Vídeo: Só Dois Minutos!

Falo e repito desde os primórdios do DNO (que fará 3 anos este mês e a festa será dia 14/04. Espero vocês lá, porque meu aniversário é dia 10/04 e eu vou comemorar tudo de uma vez só!!) que a vaga exclusiva – veja bem, não é vaga preferencial, é  exclusiva – de deficientes físicos ou com mobilidade reduzida é exclusiva deles. Pessoas nestas condições realmente precisam dessas vagas, não é um privilégio, nem uma gentileza, nem um serviço social pra compensar a condição deles. É uma necessidade e, portanto, eles e só eles devem usar essas vagas, estando na condição de motorista ou passageiro e usando sempre o cartão de identificação (necessário, porque o povo abusa).

O vídeo abaixo demonstra bem a realidade. Tanto de quem inventa desculpa, quanto de quem PRECISA da vaga! Foi publicado semana passada no Assim Como Você e trouxe ao DNO, para reforçar a divulgação!

Uma breve descrição pros amigos com deficiência visual:

Só dois minutos

um casal sem deficiência procura vaga no estacionamento de um supermercado e conversa:
Mulher diz: De novo vamos ter que estacionar a três quilômetros da entrada…
Homem diz: Olha, ali tem uma vaga
Mulher diz: Ah, não, é reservada para deficientes
Homem: Ah, não se preocupe, vai ser só dois minutos
Mulher: Ah, tá.. dois minutos.
Já fora do carro, a mulher pergunta: É costume seu se passar por pessoas com deficiência?
O cara responde, fazendo troça: Não…. eu…. eu… eu finjo…
De qualquer forma, Marie… Você já viu alguém numa cadeira de rodas…
Sair de seu carro? Eu não…
Se eles existem, devem ter caminhões enormes…
E você viu o tamanho da vaga!
Dentro do supermercado, fazendo compras, a mulher começa a falar: Pra sua informação, as vagas não são só para cadeirantes… Meu tio Roland, depois de uma operação… Teve direito a uma permissão por algumas semanas…
Homem responde: Tio Roland…. de qualquer jeito…
Enquanto isso, um rapaz procura vaga pra estacionar. Consegue uma vaga qualquer e pula do banco do motorista pro banco de passageiros, onde tem uma cadeira de rodas. Mas, quando tenta sair do carro, outro carro para perto e ele não consegue sair. Tira o carro da vaga e volta a procurar onde estacionar.
Homem diz: Olha, eu não tenho nada contra essa gente… mas… Se são capazes de fazer compras como todo mundo…São capazes de estacionar como todo mundo… Seja do lado da entrada ou no fundo do estacionamento.
Mulher diz: Então…A gente também?! Não, a gente tem uma boa razão…
Toca o telefone e o homem com deficiência física atende: Como de costume, estou estacionando do outro lado do mundo! Bom dia!
A voz do outro lado da linha diz: Ei… se perdeu ou o quê?! Estamos te esperando…
Ele responde: Eu chego já, já…
A pessoa brinca: Hum… Você está bem sentado?
Ele responde: O que você acha?
A pessoa conta: Valerie está aqui…
Ele: Ah, sim… Valerie.
A voz: Claro!… Hugo?!
O rapaz continua a conversa: Sim, sim… desculpe, tenho que fazer umas compras. Vou demorar uns dois minutinhos, mas já chego. Desde as 8h estando tentado vir. Café da manhã, banho, fazer a barba. Nem tive tempo de lavar os pratos!
A pessoa ao telefone diz: Afora os pratos… posso fazer algo para te ajudar?
Ele responde: Justamente… Por acaso você tem uma máquina de desintegrar carros pretos?
A pessoa brinca: Não tenho, mas posso conseguir uma no Natal. Prometo!
Ele: Perfeito… Obrigado!

Volta a cena pro casal que desrespeitou a vaga. O homem diz: Quer saber? Eu não preciso ficar me justificando. Eles são de boa, simpáticos..
Agora, o casal está fora do supermercado, levando as compras pro carro. Enquanto o rapaz da cadeira de rodas consegue parar muito longe da entrada do supermercado e se dirige a entrada.

O Homem que não respeitou a vaga continua: Mas não é minha culpa se são deficientes. Suas permissões e estacionamentos VIPs. São um privilégio! Não é um serviço essencial. Viu?! Não demorou tanto tempo assim…

A mulher responde, enquanto eles já estão no carro e saindo da vaga: Foram mais de dois minutos…

O homem insiste: Não fizemos mal a ninguém…

E saem da vaga, deixando o estacionamento.

Enquanto isso, o rapaz passa por trás de um carro que dá ré, por não vê-lo… E o filme termina.

Beijinhos sonoros e boa semana,

Lak