Orgulho Ciborgue

Esses dias, eu fuçava no Google pra ver se achava meu nome vagando por aí e deparei-me com um site de um trabalho de conclusão de cursos sobre ciborgues reais (leia-se: o termo “ciborgue” é usado para se referir a humanos com implantes biônicos ou robóticos), deparei-me com isso: Exemplos Reais de Ciborgues.

Gente, devo confessar que senti-me lisonjeada. Gosto de ser chamada de ciborgue, é como eu me sinto, já que ouço através de uma peça eletrônica.

Já um amigo, recém implantado, por outro lado, não gostou de ser chamado de ciborgue e  disse que não é um robô. E explicou que não gostaria de ser chamado de robô (já que, pra ele, ciborgues e robôs são a mesma coisa) porque robôs não tem sentimentos. Nos filmes, robôs são maus e as sociedades dominadas por robôs são violentas e acabam por tentar exterminar a raça humana…

Respeito a opinião dele, claro, mas acho que ele foi influenciado pelos filmes tais como O Exterminador do Futuro, Matrix e cia.

Mas quando  penso em androides (aí no caso, robôs com aparência humana) sempre me lembro, de imediato, o filme Blade Runner, com seus rebeldes replicantes.

Para quem não viu o filme, uma explicação a respeito muito legal (cuidado: spoiler!)

Engenheiros genéticos criam replicantes e outras formas de vida robótica partindo de uma combinação de materiais orgânicos e sintéticos. Embora sejam criados e construídos como máquinas, muitos eles crescem de forma orgânica.

A série de replicantes Nexus da Tyrell, trazida ao mercado depois da virada do século 21, atenua a linha entre a humanidade e os robôs. O modelo mais recente, Nexus 6, é mais forte e mais inteligente do que os engenheiros que os construíram. Os andróides Nexus 6 são quase indistinguíveis dos humanos, exceto por uma grande diferença – eles foram criados para não sentir emoções. Por causa de sua sofisticação, entretanto, os engenheiros da Tyrell esperam que os replicantes desenvolvam suas emoções sozinhos. Os desenvolvedores do Nexus 6 programaram uma vida de quatro anos a fim de neutralizar a habilidade de adaptação dos andróides.

De qualquer maneira, esse plano não foi muito bem-sucedido. Após uma rebelião sangrenta em outro mundo, os replicantes tornaram-se ilegais na Terra – e isso não os impediu de tentar chegar ao planeta. Infelizmente, os seis que invadiram a nave para a Terra são treinados para combates, o que os torna particularmente perigosos. Um deles morre em um campo elétrico enquanto o grupo tenta invadir a Tyrell Corporation.

O que eles desejam é simples: uma vida mais longa – mais tempo do que os quatro anos que lhes foram dados. Como a maioria dos seres vivos, eles não desejam morrer.

fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br/replicantes1.htm

O último discurso do chefe desses rebeldes é simplesmente uma das cenas mais belas e simbólicas do cinema, num debate sobre a vida e a morte posto de maneira sensível e poética:

Certamente, quando refiro-me a mim como um ciborgue, uso no sentido de humana-com-parte-eletrônica. Mas não deixa de ser uma visão romântica de que ter parte de robô não tira a humanidade, muito pelo contrário. É como se me sentisse ainda mais próxima do meu lado humano.

Beijinhos sonoros,

Lak

16 palpites

  1. SôRamires disse:

    desde os anos 70 amo minha parte complementar eletrônica…sem ela eu não viveria plenamente! Só me lembro dessa minha parte plástica e metálica quando acabam as pilhas.

  2. Renata de Freitas disse:

    Eu tambem acho bonitinho ser chamado de ciborgue 😎

  3. Sun Melody disse:

    Em criança recordo de ver esse filme e do quão amava, no fundo queria ser uma cyborg e anos mais tarde deu-me razão, hoje sou orgulhosamente cyborg a fazer parte do mundo sonoro tão belo.

    Na realidade, tecnologia complementa a ausência de sentidos humanos, é como se carne e máquina estivessem em sintonia.

    Abraço!
    Sun

  4. Rogério disse:

    Lak, acho que nessa divergência de opiniões todos têm razão. Ciborgue vem do inglês cyborg, uma sigla derivada das palavras cybERNETIC e orgANISM, ou seja, organismo cibernético. Daí, talvez, o fato de seu amigo não ter gostado.
    Particularmente acho simpático o termo, por denotar um misto de orgulho, satisfação e irreverência. Não o vejo como algo pejorativo.
    Mas cada um no seu quadrado, né?
    Beijos

  5. teresa disse:

    Achei muito legal chamar ciborgue. Gostei!!!
    Já está ativado, mas não estou ouvindo nada e a fono me disse que aos poucos vai melhorar. Espero que o nervo auditivo estimule e acorde para eu ouvir…Vc era assim ou não??. Sei que cada caso é um caso.
    Bjos.

    • laklobato disse:

      Teresa,
      realmente cada caso é um caso, mas vc tem todo o direito de perguntar e se comparar com outros implantados. A gente faz isso mesmo!!
      Olha, comigo aconteceu isso tb, mas eu pedi pra aumentar o volume. As fonos ligam baixo mesmo.. Conheço umas duas pessoas que reclamaram de ligarem baixo demais e não ouvirem nada…
      Mas, claro que continua sendo cada caso um caso.. Enfim, espero que seja somente volume baixo mesmo!!
      Beijos

  6. SôRamires disse:

    agora lembrei, há muito tempo (acho que anos 70/80 do século passado) havia séries de tv O homem biònico e a Mulher Biônica, então a brincadeira comigo era me chamar de mulher biônica, isso de ciborgue é mais moderninho… 😛

  7. Denise Akemi disse:

    As pessoas comentam exatamente isso quando falo que vou fazer o implante Baha (que espero seja no máximo no mês que vem :D). Também acho muito simpático o termo hehe

  8. Mariana disse:

    Minha mãe já tá doida pra me chamar de ciborgue (ela adora tudo que envolve isso!), hahaha. Acho que ela já sente que eu sou uma ciborgue, hihihi. De uma certa forma, eu sou, né? Apesar de não ser implantada ainda, mas é como se eu já me identificasse como uma hehehe
    Eu não li o texto sobre o filme, porque ainda não vi e esse post me lembrou que eu queria ver! Vou arranjar esse filme, já me falaram bem dele. 🙂

    Bjs