Ligação da Assistência Técnica

Falo no telefone até que muito bem, obrigada. Mas, tenho 25 anos de impossibilidade nas costas e toda a insegurança que isso me gera.

Portanto, só atendo o telefonema de pessoas conhecidas ou previamente combinadas, avisadas de como será falar comigo (que geralmente não tem nada demais, exceto meu pânico de não entender, então já peço para a pessoa estar preparada para repetir e mais de uma vez, o que raramente rola).

LakCel

Esses dias,  meu telefone tocou. Era um número que eu não conhecia. Normalmente, pediria para alguém que estivesse do meu lado atender e passar para mim só depois de confirmar quem era.

Mas, em vez disso, simplesmente apertei o botão verde e atendi, sem pensar. A voz disse: Quem fala?

Respondi automaticamente: Lak (depois lembrei que não se deve fazer isso com celular, mas quando vi, já tinha ido).

A pessoa, então, falou: Oi, Lak, aqui é da Politec Saúde, queria saber sobre a peça que está conosco. Se podemos mandar de volta pelo Sedex ou se você quer passar para pegar (eu trabalho perto e tenho essa facildiade, admito. A assistencia do IC é próxima de mim).

Respondi o que queria, conversamos mais um pouco e tudo resolvido.

Sem medos, sem dificuldades, sem receios e sem pedidos para repetir…

Não é um grande passo para mim, é um salto gigantesco. Confirmação de que o IC agora é maior que os meus medos, me dá a segurança que eu preciso. Nesse momento, eu me senti a mesma menininha que atendia o telefone quando criança. Quando o telefone era apenas um aparelho de comunicação e não um obstáculo.

Por isso que digo que a coisa mais importante que aprendi com o Implante Coclear, é que se tratando de sonhos, não pensemos em SE, mas em como, quando…

Beijinhos sonoros,

Lak