Audiência sobre deficiência auditiva na Câmara Municipal de São Paulo (SP): Como foi

Antes de começar a narrativa sobre a audiência na Câmara, permitam-me um auto-elogio (naaaahhh, sou egocêntrica, nem finjo mais!!): assistir 3h de debate entendendo praticamente tudo sem depender de leitura labial nem da legenda foi um sonho realizado! I’m sooooo haaaaaaaaaaappy!!

Mas voltando ao que interessa – ninguém aguenta eu falando de mim, né?

Primeiro, gostaria de agradecer a todos que mandaram email para a equipe da Dep. Mara Gabrilli. Logo na entrada, recebemos um roteiro de temas e havia MUITA coisa falando sobre próteses e implantes e acessibilidade em português. Pela quantidade de informação, percebe-se que eles realmente lêem e incluem na pauta. Portanto, mãos a obra e continuemos com luta de solicitar o que necessitamos!

Estavam presentes as autoridades: Deputada Federal Mara Gabrilli, Secretária Municipal dos Direitos das Pessoas e Mobilidade Reduzida Marianne Pinotti, os vereadores Andrea Matarazzo e Marta Costa e o Secretário Nacional Antônio José (Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência).

Cada um deles falou sobre o próprio trabalho e elogiou o trabalho da Gabrilli em prol dos direitos das pessoas com deficiência. E iniciou-se o debate. Como tratava-se de uma audiência pública, a equipe de debate levantava um tema e pessoas iam lá apresentar problemas que precisam de melhorias (e finalmente descobri para que serve a Câmara Municipal, porque juro que eu não sabia exatamente qual a função dos vereadores!!). Que começou falando foi a Sô (Sonia Ramires de Almeida) do blog SULP. Ela abordou principalmente os problemas de acessibilidade  que as pessoas que tem português como primeiro (ou único) idioma possuem: falta de legenda, falta de equipamentos de transmissão adequada de som para quem usa prótese – citando o amado Aro Magnético, que aqui no Brasil não existe, mas é uma tecnologia eficiente e barata – falta de interesse das autoridades em termos gerais.

Depois o Carlos Perl falou sobre a diminuição da verba para implantes cocleares. E o pessoal da JA Comunicações falou do Sistema FM, que serve também para outras pessoas, não apenas para deficientes auditivos. Isso eu não sabia também.

O pessoal da Cultura Surda abordou um monte de problemas que eles tem pela falta de acessibilidade com a LIBRAS, falando de alguns problemas em comum conosco, como cancelar um cartão de crédito, já que isso só é permitido fazer por telefone e, óbvio, um deficiente auditivo não tem nenhuma facilidade de fazer isso.

Rolou uns exageros de que deveria ter desconto em tudo que é coisa por causa da surdez, mas o Antônio José pediu para pararem com esse discurso coitadista que não ajuda em nada e só reforça a imagem equivocadissima da sociedade de que pessoas com deficiência são incapazes, falando algo que eu concordo em gênero, número e grau e se pudesse, teria dado um beijo nele por falar isso: “Pessoas com deficiência precisam de melhores oportunidades, de trabalhos melhores, de salários melhores, para ter condições iguais de pagar todas as contas como qualquer pessoa!”

O mais especial de tudo foi o fato de haver acessibilidade COMPLETA: Havia intérpretes de LIBRAS e legendas em tempo real, feitas por uma maravilhosa empresa de estenotipia (pensa se eu não aluguei o pessoal dessa empresa no final do debate, pra providenciar uma entrevista sobre essa tecnologia aqui pro DNO)

No final, começou aquela discussão sobre surdez e educação, que a LIBRAS não pode ser segunda opção de formação de linguagem, esperando até os 7 anos e o fracasso da oralização para formação do desenvolvimento cognitivo linguístico. Que muitas crianças chegam a idade escolar sem ter qualquer base idiomática, já que os médicos insistem que crianças que aprendem LIBRAS antes da oralização ficam com preguiça de falar.

Aí a Mara Gabrilli respondeu que concordava e não via problema nenhum em “aprender um idioma a mais”.

Até então, eu não tinha aberto a boca, porque todos os temas debatidos estavam dentro do que eu pretendia falar e não vi motivo pra me manifestar. Mas, nessa hora, meu sangue subiu e eu berrei – veja bem, eu falei sem microfone, numa sala com sei lá, umas 50 pessoas: A revelia de ser “apenas um idioma a mais” respeitem também quem tem o português como primeiro ou único idioma. Quem já tem uma língua, tem o direito de querer acessibilidade através dela. Eu perdi a audição com 10 anos, já tinha um idioma e não gostaria de ter que aprender outro idioma inteiro para continuar tendo acessibilidade. Respeito à Lingua Portuguesa… (não foi bem nessas palavras, mas foi tão de impulso a minha manifestação que eu não lembro direito como falei).

Eu concordo, a LIBRAS deve ser ensinada de berço, só que também acho muito nivelar por baixo, como se todo caso de oralização fosse fadado ao fracasso se a LIBRAS não entrar na história. Há casos e casos de surdez e não é uma solução única que resolve. E casos de perda moderada? Casos de sucesso com uso de próteses e Implantes? A LIBRAS não atrapalha, concordo, mas também é uma escolha da família a ser respeitada, se preferirem que a LIBRAS venha somente depois de um certo período de aquisição da linguagem.

Obviamente, fui linchada com os olhos pelos defensores da LIBRAS ali presentes, mas nenhum me dirigiu a palavra. Apenas a Mara respondeu que nenhuma acessibilidade em LIBRAS será feita em detrimento do português. Que a meta é fazer acessibilidade para todos.

No fim, depois do debate encerrado – sim, foi a minha fala que encerrou o debate, porque eu interrompi depois que haviam encerrado a audiência – conversei pessoalmente com a Mara, que se mostrou muito diferente do que eu imaginava para alguém que trabalha na política: humana, acessível, bem disposta. Ela aceitou meu pedido de desculpas por interromper a audiência e disse que esse tipo de manifestação é até esperado. Mas que se tratando de crianças, não se pode deixá-las sem acesso a LIBRAS. Simplesmente respondi que audição se perde com 6, 7, 8, 9 anos e essas crianças também tem o direito de manter o português como unico idioma.

Sinto um pouco de vergonha pelo meu impulso, mas penso nas crianças com sucesso do IC e nas reclamações dos pais de que tentam o tempo todo impor a LIBRAS, desrespeitando as escolhas deles. Há casos e casos e sim, o Implante Coclear também pode ser um milagre.

O meu é um deles!

Beijinhos sonoros,

Lak

Foto sequestrada do site da Câmara: RenattodSousa/CMSP
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p.s. Só uma coisa que percebi: Não adianta nada a gente ficar de mimimi na internet e, quando rola esse tipo de evento, todo mundo alegar que tem compromisso e ninguém aparecer para falar do nosso lado. Fica parecendo que surdos oralizados e usuários da língua portuguesa são lenda urbana de gente desocupada na internet. Queridos, estejam presentes nos eventos das cidades de vocês. Coloquem como prioridade na agenda. Senão, o único grupo que será ouvido será o que defende a LIBRAS e acessibilidade vai se resumir a isso. Não adianta reclamar depois, nos manifestemos agora! Há espaço suficiente para todos!

36 palpites

  1. inês laborinho disse:

    Costuma dizer-se que vergonha é roubar e ser-se apanhado, mas a sério , a sério, não tens de ter vergonha dos teus impulsos quando eles te levam a defender a condição de tanta e tanta gente que perde a audição e que quer ver-se reconhecida nos seus direitos de cidadão! Aplauso para a tua força e ousadia e que elas não te faltem nunca!
    Ah, e que o teu desejo de ter mais gente falando e participando em debates públicos, NOS MOMENTOS E LUGARES em que isso importa, dizendo PRESENTE! EU EXISTO!, se cumpra! Mandar palpites na net e ficar depois calado, deixando os outros e lutar pelos seus direitos, é comodismo e falta de respeito mesmo!
    beijinhos! 🙂

  2. soramires disse:

    Só não concordo com uma coisa, você sentir vergonha de ser autêntica, verdadeira e dizer o que você disse com a sinceridade pura de quem ficou surda quando criança e acaba de recuperar a audição e o direito de dizer ao mundo o quanto isso é bom! Eu nessa hora ia gritar também mas você gritou antes e tão bem que não precisei dizer mais nada. Estou orgulhosa de nós, de nosso trabalho voluntário e parceito! Emoticons mil!
    😀 este é para aqueles chatos 😈

  3. Marcelo P disse:

    Parabéns pelo impulso! Fiquei orgulhoso de saber dessa luta, dessa força de vontade! Parabéns!

  4. Eliane disse:

    Apenas faria uma observação, “não tenha vergonha do seu impulso”ele foi necessário e no momento certo, afinal vc estava lá pra isso pra fazer valer a língua portuguesa sem menosprezar Libras, falando de todas as necessidades sem preconceito É importante que todos os pontos de vista sejam debatidos, portanto PARABÉNS! pela coragem! E, pra se fazer ouvir, por vezes é preciso energia forte e intensidade nas palavras. Vc fez o seu papel! Vc e todos que estavam lá e acreditam que vale a pena lutar por melhores condições. amo vc muito 😉 🙂

  5. Bete disse:

    Lak, antes de conhecer você eu não conseguia compreender essa “briga” entre surdos oralizados e uso de LIBRAS. É uma pena que essa divisão estrague as conquistas que vocês possam vir a ter. Mas é muito legal ver você participando ativamente. Parabéns!

  6. Lak bom dia!

    Eu achei a audiência muito válida, percebi que os surdos sinalizados e surdos oralizados tem várias questões em comum e vi interesse nas autoridades ali presentes!
    Gostei das pautas e sugestões sobre acessibilidade.
    Hehehe claro que sempre e em todos os lugares tem as pessoas que se acham coitadas. Foi no caso daquela senhora que achava que tinha que ter desconto no condomínio e tv a cabo! Mas a audiência era pública, né? E cada um falou da sua necessidade mesmo que não tenha sentido nenhum!
    Isso eu concordo com o Antônio José, que todos precisam de mais oportunidade e salários melhores!

    Só não concordei com a fala do Antônio José dizendo que estamos em São Paulo e que a pessoa não ter dinheiro para comprar uma bateria de aparelho era d+.
    Pois isso existe sim! Minha cunhada, madrinha do Gui e Fono já atendeu um paciente criança que chegava lá sem as baterias pq a mãe não tinha condições de comprar e ela acabava dando as baterias para ele.
    Isso infelizmente acontece…
    Se um adulto não tem dinheiro para comprar sua propria bateria já é ruim imagine uma criança que depende dos pais para isso! Infelizmente existe mãe e mães…

    Depois veio a questão que eu sabia que ía dar pano pra manga que foi a educação.
    Não acho que teve desrespeito em nenhuma das partes e fiquei surpresa de ver vários surdos da comunidade falando.

    Acho que foi a Cibele do Seli que falou a questão de crianças que chegam com 7 anos sem nenhuma linguagem porque as vezes os pais ficam esperando uma oralização e entendimento que não acontece e a criança fica com vários atrasos.
    O caminho é escolha da família e ela tem que ficar atenta no desenvolvimento da criança. Se ela vai muito bem com a reabilitação oral, ótimo!
    Mas se não, a família tem que procurar outras alternativas porque quem é prejudicada é a criança que fica sem uma linguagem.
    Acho que a palavra seria atenção!
    Tem que ter comunicação não importa como.

    Como vc disse há espaço para todos e tem que participar mesmo desses eventos.

    Bom te ver mais uma vez e obrigada pelas palavras de carinho antes da audiência começar.
    Beijos 🙂

  7. Érica Monteiro disse:

    ë muito bom saber que estão realizando audiências públicas para conversar a nosso respeito, isto é um grande passo num mundo que até ontem se omitia, além de nos ignorar, não sabem lidar com deficientes em geral. A Tal da inclusão e acessibilidade ainda é ilusão ! Uma coisa que fico muito chateada mesmo é a falta de acessibilidade para nós def surdos oralizados, a falta de legendas e de atendimento on line, sms adequado para quem fale, l6e e escreve português. Ver programas na tv com ou sem interprete de libras e sem legendas é um descaso ! Mas tenho esperanças de que um dia nossa Voz tenha espaço real neste mundo ! grata a quem pode e se dispõe a lutar por esta nossa causa !

    • laklobato disse:

      Érica, porque a nossa deficiência não é menor, nem somos ‘privilegiados por falar’, que não precisamos de nada. E se precisamos, a gente tem que lutar por isso. Ninguém conseguiu mudanças a base de pura boa vontade alheia! Vamos que vamos. Beijos

  8. Diana disse:

    Ah, como eu queria ter estado lá!!!! Seríamos 2 impulsivas juntas!!!!!!!!!!!! 😀

  9. Carolina disse:

    Querida Lak,
    Meu respeito por vc é imenso! E só cresce!
    Infelizmente nao pude ir… infelizmente mesmo!
    Sou apaixonada pela Libras, vc sabe, mas acima de tudo por acessibilidade TOTAL e igualdade de direitos e deveres a TODOS, e acredito muito, mas muito mesmo que juntos conseguiremos mais.
    Entendo muito o seu impulso, Agimos por impulso mesmo, mas somente quando somos apaixonados por uma causa. E isso é o que nos motiva todo dia, né?
    Bjos e obrigada por compartilhar como foi!
    😉

    • laklobato disse:

      Carolina, sabia que até ler um texto seu, eu tinha a maior antipatia por intérpretes? Você mudou minha visão e uma classe toda ganhou meu respeito por sua causa. Pensa se uma pessoa não pode fazer a diferença mesmo…
      Beijão e obrigada

  10. Greize disse:

    Lak, eu amei o seu texto e abordagem aprendi várias coisas.Esta dos debates públicos e vereadores.Também não sabia em detalhes.

    Já tinha enviado e-mails para a Deputada Federal Mara Gabrilli, no qual em todos ela me respondeu com educação e disse que estava aprendendo mais e mais sobre a diversidade na surdez.Gostei das respostas dela, pois o mundo nem sonha que tem essa diversidade.Falo por mim, eu não sabia.E olha que era unilateral.
    Estou em um grupo de pessoas com zumbido, eu ia até sair , mas começou uma quantidade de adultos com perda de audição aparecer no grupo.Relatam o zumbido e acabam descobrindo alguma perda auditiva.
    Essas pessoas surdas adultas(perdeu com mais de 20 anos ou aos 30) só querem uma coisa voltar a ouvir como antes.Mas não vai ser assim.Falo por experiência própria, da aceitação.

    Não sabem nada de direitos, surdez leis.Sabem de aparelhos e IC.Mas muitas vezes com informações equivocadas dos dois.Um até fez IC, tentou 5 vezes, mas não deu certo por ossificação da cóclea, ele nem sabia que isso existia.Eu falei que eles devem ler mais , pesquisar mais antes de tudo.É o meu caso ,se eu fizer no futuro eu estou com bastante informação.Tem uma outra que vai fazer esta semana em Campinas, passei toda informação que tive e ela leu muito e se surpreendeu.Estou na torcida por ela.Outros resistem a usar AASI e até mudam de emprego, mas eu disse que podem mudar mas a surdez vai junto.rsrs
    Conversando com estas pessoas, achei pessoas que são como eu, somos todos surdos, Das o que seja, mas não nascemos assim, não perdemos na infância e agora temos que lidar com isso.

    Quando perdi audição tive toda ajuda e suporte de surdos usuários de Sinais, mas maioria bilingues, já que eu não sabia nada de Libras.Recebi muito carinho no local que fiz e que não prega esta fundamentalismo exagerado que leio.Graças a Deus.Só tenho que agradecê-los.
    Fiz o curso de Libras aprendi mais sobre surdez, pesquisei e aprendi sobre AASI(blog da Paula), sobre Leis (blog da Sô),sobre IC, seu blog e sobre sinais em outros blogs.

    Lá no grupo de zumbidos foi divulgado esta audiência, e o Administrador chamou atenção para que o pessoal do grupo fosse participar também.
    Muitos não sabem de nada, eu que estou tentando ajudar nos pouco que sei.
    Quem diria.
    Publiquei lá hoje este teu post, acho que vai ajudar muito as pessoas lá, que estão reclamando do zumbido mas não se atentam para algo maior a surdez.Quero juntar este pessoal lá, e mostrar para o Brasil mais uma diversidade.
    Depois de ler seu post, quero estar atenta também nas Audiências aqui da minha cidade para participar.
    Eu só quero uma coisa, ser Feliz, com Acessibilidade e Respeito às diferenças para todos os surdos.
    Sei que não é fácil, mas vou aprendendo.
    Grande Beijo.
    Greize
    😉

  11. Bruno Schettini disse:

    O despreparo das universidades é total. aqui em Belo Horizonte-MG a UFMG só conheçe libras, tento desde o vestibular a questão dos surdos oralizados que possuem só o português como língua e me sinto voz solitária gritando num vale desabitado. Parabéns LAK, só conheçi essa sua luta neste ano quando minha perda auditiva se agravou, mas pode considerar-me um companheiro nessa luta. Gosto de desafios, por isso começo um curso de Direito com disposição e garra.

  12. Cristiane disse:

    Parabéns, Lak, pela sua participação, pelo seu exemplo e constante empenho. Além de toda acessibilidade necessária aos surdos oralizados debatida, deveria haver uma política facilitadora para compra de aparelhos auditivos. Nos últimos anos, celulares e notebooks baixaram os preços, aumentando o consumo dos mesmos entre pessoas de todas as idades e classes sociais, com reais possibilidades de aquisições de novos modelos. Dessa maneira, mesmo não sendo aparelhos eletro-eletrônicos, aparelhos auditivos de alta tecnologia deveriam ser oferecidos a preços literalmente mais acessíveis, sem vínculo com políticas públicas assistencialistas. Tal acessibilidade melhoraria a qualidade de vida, garantindo assim o direito de ouvir de uma infinidade de brasileiros deficientes auditivos oralizados que por questões financeiras ainda estão fora das estatísticas. Em alguma oportunidade de encontro em Brasília, conte comigo! 😉

  13. Maria Luiza disse:

    Meu filho tem surdez e problemas na fala, mas nunca deixei de estimular o português. Apesar de ouvir de grandes profissionais renomeados que no caso dele a libras seria a melhor opção eu não me conformei e lutei para que sua língua principal fosse o português. Hoje ele usa o implante baha e sua fala esta cada dia melhor. Acho que é muito cômodo bater o martelo e dizer para aquele deficiente que ele só pode se comunicar através de libras. Parabéns pelo seu empenho.

    • laklobato disse:

      Maria Luiza, são por pais com você que eu não aceito ficar calada quando começam a dizer que a única opção pra um natissurdo é a LIBRAS e que à familia é negada o direito de escolha. Não concordo e não aceito que se nivele por baixo!
      Beijos

  14. Livia disse:

    Adorei o impulso, Lak! Acho q eu seria mais uma…as coisas nao são so Libras…existe algo alem disso, que so quem vive compreende. Beijos! 🙂

  15. Maíra disse:

    Saudades de deixar um recadinho aqui. E adorei essa notícia! 🙂
    Fico admirada com seus avanços com o IC. Eu sou mega dependente do meu aparelho e não consigo nem acompanhar uma mini reunião. Estes dias tive uma reunião de apenas 4 pessoas. Acredita que boiei total?
    Outra foi totalmente em inglês. Saí antes para não ficar arrasada.
    beijinhos 😉 😉

  16. Elaine Andrade Peres Fernandes disse:

    Eu estive no evento, não ouvi essa fala, pois tive que sair antes, que pena, pois eu ia te responder.

    • laklobato disse:

      Lá, não haveria oportunidade de falar publicamente e você teria que me falar em particular. Então, seja minha convidada e me responda por aqui.

  17. Maria Teresa disse:

    Lak,

    Estive presente na audiência e foi maravilhoso! Nós que trabalhamos para vocês e nunca estivemos perto. As profissionais que estavam lá legendando sairam de lá percebendo a responsabilidade que temos com a inserção de closed caption (se bem que sempre tivemos, mas nunca havíamos percebido isso frente a frente).
    Falei com você em particular, e reitero aqui que vocês, principal público de closed caption, têm que se manifestar, reclamar, exigir o closed caption. Vocês são 9,7 milhões!!!!!! Talvez como eu, algumas emissoras não tenham se percebido da importância. Vocês são consumidores também, compram, vendem, estudam, dão audiência. Podem e devem exigir seus direitos, como qualquer cidadão. A Lei está aí para ser cumprida, mas com qualidade, sem resumo! Parabéns pelo Blog, já acompanhava você e a Sonia no SULP, pois me interessa muito saber o que pensam. Podem enviar críticas e sugestões (stn@stncaption.com.br), eu aceito todas! Mas entendam que não faço closed caption para todas as emissoras, somente para algumas, mas as críticas que vierem, mesmo que não caibam a mim, será muito bem vinda, pois é com crítica que aperfeiçoamos nossos serviços.
    Beijo imenso e te aguardo na empresa para ver de perto como fazemos as inserções.

  18. susana disse:

    Lak, obrigada por defender os surdos implantados que não são usuários de libras. Minha filha nasceu surda profunda bilateral, praticamente zero de resíduo auditivo. Foi implantada com 1 ano. Nunca optamos por usar libras. Minha família não possui nenhum deficiente auditivo. Hoje com 5 anos ela frequenta uma escola regular, sem intérprete, se comunica perfeitamente bem, fala, entende, canta, usa o telefone. Não posso dizer que não existem dificuldades, sim algumas. Agora dizer que todo deficiente auditivo tem que aprender libras , é um absurdo, a vontade da família e da própria pessoa deve ser respeitada. Eu sou pediatra e trabalho no serviço público, tenho muita vontade de aprender libras , para poder atender aqueles que que por opção ou por falta dela sejam usuários da língua brasileira de sinais, mas em casa não sinto necessidade dela.
    Como sempre falo, obrigada por traduzir em palavras este universo tão próximo e ao mesmo tempo tão distante dos usuários de IC.
    Beijos
    Susana

    • laklobato disse:

      Que comentário mais emocionante. É por ter tanto apoio que não abro mão de protestar quando vejo o desrespeito com a escolha individual familiar.
      Beijocas