1º Encontro de Curitiba de Usuários de AASI, IC, Baha e LIBRAS

Escrito por laklobato em 14/05/2013

Pessoal,;

retorno das cinzas divulgando o primeiro encontro de Curitiba para nós. Todo mundo convidado, quem usa próteses ou implantes auditivos, quem só usa LIBRAS, quem é papai, mamãe, vovó, titio, irmão de usuário, quem trabalha conosco, quem tem curiosidade sobre nós, quem curte a nossa intrépida trupe…

Segue o convite do evento, que será dia 15 de junho de 2013 e eu estarei lá!

Encontro de Usuários de AASI, IC, BAHA e LIBRAS em Curitiba

 

Repetindo a informação do convite pros amigos que usam leitor de tela: Sábado, 15 de junho de 2013, das 15h às 19h. Shopping Novo Batel – Praça de Alimentação. Endereço: Al. Dom Pedro II, 255, Batel – Curitiba – Paraná.

Pessoal do Paraná, vale a pena participar desses encontros informais!!

Beijinhos sonoros,

Lak

0 palpites
 

6 meses sonoros

Escrito por laklobato em 25/04/2013

208570_551103624923312_950398267_nHoje completo 6 meses de ativação do segundo implante, o direito.

Embora já faça 3 anos e meio que operei a orelha esquerda, ter amado o primeiro implante coclear e me deliciado cada dia com ele, foi somente com o segundo IC que eu pude ter plena compreensão dos sons. Portanto, hoje é meu meio-aniversário de retorno ao mundo sonoro, de fato.

Quando decidi fazer o segundo IC, eu tinha em mente que os ganhos provavelmente não seriam muito diferentes do primeiro, porque foi isso que me foi passado pela medicina. Então, quando conversei com o Dr. Koji, falei que queria localização sonora e segurança de ter uma orelha de reserva, caso um dos ICs desse problema. Ele foi bem mais otimista que eu e disse que havia a possibilidade de eu dar um salto enorme. Sorri, mas mantive a razão falando mais alto e disse que aceitaria o que viesse.

Passou a ansiedade pré cirurgica, cirurgia, ativação, uns 10 dias e ai, veio tudo o que eu desejava – mas não me permitia ter expectativas a respeito – a compreensão da voz humana. Poder conversar ser focar nos lábios o tempo todo. Poder ouvir música e falar no telefone. Participar de uma reunião sem medo de não entender direito o que é dito. Poder assistir palestras (debate é mais difícil, se as pessoas falarem ao mesmo tempo). Tudo o que, durante 26 anos, a surdez me impediu de fazer.

Lembro da primeira música ouvida. Lembro da primeira vez que falei no telefone. Emoções tão violentas, que transbordavam e me deixavam encharcada pelas lágrimas.

Depois disso, veio um período de depressão. Senti tristeza pelo dia que perdi a audição e tudo isso me foi negado. Senti tristeza pelo primeiro IC não ter dado tão certo. Senti tristeza por ter demorado tanto para encontrar a maneira de contornar essa deficiência que me acompanha desde a pré adolescência.

Foi um período de reflexão, de medos, de angustia, de raiva… saber que o passado não pode ser mudado é bem difícil, quando você encontra a solução. Tantas coisas que eu gostaria de ter feito e não pude…

Fiz terapia, tomei florais, conversei muito com algumas pessoas e, finalmente, o período de luto passou e deu lugar a paz. Pude curtir todas as conquistas, sem mágoas. E voltei a me deliciar com as coisas mais simples: ouvir música enquanto faço academia. Entender o que a dentista fala enquanto usa máscara. Poder relaxar durante a massagem, com o som da música. Receber a primeira ligação telefônica de aniversário. Ouvir a conversa alheia (coisa feia, né?), me sentindo parte do mundo outra vez…

Certeza que sou uma pessoa extremamente auditiva, porque agora, seis meses depois apenas, eu já acho que ouvir me seja tão natural, que até me surpreendo que tenha passado 26 anos sem fazê-lo…

Eu adoro ouvir, adoro os sons, adoro música. Mas, adoro, sobretudo, saber que jamais perdi a capacidade de escutar. Isso é uma dádiva!

Comemoro meus 6 meses sonoros, ao som do tec tec tec do teclado do computador, com um sorriso de orelha a orelha e o coração grato pelas pessoas que me aturaram até a paz de espírito chegar!

Que venham muitos sons!

Beijinhos sonoros,

Lak

6 palpites
 

Debate sobre Surdos Oralizados & Implante Coclear na Reatech

Escrito por laklobato em 22/04/2013

Pessoas, eu falei que não ia, mas no fim, acabei indo, porque participei de uma mesa de debates sobre políticas voltadas para surdos oralizados, usuários de próteses e implantes auditivos e que tem português como primeiro (ou único) idioma.

O fórum todo, “Junte-se à Acústica” começou cedo, mas só estive na Reatech na parte da tarde, porque minha participação foi marcada bem em cima da hora e eu já tinha compromissos de manhã…

Confesso que foi a primeira vez que me animei de ir na Reatech, porque também era a primeira vez que tinha algo voltado exclusivamente para falar sobre oralizados. Sobre surdez sempre teve, mas no foco da LIBRAS como assunto principal e, como vocês sabem, esse tema não é a minha praia.

Eu estava apreensiva com essa temática ser abordada na Reatech justamente porque é um ambiente bem dominado pela Cultura Surda e, infelizmente, existe muitos radicais contrários ao nosso tema. Tem gente que acha que se a humanidade souber que um surdo pode ser oralizado, que o Implante Coclear pode trazer sons compreensíveis a um ouvido totalmente surdo, ninguém mais vai querer debater LIBRAS. Mas a gente sabe que não é assim, porque o implante coclear não é pra todo mundo, porque muito deficiente auditivo se sente mais confortável com a língua sinais. A questão é que a deficiência auditiva possui uma diversidade e todos os grupos precisam de divulgação, de inclusão, de acessibilidade, de respeito e de direito de existir.

Enfim, houve um encontrinho de implantados no stand do INIS, que era junto com o stand da TELEX, muito bacana. Conversei com algumas mamães, todas maravilhosas e super receptivas ao implante coclear (sabiam que eu fico receosa com a minha voz, quando encontro mães, porque acho que elas vão criticá-las com tom de “aff, não quero meu filho falando com essa voz”) e bem animadas com os meus resultados (porque sabem que os filhos provavelmente vão me superar hahaha) e alguns implantados adultos, cada um com seu resultado, mas todos apaixonados pelo IC. Esses encontros fazem bem pra quem gosta de se sentir integrado e não se sente assim entre ouvintes…

Logo depois, fomos para o auditório 7 para darmos início ao debate. Soube que os debates matutinos foram super tranquilos, ninguém apareceu pra causar polêmica ou atrapalhar. Isso me deixou um pouco mais confiante. Mas, claro, como a polêmica me persegue, uma intérprete veio me interrogar, antes da palestra, para saber sobre a “proibição da LIBRAS para crianças implantadas, que ela considerava um absurdo”. Respondi que cada caso é um caso e tem muita criança implantada que precisa de LIBRAS sim, mas que outras não tem essa necessidade e assim como não se deve PROIBIR a LIBRAS, ela também não precisa ser obrigatória, senão o radicalismo é o mesmo.

Não deu pra estender o debate, porque nessa hora levei uma bronca da Carminda, que disse que eu estava atrasando o debate hehehehe

Começou com uma apresentação dos participantes. Diana Sampaio, surda oralizada e usuária do Baha bilateral. Marcos Bandeira, surdo oralizado e usuários de próteses auditivas. Carminda Marçal, surda oralizada e usuária de implante coclear unilateral. Cidinha Garcia, mãe de uma surda oralizada de 9 anos recém implantada (Beatriz ativa essa semana!!) e eu. Cada um se apresentou, falou sobre o próprio caso e o que fazia para a divulgação do nosso grupo e o Marcos explicou sobre as diferenças entre as politicas atuais de inclusão e como era antigamente, quando as pessoas tinham que disfarçar a surdez, para não serem desrespeitadas….

Eu falei sobre o blog, sobre os lugares que já estive para divulgar a nossa existência. Falei como o DNO nasceu e porque… Que comentei no blog do Jairo Marques falando que era surda e ele me respondeu pedindo dicas “para falar com quem não fala”  e tive que explicar que era surda oralizada, porque ninguém sabia que a gente existia. Que o DNO nasceu como resultado dessa conversa. E que é um dos blogs pioneiros sobre o assunto, assim como o Crônicas da Surdez e o SULP. Que a gente precisa divulgar, porque a sociedade sempre associa surdez com lingua de sinais e, no entanto, muitos deficientes auditivos usam a lingua portuguesa.

Logo depois, a platéia começou a fazer perguntas. Queriam saber como se oraliza um surdo (porque a pessoa não sabia que surdos podiam falar), queriam saber como é ouvir pelo implante, como alguém que nunca ouviu reage aos sons. Como divulgar a nossa existência nos ajuda.

Sabem o que respondi? Que se um ouvinte perde a audição, automaticamente se torna um surdo oralizado. Ele pode aprender LIBRAS e até se identificar com ela. Mas, a voz dele já estará ali formada. E ele já terá o português fixado como primeiro idioma. E que, muito mais fácil que aprender outro idioma inteiro (que demora um bom tempo) é ter acessibilidade no idioma que ele já usa. Que ele não vai precisar esconder que tem uma deficiência adquirida, porque poderá ser respeitado de acordo com essa condição.

Passamos contatos para esclarecimento de duvidas, passamos o endereço do blog, do FIC e das comunidades do Facebook. E esperamos que essa primeira participação na Reatech, embora pequena, seja marco de início de uma participação cada vez mais expressiva, para que a existência dos surdos oralizados e usuários da língua portuguesa, das próteses e implantes auditivos, seja cada vez mais divulgado. Até o dia que seja tão comum, que a reação da platéia não seja mais “ohhh, vocês existem?”…

No fundo, a gente sabe que informação faz toda a diferença!

Beijinhos sonoros,

Lak

5 palpites
 

Fórum Junte-se à Acustica 2013

Escrito por laklobato em 11/04/2013

Pessoal, este ano terá, pela primeira vez, um evento dedicado ao Implante Coclear na Reatech!

Segue a programação completa do evento em questão:

FÓRUM – “Junte-se a Acústica”!!

REATECH 2013 – Centro de Exposições Imigrantes – São Paulo/SP.

DATA –  20 de Abril de 2013

“Sala 6”

PROGRAMAÇÃO  

10h  Abertura

Presença de autoridades e convidados especiais.

 

10h30

1° Mesa  A Deficiência Auditiva.

Lúcia Cristina Onuk

É Fonoaudióloga da Equipe de Implante Coclear da UNICAMP e Mãe de usuário de Implante Coclear.

Andrea Cortez Alvarez

Graduanda no curso de Pós-Graduação em Pedagogia Waldorf; Pós-Graduada em Hotelaria pela USP, Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Santos e Pedagogia pela UNIMES.

Desde 2009 é representante do CAOIC (Centro de Apoio e Orientação sobre Implante Coclear), após seu filho ter nascido com deficiência auditiva bilateral profunda e foi submetido a cirurgia de Implante Coclear.

 

- Diana Costa Sampaio

Pessoa com Deficiência Auditiva e usuária de BAHA.

- Carminda Marçal 

Pessoa com Deficiência Auditiva e usuária de Implante Coclear.

 

12h30

2° Mesa  Tecnologia Assistiva

- Sistema FM 

O dispositivo adota o sistema de freqüência Modulada (FM) para filtrar a voz do professor e eliminar os ruídos da sala de aula, de maneira a potencializar a acessibilidade acústica dos usuários de aparelhos de amplificação sonora e implante coclear. 

- Dynamic SoundField – Representante exclusivo no Brasil – JA

É um sistema de amplificação inteligente que utiliza um transmissor de FM para operá-lo. Ou seja, o Inspiro transmite em sinal digital para o Dynamic SoundField e transmite em FM para receptores de aparelhos auditivos e/ou implante coclear, para isso, é necessário a utilização de receptores de FM ou receptores por indução magnética para se obter o som.

 

14h

3° Mesa – A Deficiência Visual  Audiodescriçã Barreiras atitudinais

Rosângela Ribeiro Mucci Barqueiro 

É Psicóloga, especialista em Psicologia Hospitalar pelo Instituto Sedes Sapientiae; Pós-Graduada em Adm. De Recursos Humanos pela FAAP e Gestão Social pelo Senac. Audiodescritora pelo Instituto VIVO e LARAMARA.

Relações Institucionais da LARAMARA – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual.

16h -

4° Mesa  Deficiências Sensoriais e as Políticas Públicas

Carlos Perl  Presidente do INIS; Conselheiro do CEAPcD – Conselho para Assuntos dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo; Consultor da Revista Reação.

Carminda Marçal  Pessoa com Deficiência Auditiva e usuária de Implante Coclear, é de São Paulo.

Diana Costa Sampaio  Pessoa com Deficiência Auditiva e usuária de BAHA, é de Salvador/Bahia.

Lak Lobato  Pessoa com Deficiência Auditiva, usuária de Implante Coclear e escritora do Blog – “Desculpe não Ouvi”, é de São Paulo.

Marcos Bandeira  Deficiente Auditivo (profundo) e Oralizado, é de Brasília/Distrito Federal.

 

Coordenação geral do Fórum:

- CARLOS PERL/ Presidente do INIS

- CLARICE KAMMER PERL/ INIS e NÚCLEO 1 do CEAPcD

- CARMNDA MARÇAL

Beijinhos sonoros,

Lak

 

4 palpites
 

39º Festival SESC Melhores Filmes

Escrito por laklobato em 08/04/2013

Pessoal,

uma das maiores reclamações das pessoas com deficiência é  a dificuldade encontrada de ter acessibilidade para realizar as tarefas mais simples. Não porque seja difícil adaptar o mundo, mas porque ainda perdura a mentalidade de que se você não pode fazer algo da maneira padrão, não deveria se meter a fazer.

Felizmente, nem todo mundo concorda com essa premissa e existem lugares, pessoas, movimentos que acreditam que o mundo deve ser adaptado às pessoas e não o contrário.

Para quem tem deficiência sensorial – surdez ou cegueira – uma das dificuldades encontradas é acessibilidade em filmes. Porque a gente sempre precisa de uma mãozinha para entender melhor a história.

Pensando na gente, o SESC decidiu tornar os filmes acessíveis para todas as pessoas, a revelia de suas condições sensoriais, trazendo sessões com legenda (em open caption) e audiodescrição.

Pelo menos para quem é do Estado de São Paulo – ou tem condições de se deslocar para cá – este é um evento imperdível! Serão diversos filmes apresentados de 04 – 25 de abril de 2013.

Quem tiver interesse, clica neste link para saber a programação completa e as salas.

E para quem tiver curiosidade de saber o que é legenda open caption, dá uma olhada na foto abaixo:

Reparem na telinha retangular abaixo da tela principal. Nessa tela é exibida uma legenda descritiva de sons, especial para espectadores com deficiência auditiva. Imagem: Sonia Ramires

O trabalho de acessibilidade aos filmes foi feito pela Iguale! Já tive oportunidade de ter uma rápida conversa com o pessoal dessa empresa e só posso elogiar o excelente trabalho deles!

Imperdível!!

Beijinhos sonoros,

Lak

2 palpites

Copyright © 2013 Desculpe, não ouvi! All rights reserved. Visite www.laklobato.com