A história de David – Implante bilateral simultâneo

Uma pergunta de praxe, quando se fala do Implante Coclear com leigos, é se fazemos o IC nos dois ouvidos. Por razões óbvias: temos duas orelhas. Mas, salvo crianças pequenas, normalmente o IC é feito de apenas um lado e, no outro, costuma-se usar aparelho auditivo (ou nada) sob pretexto de preservar uma das cócleas ou por acharem que o IC bilateral não tem grande vantagem sobre o IC unilateral.

Bom, mas como cada pessoa é única, algumas realmente preferem usar o Implante Coclear dos dois lados. Criança, principalmente, por ter toda a plasticidade cerebral que permite um aprendizado mais intenso da capacidade de ouvir, costuma ter indicação de IC bilateral. Adultos, nem tanto. Mas já postei a história do Walter Kuhner, que é um implantado bilateral adulto, autor do blog “Blog do Walter | Implante Coclear Bilateral”

Mas, Walter foi implantado primeiro num ouvido e depois, no outro, então teve que passar por duas cirurgias. Crianças, muitas vezes, fazem o IC bilateral simultaneamente…

Por isso, resolvi trazer a história do David para cá, pois ele é o primeiro adulto que conheci que fez a cirurgia de IC bilateral de uma só vez.

A história dele é bonita, sensível e de longa data ligada ao DNO. Confiram:

Meu nome é David, tenho 44 anos, minha esposa chama-se Marta, somos casados a 22 anos. Temos dois filhos, ambos adotivos: Renato César, hoje com 26 anos (o adotamos quando ele tinha 9 anos de idade) e Eyshila Nathália, hoje com 6 aninhos (a adotamos quando ela estava com 4 para 5 meses de idade).

Sou formado em Letras e Direito. Trabalho há 20 anos em uma empresa da região de Cianorte, interior do Paraná, como Supervisor de Recursos Humanos.

Atendendo solicitação da Lak, vou relatar abaixo minha história como deficiente auditivo. Tentarei não ser muito extenso, o que duvido muito, pois quando começo escrever é difícil parar.

Diário de bordo… Ano estelar 1992…

O ano era 1992. Estava retornando da Universidade Estadual de Maringá, distante, aproximadamente, 80 km de onde moro (Cianorte-PR). Ainda dentro do ônibus senti forte tontura, que me deixou uma semana de cama.

Eu havia perdido meu pai um ano antes, acometido por um tumor no cérebro que evoluiu rapidamente e, em cerca de três meses, o levou a óbito. Assustado, procurei o mesmo neurologista que o atendeu, o qual, após tomografia, descartou a existência de tumor e me encaminhou para um otorrino, pois suspeitava de labirintite.

Fiz áudiometria e constatou-se perda auditiva severa no ouvido direito (OD) e leve no ouvido esquerdo (OE). O diagnóstico: menière que acabou não sendo confirmada.

A perda auditiva não chegou a me atrapalhar por um bom tempo, até que em 1995, estava trabalhando e o telefone ao meu lado tocou e eu não ouvi. Tocou de novo e foi a mesma coisa.

Nova áudio constatou uma queda auditiva em ambos os ouvidos, sendo que o OE passou de perda leve para moderada. Comecei a usar aparelho auditivo (AASI) somente no OE um microcanal apenas para o OE. Eu não queria o retroauricular, achava muito feio.

Por mais de 10 anos o AASI me concedia uma vida “normal”. Consegui concluir a minha segunda faculdade(Direito) sem maiores transtornos em 2002, e levava uma vida social ativa.

24/02/2008, o dia em que a terra parou…

Certa manhã de domingo minha pequenina, como de costume, acordou cedo e correu para cama do papai e da mamãe e falou-me alguma coisa. Pedi para ela esperar o papai colocar o aparelho e repetir. Coloquei o AASI, ela repetiu a frase e… nada! Tirei o aparelho, segurei-o em ambas as mãos a fim de provocar microfonia e pedi para minha esposa ouvi-lo. Pensei que poderia ser problema no aparelho, como já acontecera antes. Para minha tristeza o aparelho estava normal.

Embora eu não estivesse ouvindo minha filha e minha esposa, em contrapartida estava ouvindo um som estridente e irritante, o que eu saberia depois eram zumbidos.

Dessa vez minha audição no OE, que tinha perda moderada, passou para perda severa a profunda. O ouvido direito já tinha perda profunda.

Obviamente baixou o desespero. Quase entrei em depressão. A terra, literalmente, parou para mim. O chão sumiu. O que eu iria fazer? Como eu iria trabalhar? Não ouviria mais a voz da minha princesinha e da minha esposa. Eu não sabia e ainda não sei Libras. Até então minha leitura orofacial (LOF) era péssima. Como seria minha vida?

Durante um ano, aproximadamente, fiquei com audição flutuante. Em momentos minha audição voltava aos patamares “normais” para logo em seguida cair novamente. Cheguei a fazer áudio quase que dia sim dia não a fim de ajustar o AASI. Deixei a vaidade de lado e coloquei um retroauricular forte na esperança de resolver a situação, sem resultado satisfatório.

Consultei o Dr. Ricardo Bento. Na ocasião, como minha audição ainda flutuava em patamares, digamos, aceitáveis, ele mencionou, após questionamento meu sobre a possível nova queda auditiva, que sempre há algo a se fazer e citou o Implante Coclear (IC), foi a primeira vez que ouvi sobre o IC, mas descartou naquele momento o implante, pois eu ainda me dava bem com o AASI.

Em setembro de 2009 minha audição ficou em baixa definitiva, ainda flutuante, mas a melhor condição ficava nos 95 db. Eu não conseguia mais entender as vozes. Ouvia os diversos barulhos, mas a compreensão da fala estava definitivamente comprometida, além de persistirem os zumbidos.

Implante coclear… A descoberta

Quando as esperanças já estavam no, lembrei-me que o Dr. Ricardo Bento falou sobre o IC. Imediatamente comecei a pesquisar na rede. O primeiro sitio que consultei foi do Hospital das Clínicas. Consultei o sitio da Politec. Cheguei ao FIC e li algumas mensagens.

Pelas pesquisas soube que o IC era coberto pelos planos de saúde, mas eu não tinha plano. Pelo SUS, a informação era que havia uma fila enorme e a demora era grande (mínimo 2 anos), pois a prioridade era para crianças.

Nesse meio tempo a OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil, subseção do Paraná) firmou convênio com a UNIMED com condições especiais e carência reduzida. Contratei o plano, mesmo sem estar convicto sobre o IC.

Confesso que, ao olhar algumas fotos, a aparência do IC me assustava. Lembrem-se que meu primeiro AASI era microcanal, imaginem agora um aparelho retroauricular e ainda com uma antena!…meu Deus!

Continuei a pesquisar e encontrei o DNO (Desculpe, não ouvi!). A Lak havia acabado de fazer o IC, nem tinha ativado ainda, mas contava suas histórias de uma forma poética, talvez até romanceada, que me cativou. Passei a acompanhar o blog e a cada novo post, principalmente depois que ela já havia ativado o IC, me encantava e me adquiria confiança, pois ela ficou por tantos anos sem ouvir e demonstrava total satisfação com o IC e eu, por ter poucos anos de privação auditiva, imaginava o resultado seria ainda melhor.

Voltei a consultar o FIC, me associei e comecei a fazer vários questionamentos ao pessoal. Fui muito bem recepcionado e me deparei com vários depoimentos de sucesso que foram importantantíssimos para minha tomada de decisão em fazer o IC.

Comecei a fazer os preparativos para me candidatar. Todos os exames mostraram que me condição era propícia para o implante. Demos entrada no pedido de liberação do IC junto ao plano de saúde. Pedi a equipe médica que já fizesse a solicitação do implante bilateral, mesmo achando que o plano não liberaria por conta da resolução da ANS que previa somente unilateral. Mas a ideia era ter argumentos para usar posteriormente, se necessário.

Batalha junto ao plano…

Feito o pedido, tivemos uma longa espera de resposta, até que em meados de maio/2011 tivemos notícia da liberação, mas apenas unilateral.

Preparei-me para realização do Implante. Estava ansioso. No entanto, dois dias antes da data da cirurgia fui comunicado que a UNIMED havia liberado somente a cirurgia, mas não os aparelhos e demais materiais necessários. Um absurdo, fiquei muito indignado.

Essa via sacra já havia perdurado por quase um ano…não tive dúvidas… entrei com pedido judicial para realização do IC, agora bilateral, simultaneamente. Em 30 dias foi concedida liminar e realizei o IC bilateral, simultâneo, em 02/07/2011. Implante modelo Nucleus 5, da Coclhear.

A cirurgia…

A cirurgia foi um sucesso (também não era pra menos, eu colaborei totalmente com os médicos… não me mexi em momento sequer durante as 5 horas de cirurgia…rsrsrs).

Ao final da cirurgia fui para o quarto e, instantes depois, voltei da anestesia geral. Estava com tontura, náusea e vômitos. A náusea e vômitos praticamente cessaram ainda no primeiro dia, mediante medicação. A tontura perdurou por vários dias, com intensidade leve.

Nos primeiros dias, como o IC foi bilateral, não podia dormir de lado, não foi fácil. Comprei travesseiro de pescoço para tentar não virar a cabeça. Ainda bem que foram apenas uns cinco dias, a posição era muito incômoda.

O corte cirúrgico foi fechado com pontos internos e, a parte externa com cola. A cicatriz ficou bem leve, quase não dá para ver.

Tive que fazer um corte de cabelo radical. Tinha duas opções: moicano, a lá Neymar, ou militar. Optei pelo corte militar…voltei a ter 18 anos…kkkkkk

Minha recuperação foi ótima, não tive dores em momento algum, graças a Deus. Nos dois primeiros dias senti umas pequenas “fisgadas” nos ouvidos, mas logo passou. Hoje a tontura que restou é quase imperceptível.

Diário de bordo… Ano estelar 2011, dia 27/07/…A ativação…o sabor da vitória

A ativação dos IC’s ocorreu no dia 27/07/2011. Participaram da ativação a Fono Michelle, da Clínica Orley e a Ághata, da Politec.

Por recomendações, fui para ativação com expectativa abaixo de zero, mas com esperança nas alturas. A expectativa baixa foi fundamental para não gerar frustrações.

Começamos com calibração do implante do ouvido direito, ouvido que há anos estava “desativado”, desde 1992. Ouvia alguns apitos nesse momento. Calibrado o IC fomos fazer teste de fala. A fono me fez algumas perguntas simples, sem que eu ficasse de frente para ela. Eu a ouvia falando, mas não conseguia entender. Só ouvia os benditos dos pi…pi…pis… Quando ela ficava de frente para mim, eu conseguia entender, associando o som com a leitura labial (mais a leitura do que o som). O som em si era incompreensível.

A mesma calibração foi feita em meu ouvido esquerdo, ouvido em que eu vinha usando AASI desde de 1995. Quando ela ligou o implante do ouvido esquerdo e começou a falar comigo, SURPREEEEESAAAAA!!!! pude compreendê-la perfeitamente. Mesmo quando ela se posicionou atrás de mim, de maneira que eu não pudesse fazer leitura labial, entendi ela dizer “David, tudo bem! Você está me ouvindo!?”.

Conversamos bastante e eu pude compreendê-la sem maiores dificuldades, o que normalmente não é esperado (ao menos para alguns, pois eu tinha essa esperança, mesmo depois do teste com o ouvido direito eu ter ouvido só apitos).

Fui dar uma volta na rua para sentir os sons do ambiente, para avaliar o grau de incômodo. Graças a Deus não tive incômodo algum. Minha filhotinha de 06 aninhos, que estava conosco, começou a fazer testes com o papai. Posicionou-se atrás e soltou a frase: “Papai, olha eu aqui atrás” Em seguida: “Papai, compra um chips?!”. Consegui ouvi-la e entendê-la. Foi muito legal… a vozinha dela parecia de um robozinho… (rsrs).

Londrina fica a cerca de 02:30 horas de viagem de onde moro (Cianorte-PR). No caminho para casa minha esposa, minha cunhada e meu irmão resolveram cantar alguns hinos dentro do carro (somos Protestantes, Presbiterianos). Cantaram uns seis cânticos para ver se eu reconheceria…reconheci todos….UHHAAAAA!… A melodia ainda era confusa, mas me foi possível ouvir frases e relembrar os cânticos… Até arrisquei acompanhá-las em algumas músicas…foi um desastre…mas não foi culpa do IC, eu já não cantava antes…rsrs … mas o importante é que consegui compreender as vozes e até identificar as canções.

O som do implante é de fato um som estranho, baixo e bem metalizado (robótico), mas o suficiente para trazer-me tamanha alegria ainda no primeiro dia de ativação. É claro que há dificuldades em ouvir compreender, pois o som é diferente, e também o grau de compreensão varia de acordo com o timbre de voz das pessoas, mas a compreensão de fala já está num estágio que acreditava-se seria atingido somente daqui a algumas semanas ou meses.

Os zumbidos, quando estou com o IC, simplesmente desaparecem…maravilha!

Embora estivesse apreensivo, Deus, conhecedor de todas as coisas, tinha o controle de tudo: “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de vós”. “por que se preocupas com o dia de amanhã?…Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”

Tive a preocupação com os olhares das pessoas na rua. Antes de ativar os aparelhos cheguei a dar uma olhada em lojas a procura de um boné, boina, quepe…para esconder o IC. Mas, depois que ativei e comecei a ouvir, joguei a vaidade no lixo e comecei a mostrar o implante para tantos quanto quisessem ver ou saber do que se trata.

Agora sou um verdadeiro Cyborg, obra divina e de ficção científica, metade homem, metade máquina.

Lak, como já disse, você com as suas histórias lindas, poéticas, cativantes, esclarecedoras e estimuladoras, é uma das principais responsáveis por esse momento, assim como o pessoal do FIC. Deus te abençoe.

Grato pelo espaço aberto para eu dar o meu depoimento. É uma grande honra poder colaborar com o DNO.

Deus abençoe cada vez mais a sua vida, bem como a de seus leitores.

Abraços!

David Barbosa Melo
Cianorte-Paraná
Implantado bilateralmente em 02/07/11
Ativado em 27/07/2011
Equipe:
Dr Alexandre Ataíde (Hospital Iguaçu, CTBA)
Dr. Orley – Clínica Orley – Londrina(PR)
Fono: Michelle Furlaneto – Londrina(PR)

abaixo a galeria de foto da aventura de David com o implante coclear. Clique nas imagens para vê-las em tamanho grande.



Beijinhos sonoros,

Lak

 

36 palpites

  1. Marcelo disse:

    Depoimento maravilhoso!
    Parabéns David por essa conquista e obrigado por compartilhar com cada um de nós (leitores do DNO) essa sua vitória, essa sua oportunidade de poder ouvir novamente. São momentos únicos e emocionantes e são de relatos assim que fazem as pessoas quererem voar mais alto.
    Parabéns e bem vindo de volta ao mundo dos sons!

    • laklobato disse:

      Demais a história dele, né? Lembro dele ter me falado que faria o IC bilateral de uma vez só e eu ter dito que não sabia de ninguém (adulto) que tinha conseguido isso… Pois é, ele conseguiu hehehe
      Beijos

  2. Letícia Lins disse:

    Pela primeira vez eu comento aqui no o blog DNO, adorei ler a história do David… 😀 🙂

    Parabéns pela sua vitoria, David!!!!

    Beijos

  3. Parabéns David, Parabéns Lak, lindo post…
    Emocionante….
    N5 é lindo…

    Abraços!!!

    Mônica Mendonça

  4. Juliana disse:

    Linda história!!! Parabéns!!! 😛

  5. Mariana disse:

    História linda! Quando entrei no FIC, foi ele que me enviou um DVD com vários deipomentos sobre IC (que aliás, depois de te-lo assistido, só me deixou mais empolgada ainda). É isso aí, David, a gente fica muito mais bonito com IC, rs. Eu adoro mostrar! 🙂

    Beijos e mil parabéns!!!

  6. Deni disse:

    Me emocionei, ainda mais pela coragem de ser biimplantado de uma só vez!

    Só uma pequena correção, o médico que ele cita, não seria o Dr. André Ataíde?

    Beijos

  7. Sandra Gomes disse:

    Como esse nosso Deus é maravilhoso!!! Fiel e justo para com os seus filhos! Que Ele continue abençoando grandemente você e sua familia!

  8. Ana Cláudia disse:

    Parabéns David! Muitas conquistas sonoras. Abraços. 🙂

  9. Sandra Gomes disse:

    Como esse nosso Deus é maravilhoso!!! Fiel e justo para com os seus filhos! Que Ele continue abençoando grandemente você e sua familia! Ah, detalhe David, o nucleus 5 é muito bonito e as vezes eu digo pro meu Davi que ele é lindo e com o IC fica mais lindo ainda!!!!!!!!!!

  10. Paula Pfeifer disse:

    Jesus, me abana.
    Estou aqui no trabalho e me lavei chorando lendo este post!
    EMOCIONANTE!!!!
    Bendito seja meu rímel à prova d’água!!!

  11. Simone disse:

    David, parabéns pela iniciativa e até pela coragem em usar IC. Deus abençoe você e sua família.

  12. Lívia disse:

    Parabéns por mais um depoimento maravilhoso! E parabéns ao Davi por sua luta. Linda história.

    Respondendo a pergunta de Deni, sim, é o Dr André Ataide, do Hospital Iguaçu, de Curitiba, maaravilhoso demais e pessoa fantástica. Digo assim porque o conheçço pessoalmente e minhas primeiras consultas e exames apra o IC foram no HI Curitiba.
    Bjos!

  13. David disse:

    Lak, externo aqui minha gratidão a vc e a todos os seus leitores.

    E sim, conforme o Deni mencionou e a Lívia já informou, de fato é o Dr. André Ataíde. O pessoal de Londrina havia me passado o primeiro nome dele por e-mail errado.

    E olha só, comecei fonoterapia ontem com a Vânia Sutil. Ela já trabalhou com o Dr. André em Curitiba e, para minha sorte, está morando em minha Cidade.

    Só comentando rápido, a primeira sessão de fonoterapia consistiu em reconhecimento de sons, discriminação, e diferenciação de sons curtos de sons longos. Consegui identificar 100% dos sons. Estou hiper feliz.

    Abraços.

    • laklobato disse:

      Obrigada eu, por vc compartilhar sua história conosco. É uma honra tê-la aqui. E ter feito parte disso é um privilégio!!! E parabéns pelas conquistas tão rápidas! Beijos

  14. Glayse Balthar disse:

    Maravilhoso e emocionante. Parabéns aos dois, David pela superação e Lak por nos presentear com histórias tão lindas.

  15. rodolpho disse:

    faaaala pessoal.
    antes do comentário pra valeeeeer, mesmo, uma pergunta meio nada a ver com a postagem mas beleza.
    lak, o que é esse ops que você postou em umas respostas aqui? é que meu leitor falou um ops aqui…
    mas emfim…
    gostei muito da sua história, David. maaais uma coisa que eu aprendi, que dá pra fazewr o ic nas duas zureias de uma vez.
    tá aí mais um… como diz o jairo marques, prejudicados dos ouvidos, kkkkk que vorrtou a ouvir. kkkkkkk
    mas muito legal mesmo.
    e lak, sorte sua que a sua pessoa colocou a descrição da foto, senão, ia te dar uma porrada. kkkkk brincadeira. aliás, aproveitando que a paula comentou aqui, sei que o blog é outro, mas emfim… uma sugestão que eu dou procê, paula, tenta descrever as fotos que você colocar no crônicas também, mió pra nóis, prejudicados das vistas. kkkkkkk
    bom, é isso aí, agora fui. kkk

  16. Deni disse:

    Obrigada pela confirmação David, tínhamos de ser justos né??? também o conheço, gente fina e me contou como foi a participação na 1.ª cirurgia de IC dele… hehehe… mas o meu médico é o Dr. Maurício Buschle; ambos trabalham juntos. 😉

    Abraços

  17. Rogerio disse:

    Muito legal a história do David. A recuperação da audição com essa velocidade é algo raro, né? Só pra saber: ele mencionou que sua baixa chegou a 95 db e que, por isso, não conseguia mais compreender a fala. Qual é o mínimo necessário para a compreensão?
    Parabéns pela iniciativa de procurar o judiciário para forçar a UNIMED a cumprir com sua parte. Aliás, o plano de saúde cismou de criar dificuldade e acabou se dando mal, tendo que bancar o bilateral por ordem judicial.
    Um beijo

    • laklobato disse:

      Rogerio, não tão raro se a pessoa ouvia bem com AASI e sempre manteve a memoria auditiva exercitada. Ele ficou pouco tempo privado totalmente da audição.
      O mínimo necessário para a compreensão da fala é perda moderada (em torno dos 50dBs), mas isso tem que ser na maior parte das frequencias, senão o som fica distorcido.
      Beijos

  18. teresa disse:

    Que a história muito interessante e emocionante!! Parabéns aos dois, David pela coragem e Lak por nos divulgar as informações muito bacana. Lak, uso Nucleus 5, desde o dia 19/02/2011 e fale para David que gostaria de comunicar com ele por email particular sobre isso. Beijos.