Encontro de Implantados em Porto Alegre 2 de junho

Escrito por laklobato em 18/05/2012

Gente, eu fiz uma coisa MUITO feia e esqueci de divulgar o encontro de Implantados em POA, dia 2 de junho.

Já está meio em cima da hora, mas acho que ainda dá tempo de se programar pra ir – espero!!

Para participar, a organizadora do evento, passou as coordenadas abaixo:

AVISO:
Para melhor atender a todos, no mencionado encontro, informamos o cardápio do que será servido.

Comida campeira:
carreteiro com carne; carreteiro com charque; feijão mexido; feijão com calda; moranga caramelada e aipim; salada de alface, tomate, cebola, maionese, etc.

Preço: R$ 15,00 por pessoa
De 7 anos a 14 anos: R$ 10,00
Abaixo de 7 anos de idade não será cobrado
Bebidas à parte

Ainda haverá sobremesa, bem como chimarrão (para degustação) sem custo para os participantes. Estamos averiguando ainda brindes para sorteio e recreação para as crianças.

No mais, solicitamos, para que possamos providenciar junto ao CTG o almoço, que seja depositado até o final do dia 24/05/2012 (quinta-feira), impreterivelmente, na conta abaixo discriminada o valor de acordo com numero de pessoas que irão ao encontro, bem como que seja confirmada a presença através do email: mmw.nho@terra.com.br, relatando nomes completos, idade e cidade de origem. 
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – Banco n.º 104
Agência 1645
Conta Poupança 310-9
Nome: Geraldine Brandeburski de Oliveira
CPF n.º 722.920.910-20

Adivinhem: Eu vou!

Beijinhos sonoros  e até lá,

Lak

p.s. O convite também é criação minha! Hihi

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Ultima chamada: Passeio para Implantados no Zoo de SP

Escrito por laklobato em 16/05/2012

Galeraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

Aproveitando pra fazer uma última chamada pro encontrinho no Zoo de São Paulo, pra criançada (e os maiorzinhos também, por que não? Afinal, muitos de nós estão ouvindo pela primeira vez ou ouvindo de novo depois de muito tempo, via Implante Coclear) conhecer e ouvir os bichinhos que vivem no Zoológico de São Paulo.

Então, reforço o convite abaixo:

Até porque o convite fofinho acima fui eu que fiz, né? Haha

Aproveitem a oportunidade. Soube que vai a maior galera!!

Beijinhos,

Lak

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Próteses auditivas X Concursos Públicos

Escrito por laklobato em 14/05/2012

O texto abaixo é de Marcel Pigozzi, implantado e usuário do AASI, relatando o desrespeito que ocorre com usuários de próteses auditivas em concurso e vestibulares.

Por um lado, eu entendo que haja receios de ouvido eletrônico pra cola. Mas, a dependência de quem usa prótese em relação ao ruido ambiente, não pode ser considerada irrelevante nessas horas. Os fiscais deveriam saber verificar o que é um aparelho auditivo e o que é um ponto de recepção de audio!!

Segue o desabafo dele:

Meu nome é Marcel, sou deficiente auditivo bilateral com perda severa para profunda. Nasci com essa deficiência, e desde os 10 meses de idade, sempre usei aparelhos auditivos AASI. Atualmente, faço uso do Implante Coclear no ouvido esquerdo (implantado em abril de 2010) e aparelho AASI no ouvido direito. Estou bastante satisfeito com o implante coclear, pois os resultados foram satisfatórios. Uso ambos aparelhos praticamente o dia todo, apenas os retiro para dormir e tomar banho.

Sou formado em ciência da computação, e atualmente trabalho em SP na área de Segurança de Tecnologia da Informação. Gosto do meu trabalho, no entanto sempre almejamos algo a mais, não é?

Pois bem, no ano passado (2011) decidi iniciar minha jornada em concursos públicos, devido às vagas reservadas para deficientes e aos salários e benefícios atraentes. É uma aventura cansativa, mas está valendo a pena.

Porém venho enfrentando, algumas vezes, situações chatas e lamentáveis pela falta de informação e de preparo das organizadoras das provas. Para quem não conhece o processo de concursos públicos, para concorrer às vagas de deficiência, é exigido o envio de laudo médico, com CID (Classificação Internacional de Doenças) durante o período de inscrições, para que fique comprovada a deficiência. No meu laudo médico, o médico explica a minha deficiência, menciona que sem os aparelhos auditivos perco a referência auditiva e a concentração, e ainda exige que eu faça a prova com os respectivos aparelhos.

No dia da prova, eu sempre apresento uma cópia do laudo médico, com a assinatura do médico e logo do hospital, porém os fiscais e até mesmo o coordenador da prova exigem a retirada dos aparelhos auditivos, AASI e IC, alegando que são transmissores de mensagens, e ainda falam que não há necessidade de usar os respectivos aparelhos durante as provas, pois o ambiente estará silencioso. Além disso, falam que no edital é dito que é proibida a utilização protetores auriculares, interpretando-os como aparelhos auditivos.

De acordo com Wikipedia: “Um protetor auricular, também conhecido como protetor de ouvido ou earplug, é um aparelho de proteção projetado para ser utilizado no canal auditivo externo, protegendo o ouvido de quem o usa de barulhos altos, entrada de água ou vento excessivo”.

Podemos notar que não faz correlação alguma com aparelhos auditivos. Explico isso a eles e enfatizo que não fico sem os aparelhos por muito tempo, pois isso pode provocar desconcentração e falta de referência auditiva.

Mesmo assim, algumas bancas examinadoras exigem a retirada dos aparelhos auditivos, como aconteceu em Brasília pela banca Fundação Universa e em São Paulo, pela banca Cesgranrio. Ficar fazendo uma prova de 4 a 5 horas sem os aparelhos afeta extremamente o desempenho do candidato deficiente.

É uma situação lamentável e injusta, pois você estuda muito, chega na prova preparado e tranquilo, e acontece isso. E você acaba ficando nervoso discutindo com o fiscal, e isso acaba te desconcentrando antes mesmo de começar a prova. Além disso, já enfrentei situação parecida na época dos vestibulares, principalmente na UFU (Universidade Federal de Uberlândia), onde o próprio reitor da universidade fez questão de ligar para o meu pai e dizer que não era permitido fazer a prova com os aparelhos auditivos. Olha que absurdo! Um reitor de universidade, renomado, me tratando dessa forma. Na época tive que realizar a prova através de mandato de segurança.

Entrei com processo contra a Cesgranrio no ano passado (2011) pelo Ministério Público, e a partir daí algumas bancas, inclusive a Cesgranrio, adicionaram no edital que os candidatos portadores de deficiência auditiva devem manifestar necessidade de realizar as provas com seus aparelhos auditivos, apresentando o laudo médico no dia da prova. É um bom começo, mas ainda há muito o que ser feito, pois a maioria das bancas examinadoras ainda não fazem menção alguma nos seus editais de concursos sobre a possibilidade de realizar a prova com os aparelhos auditivos.

Gostaria de aproveitar este espaço no seu blog, para que os deficientes auditivos que estiverem prestando concursos públicos não deixem de lutar pelos seus direitos! Somos todos iguais, e devemos ser tratados como tal.

Lak, fico à disposição.

Obrigado!

Beijo

Marcel

Nunca prestei concurso, então nem estava a par dessa situação! Que absurdo!!

Beijinhos sonoros,

Lak

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Reflexões bilaterais

Escrito por laklobato em 11/05/2012

Acho que perdi as contas de quantas vezes, nos últimos dez dias, respondi a pergunta “Por que você não fez ainda o IC do lado direito?”

A verdade é que decidir pelo implante do lado esquerdo já não foi fácil – levei dois anos enrolando – e decidir pelo bilateral também não é. Por algumas razões similares e muitas diferentes.

Vontade de ter audição similar pelas duas orelhas, eu tenho, né? Não vou negar. É natural que a gente queira usar os dois olhos, os dois ouvidos, as duas narinas…

Mas, a diferença do IC unilateral para o Bilateral não é tão grande, a não ser em caso de crianças pequenas, que já são biimplantadas de uma só vez.  A diferença MESMO é  capacidade de localização dos sons – pra isso, é preciso audição bilateral equilibrada, porque o cérebro usa o eco para localizar os sons – e ter sempre a segurança de que se um IC der problema, o outro “segura as pontas” até o conserto do quebrado. Além disso, permite que a pessoa possa ser chamada com a mesma facilidade estando virada para qualquer lado. Por exemplo, se alguém estiver à minha esquerda e me chamar, eu respondo imediatamente. Se ela estiver à minha direta, eu levo mais tempo pra me dar conta do chamado. Isso é animador.

Ainda mais agora que tenho tido facilidade de reconhecer cada vez mais palavras e até frases sem apoio da leitura labial…

O que pega pra não fazer é tempo, dinheiro e disposição. Sustentar dois ICs significa o dobro de bateria, o dobro de mapeamentos, o dobro de manutenção. Sem falar que já estou na fase dos mapeamentos semestrais e, se fizer o bilateral, provavelmente volto ao mensal/bimestral/trimestral por um ano. Isso me dá uma certa preguiça.

Conversei com minha chefe e ela disse que eu poderia sair de licença depois de setembro, sem problemas… Então, tenho até julho pra entrar em contato com o médico e ver se ele topa fazer minha cirurgia no final do ano…

Isso, se eu criar coragem, né? Vamos ver…

Bom final de semana,

beijinhos sonoros,

Lak

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Categorias: lugar nenhum
 

Ah, mas o Implante Coclear não é pra todo mundo…

Escrito por laklobato em 07/05/2012

Qualquer pessoa que use, divulgue, conheça alguém que usa Implante Coclear, já deve ter ouvido essa frase dita em tom de desdém, dada a cultura anti-IC que existe por aí, responsável por espalhar um monte de bobagens e lendas sobre o IC.

Nada contra adolescentes e adultos surdos serem contra o implante coclear neles. Ser obrigado a usar uma tecnologia que a gente não está afim, é burrice, perda de tempo, dinheiro e paciência (dos outros, principalmente). Afinal, eu respeito o direito de escolha individual de cada pessoa surda ou familia, no caso de crianças.

Mas, é importante enfatizar que o IC realmente não é pra todo mundo, nem para qualquer tipo de surdez. Ele é uma dentre diversas tecnologias disponíveis no mercado, indicado para casos de surdez neurossensorial (mais sensorial do que neural) bilateral severa a profunda, para aqueles que tem pouca ou nenhuma discriminação sonora das frequencias da fala – sim, é a compreensão da fala que define o sucesso da audição – com as próteses convencionais que devem ser testadas antes da cirurgia do IC. Mas também é importante que a pessoa não sofra de otite crônica, porque isso também é uma contra indicação para o IC.

Agora, há outros casos de surdez que possuem outras tecnologias mais indicadas, como:

- AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual) é indicado para os casos de perda leve, moderada e severa, podendo também ser indicado para perda profunda, quando a pessoa tem uma perda regular em todas as frequência. Ele serve de amplificador do som, usando a audição residual da pessoa, de maneira satisfatória. A maioria dos usuários com perda moderada e severa tem ganho significativo com o aparelho e é capaz de falar ao telefone tranquilamente. Possui diversas versões: microcanal, intracanal, retroauricular e miniretroauricular. Não requer cirurgia. Normalmente é indicado por fonoaudiólogas. Como qualquer prótese auditiva, requer tempo de aprendizado para se entender com ele.

- O AASI possui também uma versão totalmente interna, sem qualquer parte externa, implantado cirurgicamente. Geralmente, para casos de perda moderada/severa, com boa discriminação da fala. A vantagem dele é poder ser usado 24hs por dia, inclusive para dormir, tomar banho e nadar, coisas que as outras tecnologias não permitem, e segundo o fabricante, há redução de ruído, por conta da proteção do microfone. A cirurgia foi aprovada pela Anvisa em 2011 e já está a disposição no mercado. Não sei dizer se o SUS cobre essa cirurgia.

- Sistema Baha (bone anchored hearind aid) é o implante de condução óssea, indicado para os casos de perda unilateral ou condutiva ou mista. Ele faz o som ser conduzido até a cóclea por condução no osso, tal qual diz o nome. Pode ser usado de um lado (nas perdas unilaterais) ou bilateral (no caso de perdas mistas/condutivas). A cirurgia é feita em consultório médico, com anestesia local e possui parte externa.

- Implante Coclear Híbrido: é uma versão do IC que se mescla com o AASI. É indicado para quem tem perda apenas nos sons médios e agudos, com boa audição residual de sons graves. A parte de AASI do aparelho, amplia os barulhos em frequencias graves, aproveitando a audição natural da pessoa  e a parte de Implante Coclear, conduz e reproduz as frequencias médias e agudas na cóclea. A cirurgia é coberta pelo SUS.

- Implante de Tronco Encefálico: É uma versão do IC onde os eletrodos são ligados diretamente no nervo auditivo, para os casos em que não há possibilidade de fazer o IC tradicional, por conta da ausência ou dano total da cóclea. É um aparelho que ainda tem poucos usuários pelo mundo, por conta da delicadeza da cirurgia. Tenho quase certeza que a cirurgia também é coberta pelo SUS, embora eu não confirme.

- Casos em que a pessoa perdeu o período crítico de formação da linguagem, nunca usou aparelho e/ou não tem o menor interesse de ouvir nem mesmo através de próteses.

C0mo vocês podem observar, o IC realmente não é para todo mundo nem é todo mundo que pode fazer o IC. Taí uma verdade!

Quanto a mim, usuária do IC, continuo afirmando que o IC é a maior dádiva que recebi na vida! Sou grata a cada segundo ouvindo cada sonzinho mais besta que ele me permite. Graças a Deus eu era caso de implante coclear!

Beijinhos sonoros,

Lak

 

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