Capacitadamente incapacitado

Já contei aqui que sou moderadora da comunidade do Orkut Surdos Oralizado, né?

Pois é, a comunidade é antiga, existe desde 2004, e foi o lugar onde descobri qual a denominação exata para o meu caso.  Possui mais de 4 mil membros e, acredito, a maior parte de surdos que falam oralmente e assombram o mundo quebrando o estereótipo de que todo surdo também  é mudo.

O lance é que só fechando os olhos a gente pode achar que as pessoas com deficiência já conquistaram o mundo a ponto de não viverem mais sob a sombra do preconceito e dos estereótipos. Essa semana mesmo, rolou uma discussão por lá, por conta dessa notícia do G1:

O censo 2000, do IBGE, mostrou que 14,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. São mais de 24 milhões de pessoas. Há 18 anos, entrou em vigor a lei que prevê cotas para deficientes no mercado de trabalho. As empresas devem reservar de 2% a 5% de vagas, dependendo do número total de empregados. Quem não cumpre pode pagar multa.

Mesmo com a lei, mais da metade dos portadores de deficiências são inativos e, entre os que trabalham, apenas 10% têm carteira assinada, de acordo com o levantamento do IBGE.

A lei teve um efeito positivo para este segmento da população, mas falta gente preparada para ocupar as vagas, segundo o presidente da Associação de Amigos dos Deficientes Físicos do Rio de Janeiro, Paulo Sergio Fernandes: “Está faltando no mercado mão de obra especializada , então encontramos dificuldade às vezes pra colocar isso”

Lindovando Rodrigues Lima encontrou emprego de operador de teleatendimento, com a ajuda de uma associação que apoia deficientes físicos. Sozinho, ia ser mais difícil: “Depois da lei melhorou bastante”.

A empresa onde Enrico Salvador trabalha treina a mão-de-obra também para a convivência com os deficientes que emprega. O rapaz de 25 anos tem síndrome de Down e é atendente de lanchonete há quatro anos. “Acho legal trabalhar. É alegria, emoção de fazer as coisas”, comenta o atendente de lanchonete Enrico Salvador.

“Para o deficiente, é uma gratificação essa inclusão do portador no mercado de trabalho. Tem responsabilidade. É um prova de que ele é capaz, sim, de trabalhar”, diz a gerente.

Fonte: G1

Eu não duvido que muitas pessoas com deficiência não tenham tido oportunidade de estudar, nem de trabalhar para adquirir experiência. Muito por culpa da família, que aceita a visão estereotipada de que PcD é um coitadinho incapaz – e não, não falo de culpa no mal sentido, nem todo mundo tinha qualquer informação sobre a condição da pessoa com deficiência até bem pouco tempo atrás, porque a mídia não se interessava – e acabam não dando o incentivo adequado para uma educação boa e primorosa.

Porém, me incomoda um pouco só ler esse tipo de notícia, que sempre dá um jeito de distorcer a situação e dizer que a culpa não é do preconceito nem dos empresários – totalmente e sempre bem intencionados – mas dos próprios PcDs, que quase sempre são realmente incapacitados. Ai surgem cursos e mais cursos de “capacitação profissional” e a maior parte das vagas são de cargos baixíssimo, que não exigem quase nada e o pagam um salario de fome.

Enquanto isso, vejo os surdos oralizados com formação acadêmica, até pós graduação desanimados, porque não acham vagas para a sua formação. Já que, entre colocar um PcD num cargo adequado para um advogado, administrador, publicitário, engenheiro, preferem destinar essa vaga a quem não tem deficiência nenhuma. Mas isso, a mídia não noticia, né? Não convém falar que, além de boa parte das pessoas com deficiência não serem capacitadas, as que são também não conseguem cargos adequados, porque os empresários têm preconceito. Muito mais fácil culpar um lado só.

Quem pensa que eu tenho sorte – de trabalhar numa das maiores agências de Publicidade do mundo  (e amo essa agência, confesso) – provavelmente não tem noção dos preconceitos que já passei. Já trabalhei numa empresa que não aceitava dar aumento para cotista (PcDs que preenchem a cota de 2 a 5%). Quando a gente pedia aumento, ou enrolavam à exaustão, ou faziam de tudo para que a gente se demitisse. Não foi diferente comigo, a única PcD que não tinha cargo de auxiliar…
Prevalesce a postura medieval de que, já que estão fazendo o favor de nos deixar trabalhar, que a gente fique quietinho no canto, sem reclamar e satisfeito com um salário ridiculo!

Depois que eu falei isso na Surdos Oralizados, me perguntaram se eu achava mesmo que era possível mudar toda a visão social acerca de nós.
Sinceramente, acho SIM! Apenas nunca disse que achava fácil…

No mais, vamos tentando, que um dia, a gente consegue.

Beijinhos,

Lak

50 palpites

  1. Mariah disse:

    Parabéns pelo post!! Abraços.

  2. Bruna disse:

    Isso aí Lak. É difícil mas é possível!
    To contigo nessa.
    Bjs

  3. vilma disse:

    Gostei!

    Depois volto aqui com mais calem.

    rs 😉

  4. vilma disse:

    Ops… calma… rs 😡

  5. Chanel disse:

    Amiga,

    Você sabe que não digo tive a sorte de não ser portadora de deficiência, nem em minha família, porque primeiro penso, HOJE não tenho necessidades especiais, mas as coisas mudam, provavelmente irei envelhecer, enfim…O importante é que as pessoas precisam mudar, empresas e a sociedade, mas querendo ou não isto é uma plantinha que demora a crescer…Enquanto isto vou fazendo minha parte, denunciando abusos, voluntariando em uma ong (www.transformar.org) e divulgando as vagas que chegam ao meu conhecimento. http://spacontece.blogspot.com/ Não abaixem a cabeça, nunca, pois tem tanto direito quanto qualquer outra pessoa. Sou gorda, tenho uma filha com obesidade mórbida, fui uma criança obesa e digo também passamos por muitos constrangimentos e desrespeito que ferem fundo.
    Beijo no cori!

  6. Leila disse:

    É… Um dia, um dia! Sempre haverá um.
    Olha, já te falei que trabalhei na DATAPREV e vc me disse que o seu tio é o Max Lopes? Esse mesmo?
    Eu entrei para a DATAPREV quando completei 18 anos e ainda estava na faculdade. Fiquei lá durante uns 10 anos e mais 5 anos no INSS, entrei pro INSS através de concurso interno da DATAPREV. Então somam-se 15 anos. Na época foram mandados mais de 200 pessoas do Brasil embora pra rua (bagunça do Governo Fernando Henrique).
    Não entendi o fato de eu ser mandada embora, sendo concursada e preenchendo as cotas para deficientes, eles só poderiam me mandar embora se contratassem outro deficiente no meu lugar para preencher as cotas, essa Lei que vc conhece. Um outro surdo voltou e eu não. Isso foi em 1999. Somam-se 10 anos de injustiça. Corri atrás, briguei, queria minha dignidade de volta. 10 anos depois a verdade aparece: através de um levantamento do Ministério da Previdência social, Polícia federal e Ministério Público Federal, eles obtiveram indícios de improbidade administrativa, princípio elementar que fere as normas do estado de direito e outros.
    Agora fico no aguardo em voltar.
    Torça por mim!!!

  7. Leila disse:

    Ah sim, Max Luccas! Conheci ele sim, apenas de vista, algumas vezes falamos um oi…
    Passou tanto tempo…
    Ah, se me enrolarem tanto pra eu não voltar, processo tudo! Boto a boca até em Roma!

  8. Leila disse:

    Ah, esqueci de dizer que tem um projeto de lei que foi aprovado pra todo mundo voltar, falta ser aprovado em mais 2 comissões… fico no aguardo, o tempo dirá.

    😈 Obrigada pela torcidaaa!

  9. Lu disse:

    Também acho SIM!! 😀
    Hoje eu não tô muito otimista com o mundo (principalmente com aquele mundinho lá de Brasília), mas acredito siiiiim que essa visão pode mudar!!!!
    Mesmo que demore muuuuuito, tantos preconceitos já foram derrubados…. é só não desanimar que os muitos que ainda existem também serão!!!
    Beijinhos!!!!

  10. Magda disse:

    Oi, tudo bem?
    Sou deficiente auditiva e estou fazendo uma pesquisa para a faculdade sobre “como os deficientes auditivos entendem o filme no cinema “.
    Você poderia responder a pergunta que a minha equipe apresentará no auditório a sua resposta e o seu blog. Primeiramente, posso divulgar o seu blog junto com a resposta?
    É o seguinte:
    “Como você entende um filme sem legenda e com legenda?”

    Obrigada!! tchau !!!
    tchau ! !!!!!!!

    • laklobato disse:

      Olá, Magda

      Claro que pode divulgar meu blog.

      Então, sem legenda fica difícil, depende-se unicamente da dedução lógica. Quando trata-se de um filme nacional, até dá pra ler os lábios de alguns personagens, mas não todos, porque é impossível que a câmera filme todos os diálogo com o personagem falando de frente pra câmera.
      A legenda tradicional de cinema ajuda – e muito – nos diálogos.
      Mas a legenda descritiva é melhor, porque explica os ruídos além das conversas, como barulhos de carro, cães latindo, músicas que fazem parte do desenrolar do filme (especialmente filmes de suspense), etc…
      Claro que o aparelho auditivo ajuda muito, mas nem todos usam ou tem ganho significativo com eles.
      Espero ter respondido sua pergunta.
      Beijos
      Lak
      p.s. e ainda assim, cinema é uma das melhores diversões pra um deficiente auditivo!!

  11. Rogério disse:

    Lá vem o tal Bojador de novo, né? Lak, trabalho numa grande empresa pública, que emprega PcD por força da lei, mas vai além. A obrigação legal restringe-se, nesse caso específico, à admissão por concurso, mas minha empresa mantém convênio com associações e emprega deficientes também na qualidade de terceirizados. Você sabe que sou muito crítico, então imagino que vai acreditar quando afirmo que jamais presenciei cenas ou atos de preconceito. Pelo contrário, a integração é ótima. Só estou vivendo um certo litígio no momento, porque o prédio de nossa sede aqui em GYN não possui banheiros adaptados em todos os andares como determina outra Lei e cobrei formalmente, mas a questão é meramente de orçamento, creio que será resolvida no mais tardar ano que vem.
    Sobre a questão da Leila: cabe processo, sim. Aliás, não só um. Como ficou caracterizada a improbidade administrativa e outros desmandos típicos das eras FHC e Lula, cabe não só a reintegração mas também a percepção dos salários e reflexos de todo esse período, em se tratando de concursado. Se confirmada a não substituição dela por outro deficiente logo após a demissão, cabe ação indenizatória contra a União por danos morais decorrentes de preconceito ou segregação. Sugiro procurar um bom advogado, porque as demandas do trabalho têm vida curta e prescrevem em cinco anos. É necessário analisar o caso, inclusive quanto à readmissão, porque pode ser que a decisão dos gestores em rever as demissões venha a ser encarada nos tribunais como confissão de culpa, daí é possível redefinir a contagem de tempo para efeito de prescrição. A ação de indenização corre na vara cível, então a prescrição varia muito, mas nunca é inferior a dez anos. Não sou advogado, só metido a infiltrado e devorador de livros. Boa sorte à Leila, beijinho procê e um abraço no Edu.

    • laklobato disse:

      Rogerio, empresas como a sua, a minha, são raridade, mas provam que o que a gente almeja não é impossível. Ainda assim, é isso mesmo que você falou, outro Bojador. Ahhhh, os bojadores… Acho que alguns de nós vem ao mundo com essa função de bandeirante: desbravar os bojadores da terra, do céu, do mar, da mente humana.
      Valeu pela dica à Leila. A mulher é uma guerreira e tanto, não merece ser tratada com tamanho descaso!! Espero que ela leia aqui, mas vou mandar pra ela por email tb, viu?
      Obrigada mesmo!! Adorocê
      Beijos

  12. Rogério disse:

    Faltou dizer: acho que fui excessivamente romântico no tocante à minha empresa. Houve, sim, casos isolados de abusos e preconceitos, partidos de protozoários com cargo de gerente, mas a reação dos infiltrados (numa época em que essa palavra ainda não existia no dicionário da Matrix) foi imediato e houve punição, o que contribuiu para que os nazistóides pensassem duas vezes antes de mostrar as garras. Também adoro minha empresa, e um de meus grandes amigos, que é PcD, é Gerente Geral, o que demonstra que as oportunidades são para todos. Voltando para a Leila: evite os advogados almofadinhas. De todas as demandas judiciais que já fui parte autora, as vitórias mais contundentes foram obtidas por advogados do tipo porraloca (no melhor sentido da palavra), daqueles que se colocam no lugar do cliente, possuem consciência social, sentem indignação e escrevem sem medo. Se ela for de SP, talvez o Jairo possa ajudar na indicação. Na hora da contratação, é fundamental negociar e formalizar em contrato uma cláusula que determina o pagamento dos honorários somente em caso de vitória transitada em julgado, e após o recebimento de todas as verbas definidas na sentença. Ainda assim, não esquecer de colocar o percentual que cabe ao profissional, não aceitando nada acima de 20%. Geralmente esse tipo de ação fica entre 15 e 20%. Já que falamos em Bojador, vou te mandar um vídeo que recebi ontem e fala sobre casos reais de pessoas famosas e vencedoras que não levaram a sério limitações impostas pelos outros. Acho que é só. Adorocê também.

  13. Juca disse:

    Lak… essa coisa tem que melhorar, sim!… mas eu vejo um problema paralelo nesse caso (além da discriminação racial, de gênero…):

    http://www.sindicatomercosul.com.br/noticia02.asp?noticia=28723

    beijos!

  14. Vandinha disse:

    Adorei seu blog Lak…… Parabéns

  15. SôRamires disse:

    Lak, é sempre bom ler seus textos e comentários. Eu tive a “sorte” de ficar surda depois de ter passado no concurso do BB, já estava trabalhando então não sofri os preconceitos e dificuldades para encontrar trabalho.

    Para a Magda tenho um texto que fala sobre legendagem e dublagem que saiu no boletim Sentidos, quem sabe possa ter algum dado útil:
    http://sentidos.uol.com.br/seuespaco/materia.asp?cod=223

  16. Jairo Marques disse:

    Esse blog é parceiro não só na “causa” da dominação do mundo como nas ideias… eu penso “memo que vê” você! Esse discursinho de dizer que somos burraldos e que é culpa nossa não ocupar os lugares na sociedade me dá náuseas… quem inventou isso foram empresários que não querer cumprir a lei… Aqui no jornal, procuro fazer o máximo para isso não emplacar nos cadernos… nem sempre consigo…. beijocas

  17. Leila disse:

    Li tudinho o que o Rogerio escreveu. Dá um toque nele que escrevi aqui.
    Isso foi uma bagunça geral, coisa que ninguém entendeu.
    Em 1999, com disse, mais de 200 pessoas foram pra rua, inclusive eu e mais um deficiente auditivo.
    A empresa indeferiu nosso pedido que dizia que feria a Lei, pois eles não contrataram outro deficiente (não contrataram mesmo!). Então nós dois partimos para o advogado do Sindicato, fomos parar na mesma vara do TRT-RJ, porém de juízes diferentes.
    O outro deficiente auditivo pegou uma juíza, mandou ele voltar. Eu peguei um juiz que nem reconheceu meu direito. Dá pra entender? Aí meu processo foi parar no TST, último recurso. Por 2 vezes ou 3 vezes foram negados, enquanto muitos juízes são a favor de outros deficientes serem readmitidos por causa da mesma Lei que está no meu processo.. Ainda está em andamento, creio que só terei mais 1 chance, já faz tantos anos que isso tá enrolando. Enquanto isso, estou junto com os demais colegas para readmissão, com um Projeto de Lei, que foi aprovado pela Comissão de Trabalho e falta passar pela Comissão de Finanças e outra comissão, de Cidadania.
    Mesmo assim posso processar?

  18. Leila disse:

    E valeu!! Obrigada! 😈

  19. Leila disse:

    E esse advogado do Sindicato deve ser um bosta incopetente. Nem me falou sobre a improbidade administrativa, só fiquei sabendo semana passada através de uma reunião com uns colegas na sede do Sindicato.

  20. Rogério disse:

    Lakinha, dá licença de falar com a Leila? Seguinte: os danos morais estão mais do que caracterizados. Infelizmente, no Brasil, as indenizações geralmente ficam em torno de 40 salários mínimos (exceção feita às pessoas que foram vítimas do regime militar, que abocanharam somas vultosas, mas o objeto é outro), porque não há uma cultura de se valorizar o sofrimento alheio decorrente de ações ou omissão de Estado. Em casos mais complicados (que me parece ser o seu, por envolver preconceito e discriminação por parte de um órgão público), pode ser pleiteada em somas bem maiores. Mas, como se costuma dizer no meio forense, “de cabeça de juiz e fiofó de neném a gente sabe o que vai sair, mas nunca é capaz de adivinhar de que forma.” E você tem razão: o advogado do sindicato é um bosta. Vale a pena procurar um advogado particular (do tipo porralouca), e cobrar do TST uma decisão favorável como seu colega teve. Se a decisão que contemplou seu amigo partiu do TST ou, na pior das hipóteses, do TRT de origem em segunda instância, creio que é possível você impetrar Recurso de Revista, anexando o acórdão dele para embasar seu pleito. Eu às vezes sinto raiva dessa minha idiotice de sempre ter gostado muito do Direito e nunca ter feito faculdade de Direito. Adoraria pegar um caso do tipo do seu, e provavelmente não cobraria nem um puto. Só o prazer de botar esses canalhas no canto do ringue já seria um belo prêmio. Um beijo prás duas.

  21. Renata disse:

    Pois é. a desigualdade é enorme, no meu trab, o preconceito não é vísivel, porém percebo receios de prof de ed fisica me passarem serviços administrativos achando que eu sou incapaz ou que não conseguirá ter um diálogo comigo.. ora, pra que serve papel e caneta?? ai, qdo eu mostro que sou capaz, que faço melhor do que eles imaginam e rápido de absorver oq eles querem, ficam admirados… tem que mostrar que nós temos apenas uma pequena deficiência, mas que temos inteligência e intelectualidade para trabalhar como qq pessoal normal! Há gente normal por fora, mas insanas por dentro!! e como julgam??? É dificil ver a sociedade tentando incluir, ter a integração e no outro lado brecam!!

  22. Leila disse:

    Valeu Rogerio, eu estava pensando mesmo em trocar de advogado. Tá no TST há anos (essa justiça brasileira hein).
    Se vc quiser, passo o número do processo só pra vc ter uma idéia. A Lak tem meu e-mail.
    Vc deveria ser advogado mesmo! hihihi…
    Um abração!

  23. Maíra disse:

    Tenho uma amiga q tá nessa tb!! Neste mesmo esquema!

  24. Leila disse:

    Ah é, Maíra? Nem dá pra entender, né? Enquanto o TST é favorável a partir da Lei 8213/91 (art. 93), reintegrando funcionários deficientes, eu, logo eu, concursada de uma empresa pública federal, já era!!
    Fui consultar as coisas hoje, e para minha surpresa, tinha outro nome de advogado para o Recurso de Revista. Escrevi pra ele exigindo uma resposta e ele respondeu prontamente:
    ” O TST não entrou nesse detalhamento acerca da aplicação da Lei.

    Infelizmente o TST fica restrito ao que foi decidido pelo Tribunal ai no Rio
    de Janeiro.

    Sugiro que você marque horário no sindicato para ser atendida pessoalmente
    por advogado e para que ele possa te explicar detalhadamente.

    Em Brasilia já se esgotaram os recursos. O TST não examinou o mérito do
    recurso interposto. Tecnicamente é o que chamamos de não ter conhecido do
    recurso (o TST, como instância extraordinária, tendo em vista que o processo
    já passou por 2 instâncias, e tanto na primeira instancia, como na segunda
    instancia o pedido foi julgado improcedente. O TST, nesses casos, não
    examina todas as matérias com liberdade).

    O processo está retornando para o Rio de Janeiro.

    De qualquer forma fico a sua disposição. ”

    Agora já era o Recurso de Revista. Voltando o processo ao RJ, pelos meus péssimos conhecimentos, já era. Ou posso recorrer, processar, mandar tudo pra pqp?

  25. Leila disse:

    Lak, seu post virou “Consultório de Advocacia” hihihi…

    Cadê o Rogerio?
    Nessa caso, só resta ação rescisória, não? Tou pegando todas as informações possíveis…

  26. Leila disse:

    Consultório fechado, Lak. O Rogério já entrou em contato comigo e respondi.
    Valeu por fazer do seu blog um consultório de advocacia! 😀

    Beijokas!

  27. Ana Paula disse:

    Bastante atrasada pra palpitar sobre o que vc postou Lak.
    Aliás, ando relapsa com o seu blog.

    Mea culpa! rsrsrsrs!

    Ontem eu vi uma reportagem do Jornal Nacional pela globo.com, sobre uma feira no Rio, que demonstram aparelhos e tecnologia que ajudam na qualidade de vida dos deficientes, e principalmente, independência de mobilidade.
    Mas aí fica aquela frase no ar: acessibilidade e privilégio de poucos.
    Porque o tal carro adaptado mais moderno, o computador que responde a estimulo cerebrais e dos olhos para que nãopode digitar, a bengala com sensores eletronicos para cegos e um triciclo adaptado para cadeirantes com certeza não serão aproveitados por todos.
    Tais beneficios serão para quem pode pagar. 😥

    • laklobato disse:

      Dá pra conseguir algumas coisas pelo Governo sim… mas não tudo e nem de imediato. Muita gente acaba ficando dependente sim, unicamente por falta de recursos financeiros.. Complicado, né?
      Ainda por cima, aqui paga-se 3 vezes o valor do produto la fora, por conta dos impostos, que o governo não diminui mesmo sendo produto de alta necessidade para sobrevivência… Difícil, sabe?

  28. Roseli disse:

    Jura? É vc??? Eu sou moderadora da comunidade Educadores de Surdos.
    Tb criada há muitos anos.
    E sou colaboradora do site: http://www.sur10.net. Se tiver algo interessante mande para mim que eu coloco lá. Não temos preconceito com oralização e implantados…. a Rakel (gestora do site) é implantada e oralizada.
    Xorte, Xaúde e Xuxexxo como diria a Xuxa.

    Roseli

    • laklobato disse:

      Em pessoa, Roseli… hihihihi
      Se existe espaço pra diversidade dos deficientes auditivos, terei prazer de colaborar (e sinta-se convidada pra participar ativamente desse blog, surdos são bem vindos, oralizados, sinalizados, bilingues, implantados ou deficientes auditivos).
      Beijocas

  29. Priscila disse:

    Também atrasado nos comentários …. minha irmã é PCD mas somente resolveu “procurar seus direitos” quanto as vagas para cotistas há uns três anos. Ela é formada em fisioterapia com pós em sei lá o que (rsrsrs). Foi aprovada em processo seletivo de uma grande indústria de cosméticos para fazer o que …. auxiliar administrativo, isto com fluência em Inglês, superior completo e pós graduação. Fazer o que ? Chorar ? Não, batalhar para mudar esta mentalidade. Abraços

    • laklobato disse:

      Priscila, qual a deficiência dela, posso perguntar?
      E, sendo sincera, ainda que dê raiva ver uma pessoa com a formação e competência da sua irmã num emprego de auxiliar, ainda acho que é mais válido que depender de ajuda dos outros, né?
      Ainda assim, no que me cabe lutar por um mundo onde as pessoas sejam julgadas pela formação e experiencia, e não pela compleição fisica, pode contar comigo.
      Beijocas

  30. disse:

    Lak…=]
    queria saber se eu como deficiente, embora oralizada e parcialmente ouvinte posso me candidatar a uma vaga para pessoas não deficientes?
    sabe, por mais que haja sistemas de inclusão para deficientes ainda são poucas as vagas…
    tô querendo mto trabalhar e ñ acho emprego, dai vi um que parece ser para pessoas “normais” e fiquei na dúvida se podia ou não me inscrever para a vaga.
    vc sabe algo sobre isso?

    beeeijo

    • laklobato disse:

      Pode sim, contanto que seja uma função que vc possa exercer.
      Legalmente, não tem nada que TE impeça de se candidatar a vaga. Mas, vc já sabe como a empresa pode responder, né? Ignorando, quando souber da deficiência…
      Claro que, felizmente, não é uma regra. Tem quem não ligue pra isso.
      Beijos

  31. marcia disse:

    eu gostaria de saber,eu tenho perda em od 55 e oe de 45 egostaria de saber se me enguadro na lei de cotas por favor me respoda quem souber.