Preconceito com criança surda oralizada em escola

22 palpites

  1. SôRamires disse:

    quanto mais divulgação melhor! 🙂

  2. Deni disse:

    Na real fiquei de cara com a atitude da escola. Sei que não deveria me surpreender, mas eu nunca me deparei com esse tipo de preconceito, e olha que no meu tempo, como conversamos esses dias via msn, nem havia essa tal Lei da Inclusão e estudei em escola regular minha vida toda.
    Mas parabéns a essa mãe e que ela sirva não somente de exemplo, mas de inspiração a outros pais para lutarem pela inclusão de seus filhos.

    Bjos!

  3. Ana clara disse:

    Oi Lak! Tive que comentar esse seu post, principalmente porque vivi o lado da criança que não é aceita. Minha mãe conta (não muito, rs, ela não gosta de falar desse período) que quando foi me matricular na escola, queriam me mandar para uma escola especial para surdos… Isso porque na época eu ja lia e escrevia super bem ( aprendi a ler e escrever aos 5 anos), e falava melhor ainda… É triste ver como as pessoas veem o deficiente auditivo como alguem que tem que estar numa sociedade a parte, eu jamais me adaptaria a comunidade surda. E aprendi sim a LIBRAS, mas não por necessidade, mas sim para melhor me comunicar com uma amiga surda que trabalhava comigo… Na verdade faziamos uma salada de “portulibras” rsrsr oque era muito divertido… Porque não se aproveitar o melhor das duas linguas??? Copiando a sua frase:

    beijinhos sonoros

    Ana Clara

    • laklobato disse:

      Ana, o debate não é esse. É se a criança surda oralizada tem o direito de estudar da maneira que for melhor pra ela e não ser obrigada a aprender exclusivamente através da educação especial e ter Líbras como primeiro idoma.
      O resto, fica a critério de cada um.
      Beijos

  4. Maíra disse:

    Adorei a postura da mãe de correr atrás dos direitos da filha. Lembremos que a família tem direito por optar pelo oralismo ou pela língua de sinais, logo esta opção tem que ser respeitada todo e em qualquer ambiente, principalmente na escola.

    • laklobato disse:

      Pois é. Uma coisa é respeitar a escola especial. Outra é ela ser a única alternativa para toda e qualquer criança com deficiência auditiva. Beijocas

  5. Mariana disse:

    Esse texto é de calar a boca desse povo de mente fechada que acha que sabe o melhor para gente. Como Deni disse, na minha época também, meus pais não foram surpreendidos com essa falta de respeito ao me matricular (já estudei em mais de 4 escolas regulares). Fico achando que quanto mais as pessoas se ‘conscientizam’ disso, mais elas criam o preconceito, ou seja, se ‘conscientizam’ de forma apressada e não fazem uma boa pesquisa a respeito, se mantêm na ignorância. Impressionante essa diretora. Espero que dessa vez ela aprenda!

  6. Mariana disse:

    Alias, não só essa diretora, obviamente, como todo mundo precisa aprender. Esse texto tem que ser bastante divulgado, pois está bem claro, bem escrito e bem argumentado. Parabéns, Sheila!

    • laklobato disse:

      A maioria das pessoas se limita ao estereótipo. A questão é respeitar quando não se depara com um e ponto. Querer forçar a barra pra mantê-lo não dá.
      Beijos

  7. Rogério disse:

    Adoro gente de fibra, e a Sheila matou a pau. A Amanda tem que ser respeitada, o resto é discurso. Muito boa também a postura do promotor, parece que a galera do MP desenvolveu sensibilidade para o tema dos deficientes, porque quando estive lá também percebi que a argumentação da promotora continha conhecimento de causa. Resta lamentar a atitude dessa diretora idiota, que se diz pedagoga e não consegue sequer praticar o mais comezinho ato de inclusão.
    Esse é o caminho das pedras: não aceitar passivamente a menor manifestação de rejeição e preconceito, não tolerar o descumprimento de leis e procurar, sempre, aqueles que podem falar por nós. O Ministério Público é um ótimo aliado na luta diuturna pela acessibilidade.
    Um grande beijo.

    • laklobato disse:

      Pois é, aceitar sem reclamar, pra não se aborrecer é um mau hábito do brasileiro, eternamente conivente com péssimo tratamento que recebe o tempo todo.
      Nesse ponto, não dá mais! A gente precisa brigar por respeito!!
      Beijinhos

  8. GI disse:

    É um absurdo a tamanha ignorancia e falta de competencia de pessoas designadas a passar a nossas crianças educação! É lamentável ver o nível de mediocridade de seres tão egoistas e preconceituosos! Que nossas crianças não reflitam nada do que transmite estes que estão na posição de ensinar não por merecimento! Triste!

    Lak, ontem foi a ativação do meu amigo Bryan! Ocorreu tudo mais que bem! Ele é novinho e não pude falar com ele sobre a sua sensação, mas tenho a certeza que foi a das melhores…ele foi dormir as 2 da madrugada kkk!

    Abraços, Gi 😉

    • laklobato disse:

      Pois é… quem achava que o preconceito havia acabado se engana!!
      Que ótimo que seu amigo foi ativado. É sempre maravilhoso ter mais gente no time cyborg! haha Ouvir é tudo de bom.
      Beijos

  9. kaliny disse:

    Esse foi o meu maior medo quando recebi o diagnostico de que o meu bêbê , tinha surdez severa/profunda. O preconceito que ele provavelmente ira sofrer na vida. por isso desde cedo ele usa o aparelho e foi implantado recentemente (2 meses). Quero que ele fale e compreenda o que agente fala, é por isso que luto e espero que ele não passe por situações tão absurdas como essa.PS: Lak sou nova por aqui mais estou adorando seu blog.

    • laklobato disse:

      Kaliny, vamos batalhar para reverter esse quadro. O implante está sendo divulgado justamente para que as pessoas saibam que a língua de sinais não é sinônimo de surdez. E existe SIM escolas aptas a receber crianças implantadas (mesmo que não saibam muito a respeito, mas que tenham a mente aberta para aprender a lidar com os pequenos ciborguinhos), infelizmente não são todas.
      E, quanto ao preconceito, é melhor não sofrer por antecedência. Foque a mente nas conquistas e passe por cima dos preconceitos de cabeça erguida. Não deixe que nada te paralise!
      Mas, tb não passe por isso sozinha. Existe quem está nessa junto com você (os pais que postam no FIC, eu, etc…) Qualquer dúvida, raiva, indignação, compartilhe conosco, que a gente vai te entender muito bem!!
      Beijocas e bem vinda ao DNO. Se precisar de qualquer coisa, avise.

  10. Marcela Cordeiro disse:

    Caraca! Mas que vergonha meu Deus!
    Como uma escola pode ser tão insensível com uma criança de seis anos e recusar matricula sem ao menos conhecê-la e ver do que ela precisaria ou não?
    Parabéns por essa mãe! Ela é guerreira e correu atrás do que é melhor pra sua filha e mostrar para o Brasil que não teremos tolerância com esse pensamento segregacionista de escolas.

  11. Crisaidi disse:

    Sheila, uau!
    Você falou e disse! Não enrolou, não desviou do assunto! Ótima argumentadora e manteve o humor em alta! Você é uma líder maravilhosa!
    Esse tipo de escola perde. Dou aula para a Lak e vivo aprendendo com ela. Na aula passada eu lhe mostrei uma regra de pronúncia de inglês. Ela me mostrou a dela e fiquei ‘boba-olhando’. Na verdade, a dela é bem sofisticada e me deu nó no cérebro. rsrsrsrs
    Lak, esse blog é mil estrelas! 😀
    Falando em estrelas, Ana Clara, tudo tem seu lado bom e ruim. Quando estudei Libras (pouquinho!) achei ‘gostoso’! ‘Estrela’ em Libras é tão bonitinho! Cheguei a pedir ao meu marido para fazer as aulas comigo – então, se precisássemos nos comunicar ‘gritando’, poderíamos, elegantemente, usar Libras!
    Kaliny, tenho primos que sofreram preconceito na infância. Várias escolas negaram a matrícula para minha tia porque ela era ‘desquitada’. O preconceito é uma doença que tem vários tipos – como a hepatite: tipo A, tipo B… Um dia vem uma vacina aqui, outro dia vem uma Sheila… Hoje (acho) que aquele preconceito contra filhos de pais separados já está erradicado. Fique tranquila! Ninguém é aceito por ‘todos’, mas será amado por alguns que farão valer a pena viver. Sou professora da Lak e a considero um charme. Esta coruja aqui acho bonito o barulhinho que ela fazia com tanta naturalidade ao comer em aula!

    • laklobato disse:

      Hahaha a minha regra é muito mais simples, tá? Ela é facilitadora de pronuncia! hahaha Mas claro que requer prestar atenção no que se está falando, coisa que a maioria das pessoas não faz, só eu.
      Amei o comentário!
      Sheila é um exemplo a ser seguido, mesmo!
      Beijinhos