Aulas adaptadas para surdos oralizados

1193228_35828531Percebo que um dos maiores obstáculos aos surdos oralizados (ou seja, aqueles que não usam Libras no dia a dia) costuma ser no campo acadêmico, porque as Universidades não parecem ter qualquer adaptações às nossas necessidades.
Nesse ponto, os surdos que usam Líbras estão um pouco na nossa frente, visto que já conquistaram o direito de ter intérpretes de Libras em sala de aula (excelente conquista!!).
Claro que aí alguém vai pensar ‘por que, então, os oralizados não aprendem Libras, pura e simplesmente’.
Primeiro porque a Líbras é um idioma com estruturação própria como qualquer outro. E ninguém aprende um idioma inteiro do dia pra noite. Segundo, porque nem todo mundo tem afinidade com a Líbras, que é bem diferente na estruturação do raciocínio lógico em relação ao português e aprender através dela, só sendo realmente bem fluente, porque senão, pode soar bem confuso. Terceiro, porque não é forçando uma drástica mudança de forma de comunicação de alguém que se resolve qualquer coisa. Acessibilidade e inclusão significa que a pessoa tem acesso ao que precisa, da maneira que precisa. E os oralizados precisam de outras coisas que não intérpretes da Líbras.
Já contei que eu me formei na faculdade antes de se começar a falar em inclusão escolar, né?
O jeito que encontrei era sentando na frente, pedindo caderno emprestado (porque não dava para copiar a matéria e fazer leitura labial em simultâneo), conversar e pedir ajuda para os professores (alguns tem a minha gratidão eterna), pedir material de apoio, etc. Muitos tinham boa vontade de ajudar, outros nem tanto, mas eu conseguia me virar bem e fui até o final do curso e me formei numa boa.
Mas, hoje em dia, existe inclusão e ninguém precisa (ou ao menos, não deveria precisar) estudar tão ‘na raça’ assim. Existe algumas adaptações viáveis, tipo intérpretes oralistas (juro que farei um tópico sobre eles, mas ainda não consegui entrevistar nenhum) que são interpretes de Líbras que também reproduzem oralmente o que é dito, em português, aos surdos que não usam Líbras.
Enfim, conversando com uma amiga que conheci aqui no DNO, no MSN, ela me contou que estava em busca de uma solução para a situação acadêmica dela, já que sendo surda oralizada, vem enfrentando algumas dificuldades para estudar. O resultado foi tão bacana, que resolvi trazer aqui pro DNO. Leiam o email que ela mandou para várias universidades do Brasil e a resposta que ela teve de uma professora, da única faculdade que respondeu.
Um exemplo a ser seguido – inclusive da nossa parte, divulgando tais adaptações.

Sou Bárbara, tenho 20 anos, moro em Teresina -PI. Sou deficiente auditiva bilateral de moderada a severa (oralizada), faço uso de aparelhos auditivos, não sei Libras. Gostaria de saber como são as aulas especiais aos deficientes auditivos, pois minha instituição não tem preparo para atendê-los.
Curso Arquitetura e Urbanismo, estou com dificuldades de acompanhar uma matéria chamada Desenho Projetivo. Se vocês pudessem dar algumas dicas de como são elaboradas as aulas, seria de grande ajuda.

Barbara,

Aqui na Institução XXXX (nota: vou omitir o nome da professora e da faculdade, porque não recebi autorização resposta do pedido para publicação do texto) temos à disposição dos alunos o serviço de interprete de Libras que atendem também os alunos com deficiência auditiva bilateral que não sabem Libras, como você, atuando como tomador de nota. Durante as aulas, enquanto o aluno faz a leitura labial, o interprete toma nota dos pontos que estão sendo tratados fazendo uma espécie de caderno memória para o aluno. Além disso, é pedido aos professores que disponibilizem o material de apresentação das aulas dadas com uso de computador e Datashow. Procuramos estar perto do aluno para garantir o acesso a informação e incentivamos sempre a comunicação e diálogo entre professor e aluno. Cada um tem uma forma de se expressar e de conduzir a aula e tem questões que só poderão ser resolvidas a partir da interação professor/aluno, dentro da sala de aula, com pequenas mudanças de comportamento pelos dois. Estamos aprendendo a cada dia com as experiências que vão surgindo, não temos uma única fórmula. Você tem por lei o direito de auxílio nas aulas e isso o seu departamento deve garantir a você. Mas, na prática a sensibilização do professor e entendimento da situação podem trazer mudanças que facilitam a transmissão das informações.
Sugiro que converse com o seu professor, explique a sua condição, diga que precisa da ajuda dele porque faz leitura labial. . São cuidados que você vai ter que contar para ele e sabe melhor que eu, como: falar virado para você e você procurar sentar sempre de frente para ele; falar um pouco mais devagar, para os que falam rápido e você não consegue acompanhar; e você vai ter que ficar sempre atenta e não se envergonhar de perguntar mais de uma vez até que tenha esclarecido qualquer dúvida. Espero ter colaborado de alguma forma.
Atenciosamente, Profa. XXXX”

Quem quiser saber mais sobre Bárbara, ela publicou-a no blog da Paula Pfeifer, Crônicas da Surdez: A História de Bárbara.

Beijinhos sonoros,

Lak

28 palpites

  1. Mariana disse:

    Muito bom esse post, ainda mais que você apresentou alguns motivos explicando que cada um tem sua razão para não aprender a língua. Não é tão simples assim mesmo! Tive alguns professores que falavam rápido (e um que falava rápido e baixo ao mesmo tempo!) e era um sacrifício acompanhá-los. Dei um jeito nisso também, mas ainda bem que a maioria dos professores do meu curso (design de interiores) falavam de uma forma clara, calmamente e têm costume de repetir algumas informações importantes, o que ajuda bastante também. Se não… eu estaria perdida! hehehe Ah, inclusive, eu paguei uma cadeira chamada “desenho perspectivo”, e perdi as contas de quantas vezes chamei o professor para tirar minhas dúvidas (isso toma muito tempo dele, mas ele foi bastante atencioso), pois ele falava muito baixo. Um intérprete oralista, sem dúvida alguma, vai fazer muita diferença na vida da gente. Fiquei feliz com a resposta da tal instituição, mesmo que tenha sido a única, se revelando muito bem preparada.

    Bjs, Lak

    • laklobato disse:

      Pois é, Mari… a gente ainda depende MUITO da boa vontade dos professores. Eu dei sorte, porque a maioria curtia me ajudar. Alguns, até tomaram a iniciativa de reservar um tempo antes/depois da aula ou fazer material de apoio por conta própria. Mas, sempre tem aqueles que simplesmente querem que a gente se dane. Isso não pode, o que pedimos é por necessidade, não por capricho!
      Foi legal a professora responder a Barbara, né? Ao meu pedido de autorização, não houve qualquer resposta, infelizmente.
      Beijocas

  2. Marcelo disse:

    Olá! No ano em que perdi a audição fui reprovado na escola, mas no ano seguinte, eu me esforçava, não tinha vergonha de perguntar ao professor quando não entendia, ás vezes perguntava mais de dez vezes até conseguir entender, e também não fazia o ditado, sempre pedia a matéria emprestada para copiar, apesar de toda a dificuldade que tive, conseguia tira boas notas.
    Beijos!

    • laklobato disse:

      Nunca repeti, Marcelo e até a 8a série, também não tive dificuldades (a não ser preguiça da minha parte mesmo)… No 1º colegial, tive um pouco, porque não estava afim de assistir as aulas mesmo. Mas passado esse período de babaquice, volte a me esforçar e me formei em primeiro lugar na escola. Acho que é assim que funciona… Querer e correr atrás.
      Mas, ainda assim, se houver adaptações, melhor. Interprete oralista/copista (caso ai dessa faculdade) acho uma ótima pra nós.
      Beijos

  3. Marcela Cordeiro disse:

    Ai, queria ter conhecido essa professora, muito atenciosa!
    Vc viu como eu sofri na minha época acadêmica, muita sacanagem!
    Essa professora é o sonho de todo surdo oralizado!
    Bjos

  4. Olá, Lak! Faz muito tempo que não “palpitamos” aí no seu blog, hehehe! Bom, aproveitamos para dizer-lhe que seu post foi bastante útil e esclarecedor para quem passa por situação semelhante!
    Já divulgamos seu post lá no nosso blog! Confira:

    http://sopadenumerosecalculos.blogspot.com/2011/07/aulas-adaptadas-para-surdosoralizados.html

    Um abraço!

    • laklobato disse:

      Showwwwwww!! Muito legal essa divulgação. Quem sabe outras escolas e faculdades seguem o exemplo das sugestões? Afinal, o que não pode é surdo oralizado deixar de estudar por falta de adaptação, né?
      Beijocas

  5. Daniela Guidugli disse:

    Muito show este post! Embora Libras tenha chegado ao pódio dos direitos dos surdos, o que é excelente, é triste pensar que os surdos não-usuários são obrigados a adquirir esta língua. Deveria existir várias alternativas de acessibilidade e não uma.

    • laklobato disse:

      Exatamente… Acessibilidade e inclusão tem que ser feito de acordo com as necessidades de cada pessoa e não o contrário. E, como a gente pode ver, é perfeitamente possível, né? Beijos

  6. Greize disse:

    Muito Lak, ano passado sofri num cursinho preparatório, pois não domino a leitura labial.Tenho vontade de fazer uma pós gradução,mas desanimo, e olha que fui ouvinte, é estranho, alguém pode pensar ela ouvia então sabe ler melhor,mas não, por ouvir, nem percebia os lábios.Mas que venha a inclusão.A resposta dessa professora foi ótima.

    Ah, olha que estranho, enviei um e-mail para Rede globo, terça-feira passada pergutando como funciona o closed caption, e eis que na sexta-feira.Teve uma reportagem especial sobre o assunto, da uma olhada ai:
    http://videoshow.globo.com/VideoShow/Noticias/0,,MUL1666837-16952,00-SAIBA+COMO+FUNCIONA+O+CLOSED+CAPTION+DA+NOSSA+TELEVISAO.html

  7. Lívia disse:

    Oi Lak!

    Lendo o blog e os palpites postados, só tenho a dizer que passei também por todas a situações aqui mencionadas… e o jeito mesmo é nao ter vergonha e pedir ajuda , quando nos sentimos necessitados dela. Também concordo que a Libras não deve ser imposta aos que não se adaptam com ela.
    E para Greize, vai um recado… o fato de sermos surdos oralizados e usuarios da LOF não me impediu de fazer um MBA. Sabemos o quanto é dificil e que dependemos da colaboração de professores e colegas, e mais livros, apostilas e muito.. muito estudo… e para tudo sempre tem um jeitinho. Tive grande auxílio de todos os professores e colegas ( um deles até aparou o grande bigode!!!) e devo à todos minha eterna gratidão!
    Bjos! 🙂

  8. Greize disse:

    Putz, nem colocaram meu nome nos créditos. 👿 😛

  9. marta disse:

    Olà Lak,
    primeiramente parabens pelo seu blog! seus posts sao muitos interessantes!
    seria bom que as aulas sejam legendadas..rs fazer leitura labial o tempo todo cansa pouco pra mim, nao sei pra vcs tb..talvez è sò trainar e acostumar-se..
    aqui na italia existe esse tipo de serviço (aulas legendadas) na algumas faculdades (poucas!acho 3, maximo 5 na toda italia), nos cursos principais. esse serviço funciona tb a distancia, è suficiente uma estenotipista(uma pessoa especializada no fazer legenda na hora escutando o interlocutor) e uma boa ligaçao a internet mas acho que tem custos muitos altos..
    esse serviço se usa tb nas palestras (principalmente palestras sobre surdez, implante cocleares etc).
    nao sei se existe ainda esse serviço na faculdades pq agora infelizemente estao curtando muitas espesas, sobretudo no campo da educaçao.
    beijao

    – legal chamar “interprete oralista” para surdos oralizados!! rs as vezes precisa, sobretudo quando tem pessoas que nao sabe “abrir” a boca (igual péssimo movimento labial)!!rs

    • laklobato disse:

      Marta, uma amiga surda oralizada fez 1 ano numa universidade em USA e usou o serviço de estenotipista lá. Aqui no Brasil, a chance de conseguir que as faculdades usem esse equipamento é mínima, por causa do VALOR do equipamento. Nunca querem gastar conosco, sempre alegam que tudo é muito caro.
      Realmente, a estenotipia seria a melhor e mais adequada forma de adaptação para nós!
      Beijocas

  10. Rogério disse:

    Negativismos e pessimismos à parte, vejo que se trata de um exemplo legal, em contraponto a uma regra reinante de exclusão. Desculpe se estou jogando um balde de água gelada, mas é o que vejo na maioria dos lugares onde vou. Uma grande amiga é mãe de um garoto cego (malformação congênita) e sou testemunha de seu sofrimento – e valentia – há mais de uma década, em que sempre teve que implorar vagas em escolas (particulares, famosas e, em maioria, massificadas e medíocres) para matricular seu filho. Um diretor chegou a dizer a ela que sua escola não tinha interesse em ser ‘modelo’, e ela acabou por forçá-lo, judicialmente, a aceitar a matrícula do Lucas e adotar medidas de inclusão. Tempos depois o Lucas foi aprovado entre os primeiros no vestibular da Universidade Federal de Goiás, para o curso de Ciência da Computação (é, um menino cego fazendo um curso de exatas – forma-se ano que vem). Aí esse mesmo diretor queria usar o nome do garoto para promover o colégio, numa atitude de papagaio de pirata.
    Justiça seja feita: na universidade, o reitor procurou o Lucas e família para saber o que poderia ser feito para garantir a ele uma vida acadêmica sem maiores atropelos, e tudo foi providenciado, inclusive reuniões com professores e demais alunos visando orientação e eventuais prevenções contra qualquer ato ou postura inconveniente.
    Na verdade, então, são dois bons exemplos, um deles de uma entidade pública. Mas acho pouco. A burrice, o preconceito e o descaso ainda são inimigos a serem abatidos. A acessibilidade que defendo inclui a construção de rampas e elevadores, a colocação de pisos tácteis, Libras e o respeito à oralização, closed caption e legendas em português independente das opções das emissoras, sanitários adaptados, isso tudo em ambientes públicos e privados. Mais do que isso, precisamos de ‘normais’ menos cretinos.
    Tô azedo. Foi mal.

    • laklobato disse:

      é, é complicado, Rogs, porque ainda tem muita gente querendo se promover – e ganhar dinheiro, obvio – as custas do que faz por obrigação de facilitar o acesso a quem foge o padrão, não por altruísmo extremo.
      Mas sabe, pra quem não costuma ter nada, pagar esse preço pra conseguir o que precisa, infelizmente, é um meio.
      Um dia, as pessoas vão entender que deficiencia costuma ser irreversível, mas não tê-la não é. Acessibilidade não é pros outros, é pra todos nós. Quem sabe quando, quem sabe se iremos precisar dela?
      Beijinhos

  11. Deni disse:

    Achei bem legal a iniciatica da Barbara e o retorno da “misteriosa” professora e instituição. Eu acredito que aos poucos todos estão “acordando” para as realidades das deficiências como um todo. Ainda é um longo caminho a ser percorrido, mas a sociedade só muda quando cada um fizer a sua parte, sou otimista sim, me recuso a perder as esperanças.
    E mais, aqueles que temem encarar uma faculdade, pós ou mestrado, vão a luta! pois assim como a Lak, fiz a minha 1.ª faculdade, numa época que não havia inclusão e a internet estava apenas chegando; então imaginem hoje as fontes de informações que vocês tem, não apenas através de livro, mas revistas especializadas conforme o curso profissional que escolher e principalmente a internet! Digo isso porque nunca dependi apenas do professor e da faculdade, sempre tive os livros como ponto importante de apoio, além claro, de uma boa conversa com os profes!

    Bjos!

    • laklobato disse:

      Deni,
      Quando eu entrei na faculdade, internet era supernovidade, mas ainda não tinha em casa. Saber pesquisar nela, então, era uma proeza…
      Lembro que a coordenadora do meu curso falou pra mim: “Lak, você que não ouve, vai se dar muito bem com a internet!”
      Beijocas

  12. Bárbara disse:

    Aew, finalmente! hehe Gnt, também fiquei surpresa pela resposta da professora querida. Havia mandado vários e-mails meio do ano passado para diretores, coordenadores das melhores faculdades do Brasil e ninguém respondeu, até hoje aguardo a resposta. Com esperanças, mandei novamente em junho deste ano para esta Instituição e uma semana depois a tão esperada resposta chegou! Fiquei muito feliz por ela ter respondido. Dei um pulo de alegria. 😉 Ainda há barreiras a serem vencidas e NÓS conseguiremos. Nada é impossível!
    Apenas lute, cumpra seu dever e seu futuro estará certo.

    • laklobato disse:

      Exatamente… E você ajudou um monte de gente, de quebra, que leu essa resposta, compartilhou e vai correr atrás, agora que tem noção de como se faz!
      Beijocas

  13. Olá, Lak!! Olha nós de novo aqui…! 🙂
    Dê uma olhadinha no post feito hoje no nosso blog: “Aulas adaptadas para… Deficientes Visuais!”
    http://sopadenumerosecalculos.blogspot.com/2011/07/aulas-adaptadas-para-deficientes.html
    Esteja à vontade para palpitar, hehehe!!!!
    Um abraço!

  14. Jairo Marques disse:

    Lak, tenho acompanhado com atenção o debate sobre a “volta da classe especial”, que tem entre seus principais defensores os surdos sinalizados. A alegação é a de sempre: fica mais tranquilo e garantido o aprendizado. Tenho tentado me preparar para entrar na discussão, mas é certo que vou apanhar pq o tema envolve paixões acima da lógica. Enfim, vc é fonte inesgotável de inspiração para meus argumentos!!! bjosss

    • laklobato disse:

      Minha opinião pessoal? Sou a favor das escolas especiais sim. Contanto que não sejam a única opção educacional para crianças surdas. Não acredito, de verdade, que toda criança surda vá se dar bem na escola inclusiva, por mais inclusiva (desculpe repetir o termo) que ela seja. Não existe 100% de sucesso no oralismo, nem 100% de sucesso ou indicação para o IC. E, mesmo numa escola inclusiva, o aluno precisa ter perfil pra ela. Ter perfil significa também apoio dos pais. Porque para o IC e o oralismo – ainda que acompanhado do bilinguismo, que significa que a criança seja capaz de falar fluentemente português oral e Libras – depende MUITO do apoio dos pais e de fonoterapia. Muitos pais não tem tempo, não tem condições financeiras e/ou disposição de acompanhar o progresso do filho nisso tudo. Portanto, a escola especial bilingue é adequada para essas crianças.
      Se a criança surda congênita tiver sucesso com o AASI ou o IC, ou for surda adquirida ou até tiver um grau de perda moderada, que facilita a aquisição da fala oral, aí a escola inclusiva e regular passa a ser adequada.
      Forçar a Libras goela abaixo de uma criança que tem boa compreensão auditiva/por leitura labial é tão agressivo quanto forçar o oralismo. E ela pode até aprender, mas preferir não ter que usá-la no dia a dia.
      Para mim, acessibilidade se dá de acordo com o perfil de cada pessoa, isso é inclusão. Tentar forçar apenas um modelo educacional está longe de ser acessibilidade.
      A luta dos sinalizados é válida, manter a escola especial é importante. Só não pode acabar acabar com a escola inclusiva nem proibir que o deficiente auditivo vá pra escola regular, se o perfil dele permitir!
      Como sempre falo, é preciso haver respeito à diversidade. Não somos um grupo homogêneo e o que vale para uma parte de nós, não serve pra todos!
      Espero ter te ajudado a fortalecer sua opinião.
      Beijinhos