todo mundo consegue chegar a compreender plenamente a fala através do implante. Varia muito conforme a idade em que foi feito o IC e o tempo em que se permaneceu ensurdecido. Mas, certamente, permite que se quebre o silêncio em casos de surdez severa e profunda. E ouvir não se limita a usar a audição para se comunicar. O universo sonoro é muitíssimo rico e vasto, fazendo com que “ouvir”, mesmo que de forma artificial, seja uma experiência maravilhosa.</div>
<div>É sobre essas experiências de surda oralizada e, atualmente, implantada, que relato em meu blog.</div>
<div>Numa época que se fala tanto em diversidade, em inclusão e em respeito à individualidade, as pessoas precisam conhecer todos os tipos de integrantes do vasto universo da deficiência auditiva, além de respeitar as necessidades intrínsecas e características de cada grupo, sem se sobrepor ou negligenciar as necessidades dos demais. Há espaço suficiente para todos!</div>
</div>
<p>Beijinhos sonoros,</p>
<p>Lak</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A falta de legenda em programa de televisão e A Associação de Surdos Oralizados da França</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 14:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
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		<category><![CDATA[associação]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem, me aborreci a beça no twitter (e por consequência, aborreci os outros) pela falta de consideração dos programas de televisão que não colocam legenda oculta (Closed Caption). Tudo bem que é utópico achar que todos os programas vão se dar ao trabalho, mas tratava-se de um suposto programa de denuncias, chamado A LIGA e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, me aborreci a beça no twitter (e por consequência, aborreci os outros) pela falta de consideração dos programas de televisão que não colocam legenda oculta (Closed Caption). Tudo bem que é utópico achar que todos os programas vão se dar ao trabalho, mas tratava-se de um suposto programa de denuncias, chamado A LIGA e cuja proposta era mostrar como a sociedade não está adaptada para as pessoas com deficiência. Dizem que o programa foi bacana, mas cometeu um erro crasso: não tinha qualquer acessibilidade para os deficientes auditivos e surdos oralizados.<br />
O maior problema, aqui no Brasil, é a briga constante entre os surdos usuários da língua portuguesa (que abrange: oralizados, bilingues, deficientes auditivos de graus mais leves e qualquer pessoa com deficit auditivo que seja fluente na língua portuguesa escrita) e os surdos usuários da Líbras, que muitas vezes não tem qualquer fluência na língua portuguesa.</p>
<p>De um lado, nós querendo legendagem dos programas de entretenimento, dos filmes nacionais e internacionais em português. Do outro, eles querendo janelas de intérprete, porque não conseguem ler a legenda em português. E tanto eles alegam que não conseguem (nem são obrigados) a aprender português com fluência, quanto nós alegamos que aprender Líbras com fluência é inviável. Eu, particularmente, tenho que traduzir mentalmente uma frase em Líbras pra português, senão ela perde o sentido, a revelia de eu saber ou não quais são os sinais. Isso porque a Líbras tem morfosintaxe própria, completamente diferente do português.<br />
Bom, brigas à parte, o programa em questão não abordou surdez nenhuma (suponho que surdez não seja uma deficiência interessante o bastante) e tampouco ofereceu qualquer tipo de acessibilidade.</p>
<p>E o pior, a maioria das pessoas que poderia ajudar faz vista grossa, porque acham que nossa briga é boba. Ou não dão a mínima, já que não afeta a vida deles&#8230;<br />
E quantas vezes nós, surdos oralizados, participamos de brigas que não são nossas. Até aqui no DNO já fiz post sobre respeito às vagas demarcadas, que NÃO SÃO direito meu, NÃO SERVEM pra minha deficiência, mas eu respeito e brigo pelo respeito mesmo assim?</p>
<p>Conversando com a Sô, do blog-parceiro do DNO, o <a href="http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com">SULP</a> (sigla de: surdos usuários da língua portuguesa), ela comentou &#8220;quase todo tipo de deficiência tem representantes os surdos não-sinalizados não tem associações, somos invisíveis.&#8221;</p>
<p>De imediato, eu respondi: Não tem aqui no Brasil. Na França, por exemplo, existe a AFIDEO &#8211; ASSOCIATION FRANÇAISE POUR L`INFORMATION ET LA DÉFENSE DES SOURDS S&#8217;EXPRIMANT ORALEMENT (Associação Francesa de para Informação e Defesa dos Surdos que se expressam oralmente)</p>
<p>Segundo o site: <a href="http://www.afideo.org/">http://www.afideo.org/</a>:</p>
<blockquote><p>A combinação de reabilitação e de defesa de surdos fundada em setembro de 1969, é uma associação nacional sem fins lucrativos, regida pela lei de 1901.<br />
Através de sua adesão, a ARDD é a maior associação francesa, não-denominacional, a população com surdez adquirida.<br />
Seus objetivos são:<br />
Comunicando-se com situações de audição,<br />
desenvolver a assistência mútua,<br />
Promover a integração profissional e social ;<br />
Contribuir para a melhoria e desenvolvimento de ajudas técnicas;<br />
Ampliar a acessibilidade para surdos e deficientes auditivos.<br />
Com sede em Paris, seus ramos regionais agir local, distrital e regional e proporcionar atividades de divulgação aos seus membros.<br />
ARDD membros residem em todas as regiões da França ou outros países.<br />
O ARDD oferece diversas atividades para seus membros, publica uma revista trimestral jornal La Caravelle.<br />
O ARDD realiza ações com outros órgãos e atua em nível nacional com os grupos de associações de pessoas com deficiência auditiva (surdos, pais com filhos surdos, etc.) E intervém a nível nacional, pública ou privado, através dos seus membros ativos.<br />
Seus slogans principais são a <strong>promoção da leitura labial e acessibilidade para os deficientes auditivos</strong>.<br />
O ARDD está intimamente ligada à história das associações em Paris e, mais geralmente na história da surdez, na França. Na verdade, é um dos três fundadores da BUCODES e participou na criação de UNISDA.<br />
aulas em grupo Gratuitos em leitura labial<br />
Associação da revista, o Artigo Ajuda Sobre Técnicas:<br />
<a href="http://www.ardds.org/fichiers-pdf/cara182.pdf">http://www.ardds.org/fichiers-pdf/cara182.pdf</a></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2553" title="cartesurdite" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/cartesurdite.gif" alt="" width="250" height="166" /><br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>Carteirinha dos Membros, com os dizeres: Não ouço. Fale olhando para mim e articulando bem as palavras. Ou escreva. Obrigado</strong></span></p>
<p>Só a título de informação, ARDD significa: L&#8217;ASSOCIATION DE RÉADAPTATION ET DÉFENSE DES DEVENUS SOURDS ET MALENTENTS (Associação de Readaptação e Defesa das Pessoas que se tornaram Surdas ou Deficientes Auditivas)</p>
<p>O nosso maior impasse por aqui, é justamente só haver associações que defendem os surdos que usam Líbras, fazendo com que a maioria da população acredite que a Língua de Sinais é universal de toda pessoa que tem déficit auditivo. Falta uma associação defendendo os Surdos Oralizados e Deficientes Auditivos Usuários da Língua Portuguesa!!</p>
<p>Enquanto isso, cabe aos blogs da internet fazerem o trabalho de divulgação!<br />
Beijinhos sonoros,<br />
Lak</p>
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		<title>Cinema Legendado</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 16:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme Nacional com Legenda]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Legenda]]></category>
		<category><![CDATA[legendado]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[SULP]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias, Sô, do blog SULP (Surdos Usuários da Lingua Portuguesa &lt;- termo usado para todo e qualquer deficiente auditivo, a revelia do momento em que se deu a perda auditiva e o grau desta perda, que tem a Língua Portuguesa como primeiro ou único idioma) escreveu um post sobre os equívocos dos Legisladores que resolvem abraçar a causa de acessibilidade e inclusão, sem ter conhecimento da diversidade das pessoas com deficiência.</p>
<p>Eu canso de bater na tecla que não existe um modelo único de deficiente auditivo, porque são cinco graus de perda auditiva, além dela poder ocorrer em várias etapas da vida, o que resulta em uma diversidade grande entre as pessoas acometidas por essa privação sensorial. E, no entanto, TODOS precisam de adaptações e essas adaptações não podem se resumir  as necessidades de apenas um grupo, porque outro grupo terá suas necessidades negligenciadas e no final das contas, haverá gente sem acesso a determinadas coisas.</p>
<p>Para quem não  tem deficiência auditiva compreender a situação, pense no caso da legendagem de filmes, há quem tente convencer que todo e qualquer programa/filme/seriado/documentário estrangeiro deveria ser dublado, alegando que parte da população é analfabeta. Isso é um desrepeito às pessoas que estudaram e que preferem ouvir no idioma original, tendo apoio da legenda. O certo é haver as duas opções. O que tem sido permitido oferecendo-se copias dubladas e legendadas, uso da Tecla Sap e Closed Caption dos televisores. Então, por quê reduzir a população a um único modelo de cidadão não-alfabetizado que não sabe ler legenda? Você concorda com isso?</p>
<p>Pois então, segundo o <a href="http://sulp-surdosusuariosdalinguaportuguesa.blogspot.com/2011/04/equivocos-de-legisladores-que.html#links" target="_blank">post da Sô</a>, existe um projeto de lei que visa substituir a legenda descritiva para deficientes auditivos &#8211; uma legenda especial que, além de traduzir por escrito os diálogos, traduz também os sons ambientes, tais como sirene, buzina, latidos, miados, janela quebrando e até o tipo de trilha sonora &#8211; por janelas de interpretes de Líbras, acreditando que todo deficiente auditivo domina perfeitamente essa forma de comunicação.</p>
<blockquote><p>Antes que alguém se irrite com essa dominação que dei,  isso está na Lei da Libras, <strong>Lei nº10,436, Decreto nº 5.236 de 24/04/2002, Parágrafo Único: </strong><em>&#8220;<span style="color: #ff0000;">Entende-se como Língua Brasileira de Sinais &#8211; Libras <strong>a forma de comunicação e expressão</strong></span>, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades <span style="color: #ff0000;">de pessoas surdas do Brasil.&#8221;</span></em></p></blockquote>
<p>E isso é um desrespeito à diversidade dos Deficientes Auditivos, já que deduz que todo deficiente auditivo seja fluente na Língua de Sinais, o que não é o caso. Nem adianta discutir que todo surdo deve aprender Libras e ser fluente nela, porque existem casos diferentes demais para se homogenizar. E pra quem fala, para quem ouve (ainda que sem discriminar auditivamente a fala com clareza) por próteses externas e internas, para quem tem português como Primeiro ou Único idioma, a Líbras não pode ser <span style="text-decoration: underline;">imposta</span> como única opção. No máximo, oferecida, sem que se crie expectativa de que todos irão se tornar fluente nela a ponto de abdicar o português escrito para compreensão de programa/filme/seriado/documentário estrangeiro e nacionais, na televisão ou cinema.</p>
<p>Da mesma forma que sou contra a oralização obrigatória de todo deficiente auditivo. Sou a favor da escolha. Há espaço suficiente no mundo para co-existência de Surdos que usam Libras apenas, surdos que usam português apenas e surdos bimodais/bilingues.</p>
<p>Eu concordo que os usuários da Libras precisem de janela de interprete e que a legenda não contempla as necessidades deles. Mas não concordo que essas tais janelas sejam a forma de tradução ideal para todo deficiente auditivo. Progamação adaptada deve ser oferecida nos dois tipos de tradução: <span style="color: #003300;">Legenda em português <strong>E</strong> Janela de Intérpretes</span>.</p>
<p>Do contrário, não está sendo feita a Inclusão e tão pouco pode-se chamar isso de Acessibilidade!</p>
<p>Sonia , no post do SULP, pede para escreverem para o Senador explicando sobre os dois tipos de deficientes auditivos: Os que usam a Língua Portuguesa e os que usam a Língua de Sinais.</p>
<p>Eu apoio esse manifesto, porque é errado falar em acessibilidade preocupando-se com apenas um lado. Acessibilidade é para todos!</p>
<p>Beijinhos sonoros,</p>
<p>Lak</p>
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		<title>Propaganda mais que inclusiva!</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 13:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>laklobato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda na vibe de falar da minha viagem à França &#8211; com 2 meses de atraso, mas eu sou meio lenta mesmo, desculpem &#8211; e aproveitando o gancho do caso do advogado cadeirante agredido em São José do Campos, por um delegado, contarei outro causo meu por aquelas bandas&#8230; Estava eu no metrô, olhando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda na vibe de falar da minha viagem à França &#8211; com 2 meses de atraso, mas eu sou meio lenta mesmo, desculpem &#8211; e aproveitando o gancho do caso do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863389-delegado-bate-em-cadeirante-em-briga-por-vaga-especial-em-sao-jose-dos-campos-sp.shtml" target="_blank">advogado cadeirante agredido em São José do Campos, por um delegado</a>, contarei outro causo meu por aquelas bandas&#8230;</p>
<p>Estava eu no metrô, olhando as estações fofíssimas de Paris, quando reparei numa propaganda que chamou a minha atenção. Mas vi-a rápido demais e não deu para ler o que ela dizia. Passei as estações seguintes procurando o mesmo cartaz, porque quando algo desperta a minha curiosidade, faz cócegas até que eu elucide a questão.</p>
<p>Algumas estações depois, o trem parou bem em frente a outro cartaz similar e pude lê-lo&#8230;</p>
<p>Era propaganda da Associação de Deficientes Físicos da França, falando sobre inclusão social, de uma maneira bastante criativa.</p>
<p>Vaguei pelos corredores das estações subterrâneas de Paris afim de achar um cartaz indoor em bom estado, para fotografá-lo. Eis o resultado mais abaixo.</p>
<p>O termo &#8216;inclusão social&#8217; faz muito <em>politicamentecorretofóbico</em> (que é uma raça que parece crescer a olhos vistos, em bando) torcer o nariz e muito mais gente ainda ter idéias equivocadas do que se trata.</p>
<p>Incluir não significa apenas tornar meia duzia de lugares acessíveis e fazer bonitinho na fita, dando direito do aluno com deficiência se matricular em qualquer escola (mas não dar nenhuma condição de igualdade para o aluno lá dentro, apenas enfiá-lo na escola e esperar que ele se resolva sozinho) ou colocar meia duzia de vagas exclusivas à deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida feitas de qualquer jeito (sem faixa lateral necessaria) ou sem nenhuma fiscalização.</p>
<p>Incluir significa permitir que o mundo seja tão acessivel à qualquer pessoa, a despeito de suas condições físicas, sensoriais ou intelectuais, por uma razão muito simples: Não existe elas e nós, eu e você. Qualquer pessoa pode se tornar deficiente temporaria ou permanentemente a qualquer segundo. Nada, mas nada mesmo, impede que qualquer pessoa quebre uma perna, a coluna ou contraia uma doença que deixa sequelas.</p>
<p>Logo, ninguém faz inclusão social pelos outros, faz-se inclusão social por todos nós.</p>
<p>O erro crasso que se comete é segmentar a sociedade achando que a vaga exclusiva é um privilegio de alguns. Ela é uma necessidade de todos, porque ninguém sabe se ou quando irá necessitar daquelas vagas.</p>
<p>Portanto, a propaganda perguntava, de forma criativa e até bem humorada &#8220;<strong>Nossa vida deve ser limitada aos lugares que nos são reservados?</strong>&#8221;</p>
<p>E não, não deve, o mundo é um lugar para todos e deve ser acessivel a todos. Rampas, elevadores, banheiros adaptados, placas em braile, atendentes que saibam no mínimo o básico da Libras e que estejam<strong><span style="color: #993300;"> também conscientes de que existe surdos oralizados e deficientes auditivos e, portanto, saibam falar oralmente também  de forma clara, virada pra pessoa e com paciência de compreender uma voz com sotaque</span></strong>. Respeito às particularidades pessoais e alheias.</p>
<p>Segue, então, a propaganda fofinha:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/foto2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2355" title="foto" src="http://desculpenaoouvi.laklobato.com/wp-content/uploads/foto2-1024x764.jpg" alt="" width="717" height="535" /></a></p>
<p>Nada mais que usar o símbolo da deficiência física se sentindo preso dentro de uma vaga demarcada. Hahaha adorei.</p>
<p>Desculpem a qualidade da imagem, é que bati a foto com o iPhone.</p>
<p>Beijinhos sonoros,</p>
<p>Lak</p>
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